Cada um tem de Mim Exatamente o que Cativou e
Já vi o brilho do sol, das estrelas, e até mesmo o brilho do luar, mais jamais um brilho igual ao seu.
Em um belo dia, em um bom estante, no momento certo da vida, aprenderemos a não ser como os outros querem que sejamos, mas seremos apenas um "EU no mundo". E esse "EU no mundo" pode fazer toda a diferença, dentre tantas adversidades existentes.
Escrever é um trabalho ardúo e pesado, tal qual um bom agricultor que zela de sua roça cultivando milho e feijão, o estudante universitário deve zelar pelos seus livros de estudo, sendo a caneta sua enxada de trabalho. O agricultor caleja suas mãos que em determinado momento saem até sangue, assim o jovem universitário deve sangrar seus olhos, queimando suas pestanas nos livros e esforçando-se cada vez mais por escrever melhor.
Não existe contentamento descontente. Ou é um ou é outro. Esses paradoxos encaixam-se perfeitamente no que alguns denominam de TEMPOS LÍQUIDOS - ou pós modernidade. Mas, assim como: que seja eterno enquanto dure esse amor, tais paradoxos, na verdade não passam de acertos em tempos hodiernos. O que falta agora é só as lojas de brinquedos venderem a tão falada bola quadrada do Quico. Ai sim o tempo da profecia se concretizará.
A FELICIDADE consiste em momentos que se eternizam em nossas vidas. Não sei dizer se um bebe recém nascido sabe o que é felicidade, mas sei que quando uma mãe o vê sorrindo, sente felicidade. A felicidade está portanto ligado a consciência do que é ser feliz.
O NORDESTE BRASILEIRO hoje passa por um processo de crescimento e modernização. Ou seria pós-modernização? Há tempos atrás o NORDESTE BRASILEIRO era tido como atrasado, pobre e muitos literatas tinham a intenção de falar do nordeste como forma de ajuda, de socorro de clamor. O autor de A INVENÇÃO DO NORDESTE apenas fez a constatação do discurso, utilizando de Michel de Foucault. Ora não seria perigoso também construirmos hoje um discurso positivo do nordeste, e futuramente outro autor usar dos mesmos artifícios e fazer uma analise critica?
Não precisamos ler um dicionário para entender o significado da palavra pós moderno. Precisamos apenas observar que a cada manhã que surge, o mundo se modifica numa velocidade incompreensível.
O silêncio muitas vezes pode ser para aqueles que não entendem uma forma de calar-se, para outros um grito ensurdecedor, e ainda existem aqueles que contemplam o silêncio. Deve ainda haver outras formas de ver, sentir, e perceber o silêncio;
O problema do estudante de filosofia e do estudante de história é que chega um determinado momento que pensamos saber das coisas, e é ai que percebemos que somos meros IDIOTAS, no mundo. E que o mundo é mais velho que nós, e que ainda há muito o que aprender. Sair da IDIOTICE, mesmo para quem tem mestrado, doutorado e até pós doutorado não é uma tarefa fácil.
Um graduando em história que aprende as teorias que constroem a história, quando impelido ao estágio nas escolas se depara com o livro didático. Antes esse era a única forma de conhecimento, era endeusado, agora, por sua vez, o aluno olha para o livro como mais uma possibilidade de se aprender as coisas.
Amar é o mesmo que fazer um castelo de areia: demoramos para construir e a primeira onda que vem leva.
Em algum lugar, de alguma forma, existe um ser supremo. Se não, não existiria razão ou explicações para certos acontecimentos.
Muitas vezes o aluno universitário esta imbuído de inúmeras tarefas. Nos períodos finais de um curso, eis que surge o espirito de desespero, e ai é que nos preparamos para o grande final, onde na monografia encontramos sentido para o nosso curso.
Da planície das coisas por escrever...
Da planície das coisas por escrever nasceu um lírio
sem trono
sem tecto
sem espelhado afeto.
Nasceu parido do ventre dos lamentos e gemidos,
dos ruídos derrotados e vencidos das cigarras.
Nasceu cuspido na cara desmaiada das palavras
cruas. Maltratadas.
Da serra elevada aqui ao lado
rebolam-se nervos cardados de memórias
num rosto moreno, a navegar-se em moradas de charcos.
Barcos áureos sem rumo, sem velas, velejam-se
ao som da voz cantada.
Da voz que, cansada de si, pranta,
em longínqua estrada.
Perco-me entre o plano e o composto.
Rebusco a chama distante do teu corpo,
a lava adormecida na noite do enigma.
Busco um momento
na seiva cálida do teu gosto
na saliva lenta da renuncia a escorrer-se aberta
na esteira pálida da palavra.
Num adeus distante de gestos gastos e repetidos,
no tédio déspota dos sentidos.
Na planície acerada dos trigais,
não te encontro nem sequer me encontro mais.
Mergulho no charco pardacento, o verbo,
a palavra, o sentimento.
Na boca bafiosa sinto gelo, moribunda rosa.
No estômago o soco, o invólucro transparente do nada.
Sopra da serra um mundo agreste,
que me veste do fim e me despe do começo de mim.
Da planície das coisas por escrever,
das coisas por viver, nasceu um lírio nado-morto
a pontear de roxo um espaço devoluto de oco.
Ao longe, na boca do mar, nasce agora o Sol-posto.
Obrigado a quem me fez sorrir um dia!!!! Mesmo que só um dia....valeu uma história, valeu uma vida....
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