Cada um tem de Mim Exatamente o que Cativou e

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O amor tem dimensões que só a delicadeza chega até ele.

Amigo é uma porta aberta às estruturas reais de quem o tem.

JÓIAS DEVOLVIDAS.
Do livro: Quem Tem Medo da Morte?
de Richard Simonetti.
“Jóias Devolvidas” é um dos contos mais conhecidos e emocionalmente penetrantes da literatura espírita contemporânea. A narrativa apresenta uma reflexão profunda sobre o apego humano, a transitoriedade da matéria e a verdadeira natureza dos vínculos afetivos sob a perspectiva da Doutrina Espírita.
O enredo gira em torno de uma mulher que perde prematuramente os filhos e mergulha numa dor devastadora. Revoltada contra Deus e incapaz de aceitar o sofrimento, ela procura um sábio homem espiritual em busca de explicações. Esperava consolo imediato, talvez alguma fórmula para anestesiar a própria angústia. Entretanto, recebe uma comparação inesperada.
O mentor lhe pergunta se ela possuía jóias valiosas guardadas em casa. A mulher responde que sim. Então ele questiona:
“Se alguém lhe emprestasse jóias preciosas durante alguns anos e depois viesse buscá-las, você acusaria essa pessoa de roubo?”
A mulher responde negativamente, afirmando que aquilo que é emprestado continua pertencendo ao verdadeiro dono.
É nesse instante que surge o núcleo filosófico do conto.
O sábio explica que os filhos não pertencem aos pais em sentido absoluto. São Espíritos imortais confiados temporariamente ao cuidado da família terrestre. Deus os concede por empréstimo sublime para que haja aprendizado, reencontro, reparação e amor. Quando regressam ao plano espiritual, as “jóias” são apenas devolvidas ao verdadeiro proprietário da Vida.
A alegoria é profundamente coerente com os princípios espíritas sobre reencarnação e sobrevivência da alma. Segundo O Evangelho segundo o Espiritismo, os laços familiares transcendem o túmulo, e a morte física não rompe os vínculos do afeto legítimo. O corpo perece, porém o Espírito continua sua jornada evolutiva.
O conto não banaliza a dor materna nem reduz o luto a um discurso frio de resignação. Pelo contrário. Richard Simonetti trabalha a dimensão psicológica da perda mostrando que o sofrimento nasce, muitas vezes, da ilusão de posse. O ser humano acostuma-se a dizer “meu filho”, “minha esposa”, “meu pai”, como se as almas fossem propriedades definitivas. O Espiritismo, entretanto, ensina que ninguém possui ninguém. Todos são companheiros temporários na travessia terrestre.
Há também um aspecto moral extremamente elevado na narrativa. A maternidade e a paternidade aparecem como missões espirituais e não como direitos absolutos. Os pais são administradores de consciências em formação, responsáveis por oferecer amor, orientação ética e amparo moral enquanto durar a experiência encarnatória.
Sob prisma psicológico, o conto toca numa das maiores angústias humanas: o medo da separação. A perda física parece insuportável porque a consciência materialista encara a morte como extinção. Já a visão espírita modifica radicalmente essa percepção. A ausência transforma-se em distância temporária. O túmulo deixa de representar destruição definitiva e passa a simbolizar apenas mudança de estado existencial.
A força do texto reside justamente na simplicidade simbólica da metáfora. As jóias representam aquilo que mais amamos. E quanto mais valiosas, menos realmente nos pertencem. O amor verdadeiro não aprisiona, não reivindica posse e não exige permanência eterna na matéria. Ama sabendo libertar.
O conto também dialoga profundamente com a questão 934 de O Livro dos Espíritos, quando se discute por que criaturas boas sofrem tanto na Terra. A resposta espírita demonstra que as provas dolorosas frequentemente possuem finalidade educativa, expiatória e evolutiva. Muitas vezes, reencontros familiares são breves porque certas almas necessitam apenas de pequeno contato regenerador antes de retornarem ao mundo espiritual.
Richard Simonetti consegue transformar uma reflexão doutrinária em experiência emocional. Não escreve apenas para instruir intelectualmente, mas para tocar regiões profundas da alma humana. Seu conto convida o leitor a substituir revolta por entendimento, desespero por esperança e posse por gratidão.
A verdadeira tragédia não é devolver as jóias ao Céu. A verdadeira tragédia seria jamais ter recebido seu brilho por um único instante sequer.

Fontes:
Quem Tem Medo da Morte?
O Livro dos Espíritos.
O Evangelho segundo o Espiritismo.
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⁠Todo leitor tem aquele livro que nunca vai cansar de ler...
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⁠Os olhos do Senhor conservam aquele que tem conhecimento, mas as palavras do iníquo ele transtornará.
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⁠Todos os grandes homens têm biografias pequenas.
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O mundo já tem críticos demais.


Seja a voz que incentiva, não o ruído que desmotiva.


Seu silêncio constrói respeito; suas palavras de incentivo, constroem destinos.⁠

Suas palavras têm o poder de construir ou destruir.


Se não for para erguer alguém, o seu silêncio é a melhor escolha.

Normalizem o "tenho mais o que fazer", porque realmente você tem.

A gente tem uma capacidade meio assustadora de se acostumar com a falta de ar.

Tem dias que a ausência não é uma falta; é uma presença física dentro de casa.

Hoje a gente brinda pelas mensagens que a gente tem a decência de não mandar — porque às vezes o maior gesto de amor que resta é o silêncio que a gente escolhe segurar.”

“O maior limite do ser humano não está no mundo ao seu redor, mas na visão que ele tem de si mesmo. Quem enxerga pouco, acredita que o mundo é pequeno. Quem ousa ampliar sua visão descobre que sempre existiu um caminho além dos próprios limites.”

O valor, a verdade ou a luz só têm sentido quando nos dispomos a enxergá-los. Se não há abertura interior, é como se uma montanha de ouro não existisse.

“Só é possível compreender a vida, o mundo e a si mesmo quando se tem a coragem de sair do próprio abrigo interior e observar o que existe além do conforto e da segurança.”

"Todos os seres humanos são irmãos, e por isso a guerra não tem sentido diante da verdadeira consciência de unidade e fraternidade.”

Sentir saudade é tão gostoso, não tem por que evitar que o coração sinta mais uma vez as emoções do passado. Ela nos permite reviver aqueles momentos que marcaram nossas vidas.
A melhor maneira de apreciá-la; é permitindo o toque do passado.
Escutar mais uma vez as mesmas palavras, o mesmo toque, ambiente , cenário...
Seja um clima frio ou calor. Siêncio ou o ruído da chuva.
Reviva o que você quiser!
Absolutamente tudo pode acontecer no pensamento.

"A vida não entrega sonhos, ela testa se você tem coragem de construí-los!"

Nem tudo que é raro é necessário.
Nem tudo que custa caro tem valor.
E nem tudo que impressiona os olhos alimenta a alma.

A maturidade é saber diferenciar o que brilha do que realmente importa.

Seus dias difíceis não anulam a sua história, eles são apenas a prova de que você tem resistido a batalhas que ninguém mais consegue ver; cure-se no seu ritmo, você ainda é maior do que tudo isso.