Cai na Real Voce me Perdeu
Lágrimas
As tuas lágrimas vêm-me banhar a alma,
Como o orvalho que cai das flores puras;
São pérolas de pranto, santas, duras,
Que rolam lentas, cheias de mel e calma.
Em cada gota teu sofrer se espalma,
Como em conchas de luz, brancas e escuras;
Teu pranto é o altar onde as ternuras
Fazem do amor uma infinita palma.
Oh! se eu pudesse, com pungente choro,
Banhar teus olhos, que no meu delírio
São os astros do céu do meu porfírio!
Mas choro apenas - e esse pranto mouro
Fica em minha alma, amarga, solitária,
Como a água estagnada em uma urna mortuária.
“Mulher: Fênix Silenciosa”
Ela cai, mas não fica.
Chora, mas não se apaga.
Recomeça em silêncio, com o peito rasgado e o olhar aceso.
Não busca palco — ela é o próprio espetáculo da superação.
Caráter, alma e fogo sagrado.
— Purificação
Compêndio de Chuva
Cai a chuva, melancólica e lenta, como um grito que o tempo inventa.
Em cada gota, um som, um tom, que o vento leva — e traz o teu batom.
O teu rosto vem, em bruma e luz, como se o céu em ti se traduz.
Enquanto o mundo se desfaz em água, o meu peito arde, embora os meus olhosse alaguem em frágua. O teu toque é sinfonia de chuva,
que compõe a minha alma, e acende lua turva . E eu, perdido entre trovões eos relâmpagos do meu silêncio, encontro-te em cada canto da minha pele em compêndio.
Que chova, amor — que o mundo escorra, que o tempo pare, nesta dor de masmorra. Pois se é na chuva que te penso e vejo, então que chova, só para te ter no beijo.Chove, e o meu mundo sopra o teu véu, as ruas das minhas veias choram sob o cinza do céu. No vidro, escorre o teu nome, lento, feito melodia, feito tormento.
A chuva que cai lentamente
É como a saudade de alguém,
Que de longe nos acena,
Pela estrada muito além..
JGA.
O Estoico
Quando tua mensagem cai no vazio,
Não te percas atrás de ecos frios.
O mundo não pede teu desespero,
Nem tua voz implora por janeiro.
Quem ignora teu ser não te define,
A alma que é tua, só ela te afine.
Não corras atrás de sombra ou vento,
Mantém-te firme, com teu próprio alento.
O choro não veste tua dignidade,
O silêncio, às vezes, é liberdade.
E o coração que não implora atenção
É um templo de calma, pura razão.
Não há poder em mãos que não se oferecem,
Nem razão em súplicas que não merecem.
O mundo gira em seu próprio compasso,
E a paz reside em quem não entra em embaraço.
Não te ajoelhes diante do abandono,
Não peças amor onde não há entono.
Cada passo firme que dás em tua estrada
É mais valioso que a atenção roubada.
O estoico sabe que sentir é humano,
Mas implorar, jamais, é desumano.
Quem espera por resposta, que espere em silêncio,
E quem procura validação, que a busque em si mesmo.
Assim, tua alma não se curva, não chora,
Mesmo quando a indiferença te devora.
E aqueles que tentarem medir teu valor
Verão apenas tua calma, teu próprio fulgor.
Porque a vida não se entrega a súplicas alheias,
Mas se honra quem mantém suas ideias.
E no silêncio, no abandono, na solidão,
Floresce a força, cresce a razão.
Tempo Perdido
Andei, caminhei, rastejei, guerriei
Cai, venci, perdi, voltei só tempo
Revela, destampa, oráculo da vida
Olho o que fui e agora...
Tardio tempo, talvez não tenho
Corro contra ele
Não tenho mais o tempo
Quero viver, não quero morrer
Mas não tenho mais o sentido da vida
O AVESSO DO POEMA
*JUVENIL GONÇALVES *
O avesso do poema
é o que sobra quando o verso cai,
quando a rima escapa,
e a palavra — nua —
fica olhando o poeta de frente.
É o silêncio que não coube no poema,
a rascunhada dor que não virou metáfora,
o eco do que não se disse
mas insiste em arder na ponta do lápis.
O avesso da poesia
é o poema quando termina —
ou quando nunca começou.
Juvenil Gonçalves
Em meio a chuva
A chuva logo cai como prova da escuridão
Em meio às densas nuvens, faíscas e um grande trovão
Como a sétima arte, porém sem hipocrisia
Cada brilho, um estrondo, cada beijo, uma paixão
A alma brilha na íris, resplandecendo cada clarão
A chuva que outrora molhava, revela agora uma linda canção.
Às vezes parece que uma avalanche de problemas cai sobre nós, parece que não pode ficar pior, mas fica. O desespero bate. O cansaço pesa. A cabeça grita. A fé esmorece. Mas é importante que a fé se sobressaia aos destroços dos problemas e dores, pois ela será a força que lhe puxará acima de tudo que lhe aflige e lhe manterá a salvo. Os problemas não deixarão de existir, mas você terá a calma, a saúde mental e emocional necessárias para agir e terá a percepção do inesperado acontecer pelas bênçãos que Deus envia.
Quando estamos soterrados de problemas, nossa visão trava e não percebemos as possibilidades. Além de tirar nossa capacidade de suportar até que passe, pois passa. Tudo passa. Só precisamos ter força e fé suficientes para ver o arco-íris depois da tormenta. Deus está aí. Confia.
Josy Maria
"O golpe ta aí cai quem quer"
Infelizmente a grande maioria da ênfase para o golpista e esculacha a vítima
Aquela que tem o coração puro, que não tem maldade, que se entrega de corpo e alma
Cai quem não tem a imunidade contra a crueldade humana
Quem tem que se intimidar é o golpista e não a vitima
Água fria, que do céu cai,
revigora o verde, faz brotar.
Água quente, do mate extrai
suave amargo, faz trovar.
O dever de quem cai é, sim, se reerguer —
encontrar dentro de si a força para limpar a poeira,
erguer a cabeça e seguir adiante,
apesar das dificuldades.
Cair é inevitável,
mas permanecer caído é uma escolha.
Recomeçar é carregar o aprendizado das quedas
e a coragem que nasce da superação.
Voltar a caminhar
é afirmar a vida e renovar a esperança.
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