Cada Pessoa que Conhecemos
Cada evocação
mística, sensual
e romântica,
Tem o signo
arrebatador
da distância
atlântica
Que o teu
heroico
amor
há de cruzar
glorioso
por nós,
por tudo aquilo
que para nós dois
é valioso e nos reunir.
Entra Natal e sai Natal
tudo tem se repetido,
Ninguém sabe quando
terminam as penas
de cada preso político,
A responsabilidade
por cada reclamo poético
sempre vivo assumindo.
Por utopia insistente
venho pedindo este
e os próximos Natais
com elevado sentido
de ter nunca mais
na vida presos políticos.
Não quero um Natal
repetido: com tupamaro
histórico perseguido e preso,
com professor desaparecido
com heróis reprimidos
e com culto a incoerência.
O quê tenho escrito
serve para mim, para ti
e para quem quiser tirar
proveito toda às vezes
que deixamos esquecido
o nosso protagonismo
independentemente
do grau de importância.
Porque enquanto houver
uma tropa inteira presa
e um General injustamente
preso por pensar diferente,
Onde quer que estejamos
estaremos presos sem
mesmo com que percebamos.
Recordando as bandeiras
atrás de cada um,
A bandeira da Pátria
atrás da Justiça,
A bandeira da Justiça
atrás de vocês sabem quem,
e até agora nada
mudou sem ver a quem.
Lamentando persisto nestes
versos latino-americanos
para salvarem a vida
do General e de uma tropa,
enquanto houver tempo
de fazer o quê é certo e o Bem.
O General continua preso
desde o dia treze de março
do ano de dois mil e dezoito
por ter falado pacificamente
ao coração da Nação,
Em meio a uma reunião
pacífica ele foi levado a prisão.
Onde não há escrúpulos
falar em encontro, perdão
e reconciliação para uns
é algo que os tira o chão,
Gente que não se permite
ser livre e dar a libertação.
Cada verso este
tempo todo
vive falando
de povos do mundo,
do continente
e do meu próprio povo.
Vivemos em tempo
de falta de escuta,
de orgulho tremendo
e de triste dispersão.
A poesia tem vida
própria e na Pátria
América do Sul
nela inteira habita,
e a responsabilidade
por cada linha é
e sempre será minha.
Urge sobreviver a nós
e aos nós do enfado,
nos dar as mãos
e a viver como irmãos.
Adeus, Salvador!
Falta de aviso não
foi e a tua vida foi
deixada para depois,
pelo teu povo dói
demais o meu coração,
dói como dói por cada
preso de consciência,
à todos só peço paz,
cordialidade e paciência:
Para que neste Ano Novo
não se renove os votos
com o desgosto,
Como foi no dia 13 de março
do ano de dois mil e dezoito,
Que levaram o General à um
injusto e doloroso calabouço.
Sempre haverá um
condor acompanhando
cada passo meu,
neste peito devoção
há pelo continente,
não sei qual será
o destino da nossa gente.
Talvez a segunda onda
virá ainda mais forte,
será usada como álibi
para a injustiça culposa
do vício daqueles tais
que têm poder evidente.
Sempre haverá um
condor acompanhando
cada verso meu,
que insiste rogar
pela liberdade do General
que está preso inocente,
e por uma tropa igualmente.
Talvez a segunda onda
virá ainda mais atroz,
o Peru amanheceu mais
uma vez sem presidente,
apareceu mais de um algoz,
e não há grupo interferente.
Pela primeira vez nunca
tivemos tão distantes
de alcançar a luz do final do túnel
de cada rincão e dos instantes,
não arrisco a previsão
que virá daqui para frente.
Só sei que a vida por aqui
está a cada dia mais indecente,
e o povo sendo condenado à indigente,
que cada poema me custe o sangue,
tenho orgulho da minha insônia
serena de quem não vive indiferente
neste mundo onde nem as araucárias vivem livres.
Pairou a lembrança
de uma dama
buscando pelo General
da Pátria dela,
E em cada linha
sul-americana
venho me irmanando
nesta espera,
Onde a agonia
implacável impera,...
Deste continente
tenho sido do cotidiano
a própria persistência,
porque cortaram cada
fibra da resistência;
Nego pedir retratação
porque o quê aconteceu
com o General tem nome
e por desaparecimento
forçado é que responde.
Não dá para pensar diferente,
o General continua preso há
mais de dois anos injustamente,
e desde o início da pandemia
dele não houve mais notícia.
Sobrevoa o condor
o nosso continente,
a cada dia há
mais gente doente,
O Mar é da Bolívia,
a cada dia por
aqui tudo tem
virado caso de polícia:
sem contabilizar
o silêncio chileno
por cada prisão política,
O Sol da Venezuela
nasce no Esequibo,
dos refugiados
a instabilidade política
tem sido a madrinha,
e tem trazido injustiça
para o líder veterano
dos tupamaros;
E estes versos
estão presente entre
os desamparados
da América Latina
e recordam que as Malvinas
são e sempre serão argentinas,
E não posso deixar de lembrar
que o General preso injustamente
ganhou a medida cautelar,
e pela tropa também sigo a gritar,
quero ver o sol da justiça raiar
e a liberdade sul-americana celebrar.
Nesta nossa
Pátria do Condor
reitero sempre
a minha total
responsabilidade
por cada linha,
possível engano
ou registro de dor:
Muitos nadando
afogados nesta
caixa de Pandora,
que até agora
vem gritando
que nada tem.
Assim minh'alma
vem chorando,
sangrando e com
o povo se enterrando
em vala comum
em Manaós e remando
onde preciso for,
indo pelos arredores.
Muitos estão voltando
para casa e sendo
mal recebidos
por quem lê a Bíblia
e ignora que deste
mundo somos
todos peregrinos,
já era tempo esta
lição terem aprendido.
Vigio fixa a tragédia
autoritária que
da mais frágil filha
de Bolívar tem
desarticulado líderes,
calando vozes,
prendendo a quem
ao povo oferta frutas
e levando a infância
ao suicídio por fome,
por culpa de uma
rastejante autoproclamada.
Expectadora de tudo
o quê tem passado
em nossas vidas
venho querendo saber
sobre a injustiça que
levou um General
à injusta prisão,
e pedindo por ele
e por toda a tropa
de uma Pátria
que não é a minha
a reconciliação
que só ela é capaz de trazer a libertação.
Muita coisa para contar
em poesia, prosa e verso
de noite fria que quebra
em cada um de nós
aqui na América Latina,...
Relembrando que a rotina
do isolamento social
panamenho tem sido
curiosamente por gênero;
Onde a pobreza mantém
a população refém
da omissão em nome
tremendo da sobrevivência:
Pendurando tecidos roxos
nas janelas na esperança
que o Universo para a Colômbia
envie ajuda porque quem
os acuda muitos não têm,...
Todos têm fome de liberdade
para buscar o pão,
há muito tempo o circo
não tem sido mais permitido,
A infraestrutura da política
transformou a Terra
num oceano de degradação
a vida da população
não tem mais importado,...
Como o General que está
preso injustamente
há mais de dois anos
desde o dia treze de março
de dois mil e dezoito:
Outros como ele vem
sendo presos,
aumentando assim
estão diariamente
a constelação de presos políticos.
Diante da tempestade
virótica sobre
cada um de nós,
peticiono pela liberdade
incondicional da tropa,
dos civis e do General
que continua preso
injustificadamente
há mais de dois anos
sem notícias de justiça
e num calvário sem igual:
E assim por nossas
e tantas Pátrias que
por elas sofro como
se fossem todas minhas
tenho escrito um infinto
o meu poemário social;
O drama de La Guajira
venezuelana
não é diferente
do drama de La Guajira
colombiana:
Não sei nem se dos Wiwas
saciaram a sede,
por eles escrevo e clamo
porque para a escassez
de tudo me indigno
e minh'alma treme,...
La 'corona hambre'
da mesma forma
mina as forças
dos Wayuu de Guarero,
a população foi a pico
total de desespero;
e recebeu pancada
como resposta de Páscoa;
Em minhas letras registro
para que estes nefastos
acontecimentos não
caiam no esquecimento,...
A nossa Pátria é Grande
e o meu coração mesmo
nos países vizinhos
não se sente estrangeiro.
Nos carinhos de seda
decidimos preservar
no ônix a intimidade,
Para cada dia mais
vivenciar a liberdade
do mais lindo amor.
Cada tem falado
sempre uma
coisa diferente,
Uns dizem sim
e outros não,
Tudo tem feito
mal ao coração,...
O tempo está
correndo veloz
simplesmente,
E dele também
eu sou paciente:
Não se sabe de nada,
e só se lê
em desaparição
forçada,
Se dúvida de tudo,
e não mais se
acredita em nada.
O tempo está
correndo veloz
simplesmente,
E dele também
eu sou paciente:
Não se sabe
se a tropa e o General
preso injustamente
estão comendo,
Porque visitas
nenhum deles
estão recebendo.
O tempo está
correndo veloz
simplesmente,
E dele também
eu sou paciente:
Uns dizem que
o Comando do Sul
não vai atacar,
Só sei que no Império
não dá para confiar,
Porque deixou
o seu próprio povo
com COVID-19
_derretendo_
Não importa onde,
se o povo está sofrendo,
é ali que o meu
coração está doendo.
A cada linha
de minha total
responsabilidade
desde o dia
treze de março
do ano de dois
mil e dezoito
venho todo o dia
escrevendo
um poemário
sobre um General
que foi preso
injustamente
no meio de uma
reunião pacífica,
sobre uma tropa,
e também fatos
da nossa Pátria
América Latina,...
Neste nosso
continente
onde reina
o vôo do condor,
que é o protetor
dos nossos céus,
escrevo para
que jamais
deixem perder
as três virtudes
teologais,
para que seja
superada esta
noite escura,
a pandemia
e não deixem
perder a alegria;
No dia vinte
e um de março
que será
no Dia Mundial
da Poesia
que há de
ser celebrado,
espiritualmente
participarei
para não sentir
o peso desta
quarentena
pedindo gentilmente
a licença poética
para ser
mais uma
#PoesíaEnVozAltaPorVenezuela.
A construção
da poesia
de cada dia
não escolhe
lado ou cor
de ideário:
Nunca crê
no absoluto,
Revisa porque
erra e corrige
sempre que
for preciso,
Porque estar
na trilha
da realidade
até na rima
deve-se estar
com verdade.
No escuro,
e no ritmo
do que o povo
vem falando
e na confusão
da imprensa:
Que gargalha
da entrega
da espada,
Que apontou
o Coronel
entre dois
ambientes
e os olhos
e mentes
da população
obscurecem.
Tentando todo
dia sensibilizar
a reconciliação
para a tropa
no país vizinho
assediado
pelo Império,
Falando da dura
realidade nossa
E rogando
pela soltura
do General
que continua preso
injustamente
desde o dia
treze de março
do ano de dois
mil e dezoito,
fato marcante
que nos brindou
com desassossego.
Não doem os meus
ouvidos os gritos
dos excluídos,
A cada dia fazem
mais vivo
o meu coração
rendido aos ecos
do meu apego
ao solo sagrado,
Escrevo mesmo que
não seja escutado:
Convivendo no meio
de um oceano
de presos políticos.
Não há como fingir
e dizer que há
como ver o eclipse,
o ideal era ficar
esperando pela
passagem das nuvens.
Correndo contra
o tempo para
tentar encontrar
os desaparecidos
mesmo sem saber
quem eles são,
Sem ter como
cuidar dos feridos
E ciente de que há
quem anda sendo
processado por
exercer a missão.
Não há como fingir
que há justiça
para uma tropa
e um General,
e contra eles
sobra a covardia.
A paz vem sendo
todo o dia asfixiada
a base de golpes,
Lares retalhados,
A inteligência
vem recebendo
advertência pública
Estamos sitiados
por irregulares
grupos armados,
por mil pensamentos
todos os dias dolarizados
e por muitos que querem
os povos indígenas despojados.
Em nosso confuso
continente cada
um tem a sua
parcela de culpa,
A nossa dívida
histórica é interna
com o nosso
povo originário,
Em um mês e meio
quatro guajajarás
foram assassinados,
Mas é o menos
urgente que ocupa
todos os espaços
no tumultuoso cenário
que tem origem
numa única corrente
que seduz o mercado,
Invade países com
a sua intriga foi
capaz de prender
um General
e uma tropa fazendo
outro massacre
só que silencioso,
Estão todos vivos
mas é como mortos
estivessem perto
de chegar este Natal.
Não me permito
voltar os olhos
para fora,
os massacres
em Sacaba e Senkata
não tiveram
a redentora justiça
como pronta resposta:
O atraso do tempo
pode conspirar
contra a verdade
e a cruel História,
Tal como
a irrazoabilidade
fazendo batida
fora de hora,
contra a lógica
e um constante
rasgo a Constituição.
E da mesma forma
pode ocorrer com
os desaparecidos
de Laguna Alalay
em Cochabamba
e tudo aquilo que
ocorreu por tantos
lugares e em El Alto,
Tomei gás
lacrimogêneo até
o meu último
poro não alcança,
e por nada arrastaram
a minha cara no asfalto.
Falta direcionamento
para lidar com
cada movimento
campesino,
Lidar com esses
movimentos não
é nenhum segredo,
É só parar de reprimir
e abrir a porta
da oportunidade,
Porque o tempo
irá se encarregar
de colocar a vida
do trilho e a colheita
a Nação desfrutar.
Olha, meu amor,
não preciso ler
nas cartas de Tarot
para saber quem é quem,
Está escrito nas estrelas
dos teus olhos,
nas estrelas do céu
e nas estrelas
dos ombros dos Generais,
Que é preciso aprender
a tratar o povo bem.
Vozes da luta campesina
denunciaram a prisão
violenta de cinco
irmãos campesinos
do Movimento Campesino
Cimarrón Andresote,
Entre eles há um
menor de idade,
É muito ruim saber
que os velhos hábitos
andam se repetindo.
Cada poema
neste tempo
estranho tem
sido de minha
exclusiva
responsabilidade,
Todo o dia um
desentendimento
diferente vem
me corroendo
na integralidade:
Porque recobrar
um pouco de
lucidez para
uns parece um
crime de verdade.
O diálogo com
a minoria opositora,
Parece até que
abriu a famosa
'Caixa de Pandora',
Depois de tantas
farpas trocadas
lá para trás;
Tem sido tanto
tumulto que se
esqueceram
de libertar
até os Generais.
Não que eu aceite
o rumo dos fatos,
Embora não tenha
Sei que não tenho
autoridade para
falar porque se
trata de uma
Pátria que nem é
um pouco minha;
Busco só entender
o quê se passa
por crer que
insistir em cultivar
a hostilidade vai
levar uma Nação
inteira na desgraça.
Araranguá
Cada verso feito de areia
preta segue o curso do Rio
e a tranquilidade das lagoas,
Para que não se esqueça
da beleza do Vale das Araras.
Pássaro bonito eu vôo contigo
porque em ti é o meu lugar;
Este poema de cerâmica
que nem o tempo irá quebrar,
Araranguá você é meu lugar.
Na Lagoa dos Bichos a gente
marcou para se encontrar,
na Lagoa do Cortado a gente
de uma vez vai se declarar.
Na Lagoa Dourada a gente
com ternura irá se abraçar,
Na Lagoa da Mãe Luzia
de mãos dadas vamos namorar.
Na Lagoa do Caverá a gente
vai marcar para se casar,
Quando Rio Araranguá cantar
sem medo vamos atravessar.
Porque o amor da gente
é urgente e não pode
mais esperar pela Lua de Mel
que virá para nós na beira do mar.
Sempre que consigo
contabilizo cada
militar aprisionado,
Porque por cada
filho do continente
Sempre me interesso,
Hoje, oro e relembro
recorrendo ao jornal
que da Guarda Nacional
estão aprisionados:
2 Generais de Divisão,
4 Generais de Brigada,
Dói o meu coração
e me deixa inconformada,
Excesso de rigor pode
não dar em nada.
Retomando a lista,
me faz pensar
no futuro e na vida:
5 Coronéis,
1 Tenente Coronel,
1 Major, 4 capitães,
2 Primeiros Tenentes,
3 Tenentes
e 30 Sargentos,
Até quando tantas prisões
e consecutivos lamentos?
Não escrevo para afrontar,
mas para chamar
a consciência para dialogar;
Longe de mim querer
interferir negativamente
ou perturbar,
Só quero que a paz
e a concórdia
retomem este lugar.
E o General que
nada fez consiga
novamente
a liberdade retornar,
Perdoa-me porque
não consigo
ser indiferente,
Apenas busco
um pouco mais de
humanidade simplesmente.
