Caminho
"A distinção entre o Caminho Estreito e o caminho largo é crer que o primeiro leva para a Vida Eterna"
O caminho estreito e apertado, realmente é o mais difícil, descrito por Cristo Jesus, porém é o único que guia para a vida eterna.
Esteja perto de pessoas que lhe incentivam no caminho do Senhor Jesus, porém tenha luz em si mesmo, conhecendo o eterno.
"O segredo do sucesso é estar convicto do objetivo, traçar o caminho para chegar a ele e vencer os obstáculos para conquistá-lo"
A demora em se decidir para o caminho correto é como ser levado a correntezas, para longe do cás em segurança.
O amor ao Senhor Deus, a Cristo Jesus e ao espírito santo é o único caminho de grandes recompensas e eternas.
"Só existem dois caminhos para se seguir
Um que leva para o céu e outro que leva à perdição.
Só existe uma vida para decidir, e quando ela acabar não haverá mais solução".
A Fé é a maior força motriz de um humano e se outro humano conhecer os caminhos por onde transita a fé, dominará uma nação de fé!
Se você pode ver seu caminho na sua frente, passo a passo, você sabe que esse não é o seu caminho, seu caminho é forjado por você, com cada passo que você dá, é por isso que ele é o seu caminho.
Se apenas uma pessoa souber o caminho, devemos segui-la.
Se todos souberem o caminho, estaremos mais perto do sucesso.
No caminho da nossa vida, deixamos passar pontos marcantes, tão importantes esses, que no momento em que lembramos, na maioria das vezes se torna um ponto de arrependimento.
Às vezes, os sinais indicam um caminho que para o olhar afoito seria o mais lógico. Desconfie sempre e busque ver o que está por trás das sombras.
FADA PLUMINHA
Por onde anda seu marido?
Já não tinha mais o que ver
Caminhou por uma linda estrada
partiu, cessou de viver
O homem, foi honrado
quando em vida, sempre humilde
Sua esposa não deixou só
a bruxa, viúva, Matilde
Era mãe de duas filhas
amor pra uma, pra outra nada
Assim vivia a filha Clotilde
e Florença, a enteada
Pra Florença, só trabalho
apesar de seu esforço
Pra legítima, preguiçosa
deseja um belo moço
A beira de um fonte
Florença sempre ia fiar
Após um súbito cansaço
na água o fuso foi parar
E agora, o que eu faço?
Pensou Florença assustada
Se eu volto sem o fuso
Matilde fica revoltada!
Se esforçou para pegar
mas na fonte ela caiu
Muita água, pouco ar
desmaiou de tanto frio
Em um jardim maravilhoso
a jovem moça despertou
Vou fazer um ramalhete
a primeira coisa que pensou
Ao andar pelo jardim
escutou com atenção
A voz vinha de um forno
quem falava era o pão
- Florença, me tire daqui e me coma
será uma satisfação!
- Se demorar mais um minuto
virarei um pobre carvão
A menina agiu rápido
comeu o pão, não deu bobeira
Eis que surge uma outra voz
dessa vez, a macieira
- Colha aqui minhas maçãs
sei que devo merecer
- Estão maduras e pesam muito
não prestarão se apodrecer
Sem se quer pestanejar
atendeu e nada mais
Colheu todas e comeu algumas
dividiu com os animais
Continuou a caminhar
e encontrou uma velhinha
Se tratava de uma fada
a velha, fada Pluminha
A fada sacudia os travesseiros
e caia neve de verdade
Mas a força pra sacudir
se perdia com a idade
Vendo o esforço da senhora
se ofereceu pra ajudar
E na casa da velha fada
por um período foi ficar
O tempo foi passando
Florença não precisava mais de explicação
Fazia todos os afazeres
no sorriso, satisfação
Abriu os travesseiros na janela
e na chegada do inverno profundo
Sacudiu os travesseiros
e fez nevar em todo o mundo
Veio então a primavera
mas era chagada a hora
Com a benção da velha fada
se aprontou e foi embora
- Espere minha querida
sei que parece clichê
-Eu achei isso no lago
acho que pertence a você
Agradecida pegou seu fuso
e voltou sem acreditar
Mas no meio do caminho
seu vestido sentiu pesar
Olhando para suas vestes
se deparou com um tesouro
Viu os trapos que vestia
se transformar em puro ouro
Chegando em sua casa
contou o que aconteceu
Sua irmã e sua madrasta
do coração quase morreu
Se o que dizes é verdade
também posso conseguir
E os passos da meia-irmã
Clotilde decidiu seguir
Foi na fonte, jogou o fuso
fingiu até se afogar
Acordou em um jardim
soube que era o lugar
Viu o pão pedir ajuda
deixou que virasse carvão
Disse a pobre macieira
- Seus frutos apodrecerão!
Entrou na casa da velha fada
mas nunca quis ajudar
E nesse ano o inverno
nem se quer ousou nevar
É chegada a primavera
a moça decidiu partir
Vou ganhar o meu vestido
pela porta vou sair
No caminho olhou pra roupa
estava da cor do azeviche
E pela sua ingratidão
recebeu todo aquele piche
Antes que Clotilde voltasse
com seu vestido divino
Florença saiu de casa
era dona do seu destino
Talvez pense em me levar...Mas se na metade do caminho ...Desviar seu olhar apenas me repouse ...As margens de um lago manso... Para que possa em outro olhar encontrar meu lugar.....
