Calado
Fale, se declare, abra a boca, ninguém vai saber o que você quer enquanto estiver calado, o não você já tem e opção também, se a pessoa não te quiser tem quem queira, não se rebaixe, ninguém te merece como você mesmo, reciprocidade em primeiro lugar. Se ame se valorize, busque de início sua realização pessoal, desapegue-se de quem e do que não te faz bem, o mundo é gigante e o universo cospira ao seu favor, tem muita gente por ai que está louca pra ter ao lado alguém como você. Sofrer por rejeição não é opção é um desvaneio desnecessário.
Saiba usar o silêncio como sabedoria ao invés das palavras, mesmo estando calado, difícil é interpretar o silêncio.
Ser humilhado e não poder fazer nada, além de ouvir e ficar calado, não é algo fácil.
Mas confiar em Deus e saber que é por AMOR a Ele que nos calamos e esperamos por uma mudança, traz conforto ao coração e nos ajuda a ficarmos de pé.
Vários esculacho eu vi desde novo
Meus irmãos sofreram na mão de um padrasto
Comendo calado seu arroz com ovo
Meu pai com um bife do tamanho do prato
Poema é a expressão de um grito calado
É a arte do exagero e também a do pecado
É a verdade miúda e desnuda do querer
O que se perde e ganha, a cada alvorecer
E sobretudo é o primor de uma história escrachada
Onde metade se aumentou, e a outra foi inventada.
Liberdade de expressão
É o direito de falar
Ou poder ficar calado
Se quiser silenciar
É o respeito à opinião
Seja favorável ou não
Sem risco de censurar
Soneto ao Amor
Amo assim amar, calado.
Amo perto, distante, ao luar.
Intenso, inculpado,
amo assim, amo assim amar.
Inteiro, amo em pedaços,
amo, até queimar.
No calor, oculto meus passos,
aluado, fujo, céu e mar.
Amo o que faço por amor.
Amo não expor,
mas amo o vento, amor soprar.
Amo, com ou sem nenhum pudor,
tímido, amador.
Amo assim amar.
Tudo permanece calado
dentro de mim.
As noites e os dias,
o silêncio e o barulho,
ficam iguais.
Tudo parece que perde
o exato valor de ser.
Tanto faz,
como tanto fez,
eu preciso,
é continuar.
Estava em paz. Fui gritado, acusado, julgado. Sentado ,calado, fiquei. Humilhado, novamente acusado e questionado. Indignado, revoltado e raivoso tornei. Alterado, trêmulo, descontrolado. Gritei, quebrei, joguei, simplesmente surtei. Não matei, porém jurei que perdia ali um laço, o qual foi dado no mês de março. E assim cá estou tomando folego, desse desgosto que um dia chamei de esposo.
Arda em chamas querido coração
Pois eu aguento
Eu já sofri tanto calado, chorando
Nesse relento
Arda,queime, quebre e parta
Não tem nada além disso que me mata,
Pode machucar pode doer
Me corroer
Mas quando eu decidir dar o basta
Não vai nunca mais doer
Coitado de quem te machucou, e de quem irá te amar
Eu dificilmente vou confiar denvoo
