Frases com cadeira
Seja, alguém que puxa a cadeira e senta a mesa do banquete, chega de ficar pelos cantos, ou de lugar em lugar rastejando por migalhas o Senhor te chama para sentar a mesa .. . Venha, venha, desça do muro. O banquete está a mesa. Cabe a você escolher seu lugar e sentar. ..
Eu sabia que tinha um corpo porque ele cansava. Porque ocupava uma cadeira, porque sentia frio. Mas raramente porque eu o via.
O RITUAL DA CADEIRA VAZIA
(Sobre o dia em que fiz do isolamento a minha melhor parceria.)
Quando estou sozinha, puxo uma cadeira e converso com a solidão e confabulamos juntas os ruídos desse vazio.
Lu Lena / 2026
Se for resumir o meu caminho, puxa uma cadeira que eu te explico como os tombos viraram técnica de esquiva e como as madrugadas com o controle na mão viraram gestão de crise.
O Último Lugar ao Seu Lado
Há uma cadeira que o mundo esqueceu de mover,
ainda diante da janela onde o teu silêncio aprendeu o meu nome.
A poeira tornou-se a coisa mais fiel que ficou;
as pessoas, diferente dela, sempre descobrem um jeito de partir.
Carreguei a tua ausência
como antigas estações carregam o eco dos trens que partiram—
sem pedir que voltassem,
apenas lembrando o peso do adeus.
Dizem que o tempo é um cirurgião paciente.
O meu costurou a ferida com fios invisíveis,
para que ninguém pudesse admirar a cicatriz,
e mesmo assim cada batida do coração a rasga outra vez.
A pior solidão não mora num quarto vazio.
Ela sorri entre pessoas,
enquanto os olhos procuram, em rostos desconhecidos,
aquele que nunca mais voltará a ocupar o lugar ao nosso lado.
Há noites em que invejo a chuva.
Ela pode cair sem pedir perdão.
Eu aprendi a ser homem,
e isso tantas vezes significou sangrar sem testemunhas.
Talvez as mulheres conheçam outra dor:
a de deixar pedaços da própria alma
em quem jamais percebeu
que segurava um universo inteiro entre mãos delicadas.
Se o amor sobrevive em algum lugar,
não é nas promessas, nas alianças ou nas fotografias.
Sobrevive no gesto tolo
de virar o rosto para um espaço vazio,
como se alguém ainda pudesse estar ali.
Se um dia lembrares de mim,
não te lembres da minha voz.
Lembra-te do silêncio que ficou depois dela;
foi nele que escondi tudo
o que nunca encontrei coragem para dizer.
Um dia outro desconhecido ocupará aquela janela.
A cadeira não saberá os nossos nomes.
A poeira não contará a nossa história.
Mas, para além do alcance dos relógios,
toda alma que não conseguimos guardar
continua caminhando ao nosso lado—
calada, amorosamente,
como um trem que chega para sempre
a uma estação que existe apenas dentro do coração.
DEPOIS DA CADEIRA VAZIA
Quando a falta revela o que o costume escondia.
Às vezes, a vida boa, tranquila e equilibrada que alguém desfruta foi erguida sobre o suor calado, as noites em claro e as lágrimas que outro alguém derramou.
A vida suave só é suave porque, nos bastidores, há quem carregue fardos maiores. E esses fardos, na maioria das vezes, não rasgam as mãos nem dobram as costas.Rasgam por dentro. Pesam na mente, no espírito, na alma.
Bondade de verdade é escolha diária: se doar sem cartaz, pedir pouco e não exigir nada em troca. É servir quando ninguém está olhando.
O problema é que muitos só percebem o valor de quem está ao lado quando a cadeira esvazia. Não calculam o tamanho do rombo que a ausência vai deixar no futuro.
Futuro não é loteria. Não se aposta, não se joga dado, não se lança a sorte esperando que dê certo. Futuro é construção. Tijolo por tijolo, gesto por gesto, presença por presença. E se constrói hoje, com quem está aqui agora.
Somente nós
Eu a cadeira e o mar,
Eu o tempo e o destino,
Eu o que vi e o que será,
Eu o sol e a lua.
Aonde está você?
Uma cadeira ocupada,
pés na areia,
as ondas do mar quebrando com seu barulho de paz,
Mas,,,
A frente, o por do sol gritando, aonde está você?
A cadeira vazia 🪑
Na verdade, a culpa é da verdade.
Que afasta muito mais as pessoas do que a mentira, porque a mentira se aloja enquanto se alastra.
Enquanto a verdade dói, corroendo a mentira. Infelizmente, tirando da mesa a maioria.
Que investem naquilo que lhes convém.
Enquanto a memória que foi afetada sabe direitinho quem é quem.
No Fim do Poema
No fim do poema não há ponto final.
Há uma cadeira vazia na cozinha,
o café esfriando enquanto a tarde decide
se fica ou se vai.
No fim do poema, a rua continua.
O ônibus passa cheio de histórias que não cabem em verso,
o vendedor grita o preço do dia,
e alguém chora baixo no celular
como quem pede desculpa por existir.
No fim do poema, a gente aprende
que nem tudo vira metáfora.
Algumas dores ficam literais demais,
algumas alegrias pequenas demais,
e a vida segue escrevendo em prosa
o que a poesia não deu conta.
No fim do poema, sobra o corpo.
Cansado, insistente, vivo.
Sobra a respiração que falha, mas volta.
Sobra a memória tropeçando em si mesma,
lembrando do que foi
e inventando o que ainda pode ser.
No fim do poema, ninguém aplaude.
A luz não se apaga de repente.
O mundo não entende que aquele verso era despedida.
E tudo bem.
O mundo nunca soube ler direito.
No fim do poema, começa outra coisa.
Talvez não seja bonita,
talvez não rime,
talvez não salve ninguém.
Mas anda.
E enquanto anda,
vai escrevendo.
Alegoria da caverna digital .
So tem um celular e notebook
Mesa cadeira e sofá.
O resto vem por entrega rápida.
Alienação visual e intelectual é uma penxincha tudo grátis ainda tem Internet de graça...
A fogueira agora é um aquecedor elétrico ou a carvão da mata nativa...
Fast-food se da existência o boi social...
Sendo digno ate farmácia tem entrega rápida pois boi não desceu bem...
Ma digestão pois a carne apodrece no estômago por tres dias antes de poluir os rios degradados com dejetos do homem-ego primo do homem gafanhoto.
Ensinar Física,
para uma criança do Ensino Fundamental.
Mesa, cadeira, janela, porta.
Eu, não sei.
Aprender, e entender; cansa.
Insistência. Perseverança.
Intervalos.
Hoje é um dia, amanhã é outro.
Não acabou. Não terminou.
Continua.
Aí. Sentir, a dor. É assim.
Disfarça.
Pensar positivo. Ser otimista.
Saltar de alegria pela luz da salvação de Deus é só para aqueles que saíram da cadeira da escuridão de Satanás.
Buscar a paz é levantar da cadeira, sair de casa descobrir o mundo. Encontra-la é voltar para casa, sentar-se em sua cadeira e respirar vagarosamente.
Olhei lá fora, a rua toda vazia, nenhuma cadeira na calçada, nenhuma criança no carrinho, só eu. Ah, e a lua detrás da nuvem.
