Caos
Linda, maravilhosa mulher,
rainha do meu caos e da minha lucidez.
Onde escondeste aquele sarcasmo feminino
capaz de sorrir enquanto devasta certezas?
Tua ambição é chama fanática,
ardor que não pede permissão.
Em ti, o pecado vira filme antigo,
proibido, belo, perigoso —
não de sangue, mas de desejo vivo.
Tua cama não é lugar:
é palco.
E no espetáculo da luxúria,
cada gesto teu é arte que me desarma.
Eu te desejo sem pudor de palavras,
melindrosa e bruta, doce e sacana,
porque foste moldada para a sedução
e eu, para me perder nela.
Cleópatra moderna,
tu és parte de mim — mais e mais,
império que cresce dentro do peito
onde razão nenhuma governa.
Eleva teu poder, mística sedutora,
vem profanar meus medos,
blasfemar contra o silêncio.
Tua boca no meu corpo
é feitiço, é reza,
é bruxa doce chamada felicidade.
Que a paz alicerçada no ódio dos que espalham o caos jamais alcance os espíritos de bom caráter! Amém!
Que a paz alicerçada no ódio dos que espalham o caos jamais alcance os espíritos de bom caráter!
Amém!
Há uma paz descaradamente oferecida que não nasce do amor, mas da dominação e da chantagem.
Uma paz forjada no silêncio imposto, na intimidação disfarçada de ordem, e no medo travestido de harmonia.
É a paz dos que espalham o caos, mas se dizem pacificadores — dos que confundem obediência com virtude e opressão com estabilidade.
O verdadeiro espírito de bom caráter não se acomoda diante dessa farsa.
Ele sabe que a paz construída sobre as amarras invisíveis do ódio é apenas uma pausa entre violências, um disfarce temporário do desequilíbrio moral.
Que essa falsa paz jamais encontre morada nos corações íntegros, nos Espíritos de bom caráter, pois onde habita o amor pela justiça, o ódio não se cria.
Que jamais sejamos seduzidos pela calmaria ardilosa dos covardes, e que nossa serenidade continue sendo fruto da consciência da Liberdade de Pensar por conta própria, não da submissão e da chantagem.
Amém!
È Mesmo despedaçado, tento me recompor,
Carrego tua marca,
a ferida, a dor.
E no caos que ficou,
encontro meu chão,
Aprendo a viver com
teu fantasma no coração.
A definição de um amor épico:
Nascido no caos, temperado pela dor, mas resistente como aço. Um elo improvável que sobrevive porque foi forjado no calor da batalha, onde a alegria e a tristeza não são opostas, mas cúmplices.. Dançam juntas, costurando um vínculo que não quebra.
"INTERVALO ENTRE O GRITO E O RISO"
Há dias em que o caos veste perfume
e passa por paz, só pra te confundir..
Você olha o céu, ele tá bonito demais
mas sabe que amanhã chove, e tudo bem.
porque no fim, o que salva não é o sossego,
é o intervalo entre o grito e o riso,
onde a alma respira, meio cansada,
meio viva, totalmente sua.
A vida é um caos mal administrado pelo ser humano...
Todo mundo tentando impor ordem em algo que nasceu pra ser imprevisível. No fim, quem aprende a dançar no meio do tumulto é quem sobrevive com um mínimo de sanidade.
Que tenhas:
:: clareza diante do caos,
:: firmeza diante da dificuldade,
:: e tranquilidade diante do inevitável.
Caos das Maresias
Esse consumo caótico
Aventura onde busca sentidos
Demasias de Amores
Momentos intensos
Esses atos voraz
Envolve meu navegar
Ventos e maresias das sensações.
Se sua vida é um caos, lamento, mas você só tem duas opções, pode sentar-se, lamentar e assistir sua desgraça ou pode fazer todo o possível para mudá-la, decida-se
E a razão pela qual o mundo está em caos, é que não importa o quão grandiosos sejam os teus acertos; seus ínfimos erros sempre serão mais bem vistos pelos olhos da humanidade.
Essa vida me parece um caos...
Não me encontro em canto algum, perdido e sem sentido.
O olhar da minha mãe de tristeza não me deixa triste, ele simplesmente não me deixa mais. Onde quer que eu vá levo comigo pensamentos negativistas que me impulsionam a ter um péssimo dia e apesar de saber, não consigo fugir me esconder ou simplesmente encará-los e assim, a cada dia me entrego a essa vida que tenho construído e imagino com mais tristeza o que eu vou colher disso tudo ? Tenho medo do desconhecido como nunca tive, esse medo do novo me assombra, é triste olhar pra trás e assumir que hoje eu sou um covarde, mas é importante assumir certas coisas pra si mesmo, pois só assim poderei acertar o que está errado em mim, acerta o que não gosto em mim. Tenho plena consciência de que sou um SER HUMANO, alguém que intende seus limites e suas fraquezas apesar de não conhecer todos os meus defeitos, preciso aceitar e obter plena consciência dos erros cometidos e, força minha mente a guarda-los em uma “zona segura” para não se esquecer de quem eu fui, quem eu sou agora e de quem quero ser no futuro, Não se esquecer da minha personalidade, do meu caráter, minha honra, meu amor, compaixão, não posso esquecer que sou uma boa pessoa, que sou uma Ótima pessoa! Que tem suas fraquezas, mas também tem suas virtudes, aliás, sempre digo que se conhecesse alguém como eu, casaria com ela, pena que não é tão fácil assim conhecer alguém, eu mesmo não me conheço, talvez por nunca pensar tanto e por tanto tempo em mim. O mundo em que vivo não tem mais aquele belo arco íris, nem sol, nem aquela velha chuva do "casamento da raposa", que tanto admirava, meu mundo é escuro, solitário e mesmo assim cheio de gente, em breves momentos sinto uma leve brisa batendo em meu corpo, o frio me avisa que ainda existe vida correndo por aqui, que não estou completamente sozinho nesse mundo complicado, pois, todos à minha volta não me entendem, alguns chegaram perto de entender, até ficaram perto o suficiente para conviver comigo para tentar me conhecer, me entender, mas poucos são os que mergulham fundo para dentro do ”eu” e muito menos os que mergulham para dentro do “nós” e no geral as pessoas me enjoam facilmente, poucas são as que me levam em um papo legal e descontraído, poucos são os que gostam de debater ideias e ideais. Enquanto não compreendo o que se passa dentro de mim eu sigo sorrindo, dizem que sorrir é o melhor remédio eu continuo sorrindo, mesmo que tudo que eu mais queira seja gritar à minha dor para que todos escutem, mesmo que tudo que eu queira seja um rio de lágrimas, ou mesmo que eu não saiba o que eu quero,
Um sonho ?
É o que eu preciso pra sair daqui ?
Eu já tive um sonho importante!
Eu já tive planos!
Eu já caí!
Ainda não levantei!
Não quero mais ficar aqui, assim, sozinho !
lc
Da ordem ao caos.
Somos consumidores, somos opressores
Somos vítimas, somos vilões
Somos compreensivos, somos impulsivos
Somos palavras, somos o silêncio
Somos as dúvidas, temos as respostas
Somos guias, estamos perdidos
Fazemos amor, desejamos o mal
Poemas e versos se amontoam nos cantos da casa.
E o caos se instalou aqui dentro.
Versos se amontoam nos cantos da casa.
Tudo rima, dor com amor, paixão solidão, tudo rima com sofrimento.
Tudo se amontoa nos cantos da casa e a dona morte é meu único amigo.
Tudo se amontôo nos cantos da casa até mesmo eu.
Será que é castigo?
Há na lucidez, a capacidade profunda de enxergar todas as nuances do caos que habitamos.
Isto não nos tira dele, mas nos dá a vantagem de poder fazer escolhas nem sempre seguras, tampouco inocentes, pois o que sempre nos seduzirá será a possibilidade de escolher experimentar novos resultados e suas possibilidades...
RECIFE DAS BUNDAS E DO CAOS
É no Recife com suas pontes,
De aparências corcundas
E vários prédios seculares,
De formas simples ou rotundas,
Que passam, pra lá e prá cá,
Mulheres carregando as bundas
Pelas ruas e avenidas
Dessa cidade imunda
Que,quando chove é intransitável,
Pois tudo que é lugar inunda
Passam, secas ou molhadas,
Mulheres carregando as bundas
O cheiro de esgoto impera
Pela cidade infecunda,
Tornando a população
Sempre nauseabunda
Mas, de domingo a domingo,
Numa calma bem profunda,
Também passam mulheres cheirosas
Carregando, sempre, as bundas
As crateras, pelas ruas,
Sejam rasas, sejam fundas,
Deixam os carros devagar
Só na primeira e segunda.
A desordem se instala
E a turba, furibunda,
Não presta nem atenção
Às mulheres carregando as bundas
É nesse lugar em que vivo,
Uma cidade moribunda,
Onde impera o descaso
De autoridades vagabundas
Gerando o caos e a miséria
Que nos atinge e circunda
Vivem também indo e vindo
No meio desta barafunda
Aquelas mulheres que sempre
Passam carregando as bundas.
