Cada um tem de Mim Exatamente o que Cativou e
Prometeram igualdade, justiça e união,
Mas entregaram controle, censura e imposição.
Disseram: "Tudo é do povo!"
Bonita declaração.
Mas quando o povo discordava,
Vinha a repressão.
Disseram: "Ninguém será patrão,
Nem viverá da exploração."
Mas surgiu um novo chefe:
O Estado e sua direção.
Falavam de liberdade,
Com firme convicção,
Mas quem criticava o sistema
Conhecia a punição.
Se tudo era de todos,
Responda sem hesitação:
Por que o povo nada possuía
Além da própria obrigação?
Se a riqueza era coletiva,
Onde estava a participação?
Por que poucos davam as ordens
E muitos só diziam "sim, senhor"?
Na teoria, igualdade.
Na prática, concentração.
Trocou-se o dono da fábrica,
Não o peso da dominação.
Mudaram nomes e bandeiras,
Mudaram a apresentação,
Mas quando o Estado domina tudo,
Quem limita sua ambição?
Prometeram um paraíso,
Uma nova civilização.
Mas toda vez que tentaram,
Cresceu o poder da administração.
E a pergunta permanece viva,
Sem perder sua razão:
Se o povo era o soberano,
Por que precisava de permissão?
Chamaram de libertação,
De progresso e revolução.
Mas quando o governo é dono de tudo,
Quem livra o povo do governo, então?
Que fúria me assalta, qual Ares em bramido,
quando os campos de Troia estremecem ao trovão;
não pela lâmina do inimigo assumido,
mas pelo beijo traidor da falsa mão.
Ó Absoluto, escuta o brado do espírito ao abismo lançado,
rompe a Cama infernal, trono do Pecado profundo;
arranca-me do sono onde meu nome é sepultado,
antes que a sombra me consuma e me apague do mundo.
Ó ABSOLUTO! Ó ALTÍSSIMO! Ó FORÇA SEM NOME QUE SUSTENTA OS ASTROS!
ESCUTA-ME!
ESCUTA O GRITO DAQUELE QUE SE AFOGA EM SI MESMO!
Pois minha voz já não é voz — é ruína, é trovão quebrado,
é o último clamor de um espírito acorrentado!
Eu clamo contra o abismo que repousa ao meu lado!
Eu clamo contra a sombra que me chama pelo nome!
Eu clamo contra a maldita criatura que sorri em silêncio,
contra o demônio sem rosto que se alimenta da minha fome!
Ó CAMA PROFANA, ó trono do torpor eterno,
ó palácio macio onde reis da vontade são mortos,
tu que vestes a face da paz mas escondes o inferno,
tu que fechas os olhos dos vivos e enterras seus sonhos tortos!
Tu não és repouso!
TU ÉS A COROA DO PECADO ADORMECIDO!
Tu és o altar onde a coragem é sacrificada,
o templo onde o amanhã é destruído!
Quantas manhãs assassinaste?
Quantos sóis viste nascer enquanto eu permanecia cativo?
Quantos chamados do mundo foram por ti esmagados,
quantos futuros deixaste perdidos e esquivos?
Ó LENÇÓIS DE ENGANO!
Ó ABRAÇO DE SERPENTE INVISÍVEL!
Por que teu conforto é tão doce
se teu fruto é tão terrível?
Eu te odeio, maldita Cama!
Eu odeio o teu silêncio profundo!
Eu odeio a forma como prometes descanso
enquanto roubas meu lugar no mundo!
Minha alma bate contra teus portões fechados!
Meu espírito ruge dentro desta prisão!
Eu sou um guerreiro sem espada,
travando uma guerra contra a própria imobilização!
Ó Absoluto, não me deixes cair outra vez!
Não permitas que eu entregue a coroa ao vazio!
Arranca de mim este veneno invisível,
rasga este véu que cobre meu brio!
Eu não peço riquezas!
Eu não peço impérios!
Eu não peço glórias gravadas em pedra!
Eu peço uma única força:
LEVANTAR-ME CONTRA ESTA TREVAS QUE ME CERCA!
Dá-me fogo quando eu for cinza!
Dá-me movimento quando eu for pedra!
Dá-me vontade quando meu corpo suplicar rendição!
Dá-me um trovão dentro do coração!
Pois a maior batalha não está no campo distante,
nem no mar onde os heróis enfrentam monstros;
está aqui — neste instante —
onde o homem enfrenta seus próprios escombros!
Ó Pecado Vivo!
Ó Demônio do Descanso Falso!
Hoje eu te encaro sem ouro, sem armadura, sem glória;
apenas com um resto de alma ferida
e um desejo feroz de vitória!
Se eu cair, que seja tentando!
Se eu tremer, que seja avançando!
Se minha voz falhar, que reste o eco dizendo:
EU NÃO NASCI PARA SERVIR AO LEITO!
EU NÃO NASCI PARA SER ESCRAVO DO SONO!
EU NÃO NASCI PARA ENTREGAR MINHA VIDA
A UM REINO DE SOMBRA E ABANDONO!
Série
A Beleza do Salvador
"Eu vi alguém mais belo."
Eis o Cordeiro de Deus (Jesus),que tira o pecado do mundo.
O tempo passará e nós dois partiremos, deixando para trás apenas o eco das nossas histórias. No fim, a nossa permanência no mundo depende da significância que plantamos hoje. Entre as marcas boas ou ruins que podemos deixar, que a nossa escolha seja ser saudade da melhor qualidade. Se seremos apenas memórias, que sejamos a melhor lembrança na vida de alguém.
Se nada fosse real e você pudesse escolher no que acreditar, então o que escolheria para a sua mente acreditar para a sua vida? Sua mente torna real aquilo que você acredita.
O reconhecimento do amanhã é o fruto da verdade de hoje; ao demagogo que ilude o seu povo, resta apenas o esquecimento do tempo.
Pedro Lopes..
Pra que ou porquê corre-se atrás de algo uma vez que tudo é pertencente ao tempo, uma vez que só a ele é pertinente, já que o mesmo é imperecível e implacável,
Meu olhar se perde triste nas lembranças de nós dois.
Momentos que ficaram na fotografia e na memória antiga.
Joaquim Barbosa está no lugar certo. Enquanto ele estiver fazendo direito o trabalho na justiça, estaremos melhor. Ele é mais útil na presidência do STF, botando corruptos na cadeia, do que na presidência (corruptível) do Brasil.
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