Cada um tem de Mim Exatamente o que Cativou e

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⁠— Tem coisa muito pior que morrer. Eu acordo todo dia querendo morrer.
— Ah é?
— É... Você não entende ainda, mas vai entender... Ah vai...

A magia e pintura parecem bem semelhantes para mim.

A vida é como um jogo de perguntas e respostas, cada ato tem sua reação.

A verdade é que na verdade, cada um dá o que tem, nada além disso.

Será fácil!




⁠Cada passo dado tem um significado,

Tua simplicidade e tua objetividade na relação me renovam todos os dias,
quando estou com saudades o que aumenta são as minhas sinceras vontades de está com você sozinhos no pico de uma montanha olhando a lua,

minha respiração é controlada, mas os meus mergulhos são profundos,

manter uma fogueira acesa e vibrante talvez eu ainda não entenda como, porém aprender com o tempo será fácil para um iniciante querendo ganhar a experiência de uma vida.

"" Os verdadeiros amigos não valorizam coisas pessoais, cada um tem o que lhe cabe e isso basta.. A essência da amizade é a alegria que vem do coração...""

Há um grande silêncio dentro de mim. E esse silêncio tem sido a fonte de minhas palavras. E do silêncio tem vindo o que é mais precioso que tudo: o próprio silêncio.

Clarice Lispector
Todas as crônicas. Rio de Janeiro: Rocco, 2018.

Nota: Trecho da crônica Anonimato.

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O que tem me perturbado intimamente é que as coisas do mundo chegaram para mim a um certo ponto em que eu tenho que saber como encará-las, quero dizer, a situação de guerra, a situação das pessoas, essas tragédias. Sempre encarei com revolta. Mas ao mesmo tempo que sinto necessidade de fazer alguma coisa, sinto que não tenho meios. Você diria que eu tenho, através do meu trabalho. Eu tenho pensado muito nisso e não vejo caminho, quer dizer, um caminho verdadeiro.

Clarice Lispector
Todas as cartas. Rio de Janeiro: Rocco, 2020.

Nota: Trecho de carta para Tania Kaufmann, de 8 de maio de 1946.

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Inserida por Emilize

Perdi-me dentro de mim,
Porque eu era labirinto.

Foi com ele que eu revisitei todo o meu baú de músicas.

POEMA

A minha vida é o mar o abril a rua
O meu interior é uma atenção voltada para fora
O meu viver escuta
A frase que de coisa em coisa silabada
Grava no espaço e no tempo a sua escrita

Não trago Deus em mim mas no mundo o procuro
Sabendo que o real o mostrará

Não tenho explicações
Olho e confronto
E por método é nu meu pensamento

A terra o sol o vento o mar
São a minha biografia e são meu rosto

Por isso não me peçam cartão de identidade
Pois nenhum outro senão o mundo tenho
Não me peçam opiniões nem entrevistas
Não me perguntem datas nem moradas
De tudo quanto vejo me acrescento

E a hora da minha morte aflora lentamente
Cada dia preparada

O amor comeu até os dias ainda não anunciados nas folhinhas. Comeu os minutos de adiantamento de meu relógio, os anos que as linhas de minha mão asseguravam. Comeu o futuro grande atleta, o futuro grande poeta. Comeu as futuras viagens em volta da terra, as futuras estantes em volta da sala.

O amor comeu minha paz e minha guerra. Meu dia e minha noite. Meu inverno e meu verão. Comeu meu silêncio, minha dor de cabeça, meu medo da morte.

A arquitetura como construir portas,
de abrir; ou como construir o aberto;
construir, não como ilhar e prender,
nem construir como fechar secretos;
construir portas abertas, em portas;
casas exclusivamente portas e tecto.
O arquiteto: o que abre para o homem
(tudo se sanearia desde casas abertas)
portas por-onde, jamais portas-contra;
por onde, livres: ar luz razão certa.

Até que, tantos livres o amedrontando,
renegou dar a viver no claro e aberto.
Onde vãos de abrir, ele foi amurando
opacos de fechar; onde vidro, concreto;
até fechar o homem: na capela útero, com confortos de matriz, outra vez feto.

Por trás do que lembro,
ouvi de uma terra desertada,
vaziada, não vazia,
mais que seca, calcinada.
De onde tudo fugia,
onde só pedra é que ficava,
pedras e poucos homens
com raízes de pedra, ou de cabra.
Lá o céu perdia as nuvens,
derradeiras de suas aves;
as árvores, a sombra,
que nelas já não pousava.
Tudo o que não fugia,
gaviões, urubus, plantas bravas,
a terra devastada
ainda mais fundo devastava.

O Engenheiro

A luz, o sol, o ar livre
envolvem o sonho do engenheiro.
O engenheiro sonha coisas claras:
Superfícies, tênis, um copo de água.

O lápis, o esquadro, o papel;
o desenho, o projeto, o número:
o engenheiro pensa o mundo justo,
mundo que nenhum véu encobre.

(Em certas tardes nós subíamos
ao edifício. A cidade diária,
como um jornal que todos liam,
ganhava um pulmão de cimento e vidro).

A água, o vento, a claridade,
de um lado o rio, no alto as nuvens,
situavam na natureza o edifício
crescendo de suas forças simples.

Rasas na altura da água
começam a chegar as ilhas.
Muitas a maré cobre
e horas mais tarde ressuscita
(sempre depois que afloram
outra vez à luz do dia
voltam com chão mais duro
do que o que dantes havia).
Rasas na altura da água
vê-se brotar outras ilhas:
ilhas ainda sem nome,
ilhas ainda não de todo paridas.
Ilha Joana Bezerra,
do Leite, do Retiro, do Maruim:
o touro da maré
a estas já não precisa cobrir.

É incrível, tudo o que eu sonhei tornou-se bem real.

E são coisas simples que pra mim tem um grande valor sentimental!

Até tentei em vão te esquecer,
acreditando que seria o melhor para mim.

O problema é que tem um pouquinho de você em tudo!
Me lembro de cada detalhe, de cada momento vivido.
Como assim!? Ilusão que permanece tão viva?
Deveriam proibir o uso de "Saudades, com amor" em vão,
sob pena de distância forçada de seu amor pelo tempo infinito de um dia!.

tem um bem-te-vi
me fazendo serenata
no meu quintal
quando eu te vi
bem que te quis para mim
bom te ver e ouvir
bem perto de mim
bem te quero
bem me quero
bem te espero
para todo sempre!!!