Cada um tem de Mim Exatamente o que Cativou e

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A velhice ridícula é, porventura, a mais triste e derradeira surpresa da natureza humana.

Machado de Assis
Memórias póstumas de Brás Cubas (1881).

Às vezes a vida quer que caíamos na real, que paremos de supor, de sonhar, de imaginar que nós, nossos planos, sonhos e pessoas que amamos são melhores do que, de fato, são.
A vida só quer que sejamos realistas, mas, quanto mais arrogantes somos, quanto mais nos achamos superiores e “especiais”, maior é a queda e, acredite, o tal do “cair na real” pode ser extremamente dolorido. Uma queda e tanto!

Inveja, odeia tanto que tenta imitar.

O povo só acorda quando é atacado diretamente. Infelizmente as instituições de ensino os adaptam para entender apenas o explícito, incapacitando-os da capacidade fundamental do humano, o raciocínio.

Faça a sua parte e acredite em Deus. O resto logo virá.

Pensamentos depressivos, que nos leva pensar na morte, morte de sentimentos já destruídos, morte das suas forças já acabadas, morte da sua alma, que já não existe mais...

Leibniz, o homem mais inteligente da Europa depois de Aristóteles, ensinava que a melhor maneira de desenvolver a inteligência não era estudar ciência, filosofia ou matemática: era ver muitas figuras e ouvir (ou ler) muitas histórias. O homem cuja imaginação está presa à realidade imediata e não voa entre os possíveis é um escravo da mesmidade – um idiota no pleno sentido da palavra.

Acho que ninguém pode falar da dor enquanto ainda a sofre.

Memórias de uma gueixa
Memórias de uma gueixa. São Paulo: Arqueiro, 2015.

As considerações de si mesmo.

Não podemos confiar muito em nós, porque freqüentemente nos faltam a graça e o critério.
Pouca luz temos em nós e facilmente a perdemos por negligência.
De ordinário, também não avaliamos toda a nossa cegueira interior.
Amiúde procedemos mal e nos desculpamos, o que é pior.
Às vezes nos move a paixão e pensamos que é zelo.
Repreendemos nos outros as faltas leves e nos descuidamos das nossas maiores.
Bem depressa sentimos e ponderamos o que dos outros sofremos, mas não se nos dá do que os outros sofrem de nós.
Quem bem e retamente avaliasse suas obras não seria capaz de julgar os outros com rigor.
O homem interior antepõe o cuidado de si a todos os outros cuidados, e quem se ocupa de si com diligência facilmente deixa de falar dos outros.
Nunca serás homem espiritual e devoto, se não te despreocupares dos outros, atendendo a ti próprio com especial cuidado.
Se de ti só e de Deus cuidares, pouco te moverá o que se passa por fora.
Onde estás, quando não estás contigo?
E, depois de tudo percorrido, que ganhaste se esqueceste a ti mesmo?
Se queres ter paz e verdadeiro sossego, é preciso que tudo mais dispenses, e só tenhas a ti mesmo, diante dos olhos.
Portanto, grandes progressos farás, se te conservares livre de todo cuidado temporal; muito te atrasará o apego a alguma coisa temporal.
Nada te seja grande, nobre, aceito ou agradável, a não ser Deus mesmo ou o que for de Deus.
Considera vã toda consolação que te vier das criaturas.
A alma que ama a Deus despreza tudo o que é abaixo de Deus.
Só Deus, eterno e imenso, que tudo enche, é o consolo da alma e a verdadeira alegria do coração.

Não julgue as filosofias antigas pelo que lhe dizem os seus professores. Julgue seus professores pelo nível da filosofia antiga.

Sua alma gêmea é você! Quando se amar verdadeiramente poderá amar outras pessoas intensamente.

Possuir armas não é só uma questão de necessidade, mas de dignidade. Quem se recusa a ter armas transfere a outros o dever de matar e morrer para defendê-lo. Nem velhinhas frágeis têm o direito de pensar assim, quanto mais homens adultos e fortes.

O capitalismo é a consolidação do desejo como motor da história.

- Eu compreendo-a perfeitamente. É uma moça [...] ainda jovem no corpo, mas velha n'alma. Quando se atira a esses excessos de depravação [...] atordoa-se, embriaga-se e esquece um momento; depois vem a reação, o nojo das torpezas em que rojou, a irritabilidade de desejos que a devoram e que não pode satisfazer; nestas ocasiões tem suas veleidades de arrependimento; a consciência solta ainda num grito fraco; a cortesã revolta-se contra si mesma. Isso passa no dia seguinte. Eis o que é Lúcia; daqui a algum tempo o hábito fará dela o mesmo que tem feito das outras: envelhecerá o corpo, como já envelheceu a alma.

Verdadeiramente grande é aquele que a seus olhos é pequeno e avalia em nada as maiores honras. Verdadeiramente prudente é quem considera como lodo tudo o que é terreno, para ganhar a Cristo (Flp 3,8). E verdadeiramente sábio aquele que faz a vontade de Deus e renuncia a própria vontade.

“...Quem vive bem, calado EVANGELIZA...”

alegoria da caverna

Situação imaginada por PLATÃO no Livro VII de A República (trad. 2001, Gulbenkian) para representar os diferentes tipos de ser que, segundo ele, existem e a condição em que nos encontramos em relação ao seu CONHECIMENTO.

Vários prisioneiros estão amarrados de pés e mãos numa caverna e só podem olhar para a parede diante deles.
Por detrás existe um fogo e entre eles e o fogo passam pessoas transportando vários objetos, cuja sombra se projeta na parede diante dos prisioneiros, o que os leva a pensar que as sombras são a verdadeira REALIDADE.

Só os prisioneiros que são capazes de se libertar (os filósofos),
sair da caverna (MUNDO SENSÍVEL)
e contemplar a realidade e o Sol (mundo inteligível e IDEIA de Bem)
são capazes de compreender como até essa altura viveram num mundo de aparências e ignorância.

O tempo altera todas as coisas.

Cenas da minha janela: nascer do sol, por do sol, lua, chuva, vento, buzinas... tudo isso me faz viver!

Mesmo fazendo tudo errado, eu não sei viver sem você. Eu não posso ser nem a metade do que eu sou, se você não estiver por perto.