Poemas sobre café
Um muito gentil
Bolo de Fubá
com Erva Doce
para encher de ternura
o café da manhã
ou da tarde,
É companhia perfeita
e sem exagero
que é um quase poema
para o desejo
sempre para o querer.
Café-pequeno
para dizer que
é fácil ou de fato
pequeno mesmo,
Para mim você
não é Café-pequeno,
És o mais alto
e sublime desejo.
Os famosos Bolinhos de goma
de Maragogi na sua companhia
ficarão ainda melhores
com café e a nossa poesia,
Alguns até nos apontarão
como poetas e doidos de amor,
e nos seguirão como inspiração.
Poesia do campo
Aqui tem paz, tem ar puro, tem águas limpas. Pela manhã o cheiro do café é um convite para agradecer pelo dia e ser grato por tudo! Aqui os vizinhos dizem "bom dia", "boa tarde" e uma maravilhosa noite! Se ouve ao longe musicas, aqui a gente sai nas noites quentes para ver as estrelas e o luar, e nas noites frias fazemos uma fogueira para aquecer ao som da viola e comemos milho-verde tomando chá de amendoim! Aqui tem alegria porque a alegria está nas coisas mais simples vida. E só aqueles que conseguem ser gratos pelo quem tem consegue enxergar a felicidade na simplicidade.
"TODO É POESIA "
Manhã de domingo,
pão de sal quentinho
na chapa,
café adoçado ao gosto,
Saulo Fernandes cantando,
tão sonhadar,
e a preta amada vestido o biquíni para desfrutamos das areias de São Tomé e seu mar calmo.
POESIA:
POETA SEM COR, PALAVRAS MARROM.
By: Harley Kernner
Muitos gostam do marrom do café, do chocolate que adoça a boca amarga do dia, mas torcem o nariz para as palavras marrom de um poeta sem cor, socialmente falando.
Sou Harley Kernner o poeta sem cor.
Não me deram aquarela para nascer, me deram barro, poeira, chão batido.
Minha tinta é a cor da vala, da enxada, do sol de meio-dia na nuca.
Escrevo com a cor que não entra em galeria:
o marrom da marmita fria,
do pé descalço, da carteira vazia.
Dizem que poeta tem que ser azul, cor de céu, de mar, de coisa leve.
Mas meu verso é marrom de terra seca, marrom de madeira que range no barraco, marrom de cicatriz que nunca vira poema em sarau chique.
São muitos que gostam do marrom do café, mas não engolem o marrom da minha pele quando ele vira verbo, quando ele grita, quando ele denuncia.
Quer o marrom gourmet, não o marrom da fome.
Quer o marrom do luxo, não o marrom do lodo.
Socialmente falando, apagaram o nome e me deram um número, um dado, uma estatística.
Mas insisto: sou poeta.
E minhas palavras são marrom
porque nascem da raiz,
porque não negam o chão que pisa,
porque carregam o peso de quem nunca teve asa, só enxada, só calo, só luta.
Então leia. Mesmo que arda.
Porque o poeta sem cor escreve para quem nunca teve voz.
E o marrom, meu amigo, é a cor mais honesta que existe: é a cor de quem resiste.
Harley Kernner.
Arquitetura de Poesias e Crônicas.
Escritor Particular .
A poesia e minha velha amiga
Sempre nos encontramos na hora do café
Senta comigo , me diz coisas sobre a vida
Reflexivas, quem ouve todo dia
sabe que ela tem muito a contar
As vezes me faz rir
As vezes me faz chorar
As vezes me faz amar
Só nao tem o dom para me fazer odiar
Observo ela, a descrever tudo que cabe em seu olhar
O gosto doce do café, brinca e descreve lentamente de acordo com o vivenciar
Do açúcar a água
Da água ao pó
Me faz entorpecer de café
Igual me faz escutar
mais do que posso falar
Autor: Kleyton Souza
Café e Poesia
A manhã desabrocha em luz,
Ao primeiro toque do sol.
O dia sorri maroto como um
Menino correndo livre, por
canteiros de girassóis.
Bom Dia!
Tomávamos um café
a tardinha enquanto
falávamos de amor e poesia,
quando ela calava
eu escutava o doce silêncio
de suas palavras,
eram segredos que
em seus olhos sua alma
expressava.
