Calar
Será Apenas Mais uma Vitória?
Até quando vamos nos calar e nos omitir diante de tanta violência, tanta covardia, contra nossas meninas, contra nós mulheres? Até quando vamos suportar a dor de perder uma filha, perder uma mãe, uma irmã, uma amiga para a o feminicídio? Somos apenas estatísticas? São perguntas que massacram nossa mente, e nessa inquietude de pensamentos dolorosos, o medo e o pânico de vivenciar essas cenas malditas, somos obrigadas a nos recolher, e assistir a onda de crimes que só aumenta e assola no país inteiro, uma sociedade que se encontra extremamente doente, infectada por mídias sensacionalistas, redes sociais que empobrece a mente das crianças e adolescentes, programas de TV com um único objetivo, destruir as famílias, destruir os jovens, envenenar a mente das crianças, e objetificar os jovens.
Adolescentes que vem de uma geração sem orientação de família, sem orientação de moralidade e sem limites, uma geração de pais omissos, negligentes, preguiçosos, mães que se intitulam “empoderadas”, e “modernas”, são extremamente negligentes com a sua própria prole, indefesa e inocente diante de uma rede infinita de possibilidades, que chamamos de “redes sociais”.
É tudo culpa dos pais? Claro que não! Porém, a falta de diálogo, de parceria, de troca de confiança, abre portas para as redes sociais, as amizades intelectualmente desfavorecidas, os relacionamentos precoces, a facilidade do acesso ao álcool e as drogas, tudo isso são atrativos para os jovens que não tem uma base familiar, um objetivo de vida. No entanto, pode acontecer tudo isso com o jovem que tem todo esse privilégio de uma base familiar sólida, pois ninguém está livre, porém essa estatística é bem menor isso é fato.
E assim seguimos inconscientemente conformados, com mais um caso de violência cruel e desumana contra mais uma jovem, com toda uma vida de sonhos e conquistas na sua estrada, brutalmente interrompida por mais um animal, que se intitula "Homem".
As vezes, aquele que muito permanece calado, sai prejudicado, pois, há tempo para calar e para falar.
As vezes...se calar e fugir de certas ocasiões, não é covardia, mais sim estratégia de guerra... às vezes.
As vezes saber calar
é mais difícil do que saber falar bem... principalmente quando nossa paciência é testada.
As vezes o observar e calar nossa voz nos revela coisas absurdamente escondidas e reveladores no recôndito da alma em aperfeiçoamento de nós mesmos e nosso semelhante. Portanto, o silêncio muitas vezes se faz necessário, oportuno e providencial..
A tua covardia de se calar, no que se cala ou pelo medo de falar
Faz dos meus sentidos a frustração de me amar;
Minha vida vem de encontro ao meu silêncio que com desafios intensos tentam calar julgamentos incertos;
O mundo grita acusação que quase nunca consigo calar a solidão de ser só dois;
Meus problemas vivem em conflitos em mim, e sou invadido por olhares que me vasculham todo um passado medindo em centímetro o resumo de minha vida;
Só entendo a voz da razão que me dá acalento e me protegendo desse meu turbilhão que explode a cada olhar;
Mas me liberto ao meu querer destacando tudo a minha volta em que me faz bem;
Ninguém poderá calar meus gritos, pois nem me lembro dos meus erros e nem dos meus acertos;
Não pegue pesado com as palavras, pois não poderão te proteger das escolhas manchadas;
E se desaparecer der repente não deslize em um fluxo inseguro que possam te ofuscar no resolver absurdo;
Dentro dessa história não sei se você me apagou ou se ainda me assiste no puro lamento com a voz alta no silêncio;
Eu tenho o direito de calar-me já que não tenho nada pra falar, mas não vivo só, e eu só não deixo à vontade alguém que possa me controlar com minha cabeça confusa e minhas incertezas.
Mesmo que eu esteja intocável em seus olhos, eu não tenho tanta percepção que se faz na sua vida imprevisível.
Nunca admitindo que você seja fraca suas verdades se perderam entre a lama e a desonra.
Meu compromisso é com o meu sono interrompido e ninguém pode calar os meus gritos;
Abuso do meu tempo sem brincar com o pesado que me impulsiona no meu fluxo seguro;
Não aposto o meu coração em escuro que eu não enxergue ou possa sentir nas minhas certezas;
