O amor é o caminho
Senhor meu Deus tu és meu porto seguro....
Meu caminho certo na hora das dúvidas...
Meu oásis no deserto da vida na hora da dor.....
Tu és a minha única essência
És a própria ciência
Manancial de amor
A sinceridade o recoloca no caminho certo. É difícil ao coração humano reconhecer a verdade que o envergonha.
Coloque suas mãos sobre as minhas e caminhe sem medo, vou te auxiliar a seguir seu caminho. Mas se não puder me dar as mãos, me deixe então leva-la no colo e sorria para mim, pois estarei feliz com você nos meus braços, te conduzindo rumo a felicidade.
Rodrigo Furlan
Chegou em casa, abriu as portas, as persianas, as janelas. Caminhou por entre os móveis, preenchendo os espaços vazios. Os passos pesavam, seu corpo não conseguia carregar o próprio peso, os pés, frágeis, se retorceriam se pudessem, o cansaço era visível.
Foi até o banheiro, olhou-se e naquele espelho manchado, viu um reflexo que não era seu. Algo inumano. Procurou vestígios de felicidade, nenhum. Amor? Nenhum! Dor? Muita! Solidão? Mais ainda! Subiu as escadas, restejaria se possível fosse, não era.
Eram 3:00 da manhã. Havia um fulgor desconhecido naquela noite, algo especial ou diferente. O referente era um inimigo em potencial. A noite foi feita para os loucos, aos que amam intensamente. Era seu caso, amava tanto e esquecia de se amar. Amava a madrugada, o cheiro do conhaque e as taças de vinho manchadas de batom vermelho. Amava ouvir jazz no tom mais suave possível. Amava o azul, naquele tom quase preto. Amava a lua e suas metamorfoses. Amava a vida, odiava viver.
Olhou sua história por um lado, por outro, por perspectivas mistas e opostas. As vertentes que se cruzavam no emaranhado de problemas em que tinha se metido. O amor não correspondido, a traição explícita. A falta de amigos, a solidão...
Como dizer a alguém que possivelmente ela possui depressão? Não é uma tarefa fácil, ao menos não deveria ser. Costumo dizer que quando toma-se um papel como esses, o autocontrole é fundamental. Não queria eu, dizer para aquela doce menina que o que ela via nas manchas de vinho era o seu sangue escorrendo pelas manhãs da camisa. Que absolutamente todos os seus amigos, eram fruto de sua imaginação, porque ela era estranha demais para se adequar socialmente a qualquer parâmetro significativo existente.
O que é a vida, senão um misto de cores borradas, palavras engolidas e borboletas no estômago, regurgitadas? O problema começa partindo do fato de que, cores misturadas se tornam preto, e quanto mais pigmento, mais escura a cor. Até seu sangue escureceria, quem dirá, aquela dor? E a ferida só aumentara...
Ela sentou à beira da janela. As grades de proteção ficaram para trás, afinal, o que ofereceria mais proteção que o próprio perigo? Quando se expõe a ele, nada mais se deve temer, não há do que se proteger.
E ela cantava, entre lágrimas e sorrisos, traçava uma tênue linha entre o real e o imaginário. O vestido branco manchado nas mangas com o vinho... Voava conforme a dança tecida pelo vento noturno. Ela estava em pé, alternando os pés pela beirada da sacada. Um após o outro. Vamos contar comigo 1, 2, 3... Os pés se chocavam e ela olhava para baixo. Não tinha medo do escuro, tinha medo da solidão, e até isso já enfrentara. Não tinha ninguém, não tinha nada. A lua gritava no céu, e no chão, refletida nos tetos dos carros. Nada mais fascinante que a lua... Ao final daquela noite, ela se viu leve como um pássaro. Queria voar, ascender aos céus, e pulou. Voou.
Encontrou a lua, abraçou-a por toda a eternidade. A solidão acabou, o medo cessou, ela e a lua, deram adeus à vaidade.
No meio do caminho havia uma paixão
Havia uma paixão no meio do caminho
Havia uma paixão
No meio do caminho havia uma paixão.
Nunca me esquecerei desse encontro tão evitado
Na vida de minhas rotinas já tão decepcionadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
Havia uma paixão
Havia uma paixão no meio do caminho
E eu tive que decidir se parava ou prosseguia
Afinal meu caro Drummond...
Havia uma paixão no meio do caminho
mas isso não quer dizer que eu tinha
Paixão não é pedra Drummond
Você pensa que tem e descobre que só havia.
Mas havia uma paixão no meio do caminho.
E como não é palpável como pedra
Segui meu caminho de rotinas decepcionadas
Nunca me esquecerei desse encontro inesperado
Havia uma paixão no meio do caminho
E eu não paguei pra ver se a tinha.
"Caminhos opostos, destinos extraordinários, se cumprimentam através de um olhar, e assim se cruzam"
SONETO DA VOLTA
Estou de volta, intento por aqui ficar
nos caminhos busquei novos planos
no passado ficou a chaga a sangrar.
Sim tive erros, e também enganos...
No perdão, pude então saber perdoar
tudo é veloz, e passa por nós os anos
assim, o fado me atendeu para voltar
pois, nas orações remi de meus danos
Nas minhas desventuras, soube amar
nas tristuras, agora quero dias ufanos
por lá fechei o ciclo de ter que cuidar
Na mala, pouco trago pesares tiranos
pois, aqui está a meada, o meu lugar.
Estou de volta, sem enredos profanos
Luciano Spagnol
SONHOS (soneto)
Vou hastear meus sonhos lá no alto
onde o céu desabotoa o caminho
o vento sopra a brisa de mansinho
e as estrelas poetam como arauto
Quero sair deste meu desalinho
dum fado de dano sem incauto
tal qual ao por do sol do planalto
que matiza o olhar com carinho
Quero ter simplicidade, e afeto
deixar as quimeras sem parede
e a ilusão livre, fluindo pelo teto
E assim, a boa nova que venha
seja recebida com afago e sede
e no meu eu, o amor convenha...
Luciano Spagnol
Agosto/ 2016
Cerrado goiano
FRONTEIRA (soneto)
Em cada rosa, sempre existe espinhos
Nos árduos caminhos, também vitórias
Na humildade é que se escreve glórias
E com amor no amor se tem carinhos
Somos breve nestas águas transitórias
Para que seja leve, deixe os desalinhos
No tempo, tão valioso, e tão torvelinhos
Então, sê a figura mor de suas histórias
Nutre-se do néctar de querer mudança
Pois cada instante da vida é esperança
E a cada espera, objetivos e memórias
Perder ou ganhar são só da vida aliança
Tente. Persevere. Ai terás mais bonança
Trace nestas diversidades as trajetórias
Luciano Spagnol
Agosto de 2016
Cerrado goiano
Cruzada
Caminhos diferentes
Vidas desiguais
Cruzam-se dois rumos
Em verdades circunstanciais
Momentos de horror
Cruzadas de amor.
Há pessoas que depositam suas felicidades nas pessoas, mal ela sabe que acabara de trilhar o caminho da infelicidade.
No caminho da vida sempre encontraremos barreiras que nos farão desistir dos nossos sonhos, mas que isso não seja um motivo de pararmos de sonhar, muito pelo contrário, continuemos a sonhar sempre, e se uma barreira aparecer a nossa frente, lutemos com ela com todas as nossas forças, porque no fim de tudo… a vitória será nossa.
O passado em um novo presente
Entre os caminhos e as alegrias
Contendo nas formas as suas cores
Esse é o paraíso em que tu cria
Sendo um infinito mapa de amores
Contendo lábios eloquentes
Aromas frutas sabores
Sempre perto, contudo ausentes
Enorme beleza só se compara as flores
Mostra-me seus segredos incandescentes
Pois serei audacioso em tau feito
Já me rendi a essas sensações de fato ardentes
Sendo o fogo que se faz crescer em bravo direito
O passado não retorna, mas se faz um novo presente
Não misturemos mais o real com a ilusão
Assim como não foi ao escuro o que de fato se sente
E sabe que ainda és minha maior fonte de inspiração.
Nem sempre terei o sol nos meus caminhos
e nem tanto quero só sombras pra viver
Busco abrigo que protege, que não esconde
Pois vivo da luz, que guia o meu proceder
Se para sempre jamais é o que tem de ser
Vejo em tuas sinuosas palavras o tecer
Como pedras de amolar o destino pra crer
Que a tua clara ideia também irá escurecer
Almany Sol
Neste caminho ainda se parte.
Parte-se esperando o adeus que não veio;
Parte-se olhando para trás, desconcertado;
Parte-se despedaçado, descorçoado.
Neste caminho apenas se parte.
