Dia Nacional do teatro

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⁠ALMA NUA

Ainda que silencioso, a trilhar, eu sigo 
Despido de uma sensação que conforta
Tenho emoção, essa sorte que bendigo
Mesmo sabendo que a carência corta

A doce ilusão, como é bom e importa 
Tudo é confiança, e nada eu maldigo
Bem sei que no tender se tem porta
E na simplicidade do querer o abrigo

Então, desconfortado, assim vou, eu 
Tal qual um poeta sem devoção sua
A procurar o amor que já se perdeu

E nesta de ser feliz na infelicidade 
Me vejo no espelho de alma nua
Matutando o mantra da saudade!

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado 
28/10/2020, 05’34” – Triângulo Mineiro

Inserida por LucianoSpagnol

⁠ETERNA CANÇÃO (soneto)

Tens, sempre, o fogo da emoção 
Do fascínio: - que arde na viveza
Em ginga e encantos da pureza
Todo a magia do pecado da paixão

E, sobre esse senso, a doce beleza 
Da atração, que brota no coração
Mansa poracé, inigualável razão
E então, alimento e escava reza

És suspiros e mimo, tinos, tal qual 
Os beijos são desejos tão ardentes
E que vorazmente atinge o ideal...

Afinal, memoração e gozo aqui são 
Permanentes, em olhares reluzentes
De este amor, uma eterna canção!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado 
17/03/2020, 08'18" - Cerrado goiano
Olavobilaquiando

Inserida por LucianoSpagnol

⁠Dois olhares se cruzam
Sonoros, em um dueto
Em sedução o coração
Em criação um soneto...

DOIS AMORES 

Dois amores carentes de amor 
Em seu mais puro sentimento
Entoam-se num dueto regedor
De carinhos, prazer e momento

Dois olhares repletos de ardor 
Um ao outro o tratado atento
Dois seres ao agrado com valor
Juntos, num ímpar pensamento

Donde vem tanto afeto, cortesia 
Álacre canto de canto incomum
Que enche o peito de tal poesia?

Do querer, do haver dois em um 
Onde o tornar alcança a alegria
E a sensação um pulsar comum!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado 
30/10/2020, 16’29” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠Dois olhares se cruzam
Sonoros, em um dueto
Em sedução o coração
Em criação um soneto...

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado 
30/10/2020, 16’29” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠Ultimar

E quando chegar a hora da partida, o choro deve ser de despedida. De um até breve. Num ato de fé, leve.  
Pois entre a vida é a morte tem que existir a convivência com o amor, e a sorte de poder dizer nas lembranças que este foi o maior valor...
E que está levando na bagagem a honestidade e a solidariedade.
Só assim ficará a saudade.
Pois Jesus Cristo veio e nos transformou. Nos resta seguir seu ensinamento, para que possamos suplantar o sofrimento...
A única verdade o único caminho.
O bem maior... Nossas vestes de linho.

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
02/11/2015, Cerrado goiano
Finados

Inserida por LucianoSpagnol

⁠O TREM DA PAIXÃO

Lá vai o trem agitando o coração 
Num baticum, cheio de surpresa
Pelo chão incomum duma paixão
Sustentando a luz da ilusão acesa

Lá vai o trem da sede e emoção 
Pelo planalto da acre incerteza
Beijo e sensação, mão na mão
Olhar e razão: - total gentileza!

Lá vai o trem nos trilhos da avidez 
Entre os suspiros, o suspiro meu
Em movimento de nunca o talvez

Magno trem e no bem o apogeu 
Comboio de ardor, numa validez
Carreando amor, que o amor creu!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado 
03/11/2020, 10’20” - Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠PARIÇÃO DUM SONETO

Como um vaso de cristal, vazio e de aporte 
Ideias vem, pois bem, tal lampejo em rama
Se arranja, desarranja num sublime porte
Inspirando formas, que da alma derrama

É uma sensação num sentimento forte 
Enredando entre os dedos, e ali clama
Poética obra, cheias de encantada sorte
Dum verso em rima que a estima chama

E entre clarões dispersos, assim, venha 
O que vibre, que enlouqueça o secreto
Em um rebento da imaginação prenha

E, no somo apogeu do destinto alfabeto 
Da quimera, passa a ter ideada ordenha
Dos devaneios, para se parir um soneto

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado 
04/11/2020, 18’42” - Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠Oração do amor

Amor vem do verbo amar 
Só com o coração se pode conjugar
Dele o beijo é associação
Entre dois lábios, a expressão
Eu amei é passado
Eu amo é presente
O futuro é do agrado
Negativo fica ausente
Quem ama é indicativo
De amor na vida da gente
Amar, verbo intransitivo.
Tente! Não deixe pendente!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado 
24 de abril, 2016 - Cerrado goiano
25/04 - dia do AMOR

Inserida por LucianoSpagnol

⁠HORAS DE SAUDADE

Vou de avivo no repouso, descontente 
E travas lágrimas nos olhos a prantear
Ah! quanta avarenta emoção a suspirar
Ah! quanto silêncio no sertão poente

A hora no horizonte é vagar cadente 
Um adeus, sem acabar e a se quebrar
Um vazio apertando a alma no pesar
E uma solidão que fala com a gente

A escuridão, e um nó na garganta 
Um feitiço que no amargor canta
Cravando a sensação pela metade

Tristura, e uma trova sem medida 
Querendo versar, e na dor sentida
Redigem as horas duma saudade!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado 
05/11/2020, 12’07” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠SONNET

Minha poesia tem seu segredo, o seu mistério 
Um amor perdido, eterno, na alma concebido
Que o mantem quieto, e na sensação dividido
Um querer impossível, tão cheio de critério

Ai de mim! Nas trovas passei despercebido 
Solitário ao seu lado, de uma sorte estéril
Indigerível e uma versificação no cautério
Sem pedir nada, sem nada, e tão bandido

Sentimento... aqui no peito doce e terno 
Que segue o seu caminho, sem me ouvir
Num murmúrio árido e frio tal o inverno

E, o poema piedosamente fiel, no sentir 
Tal rama em flores e espinho no verno
Verseja o amor e a tristura sem desistir

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado 
05/11/2020, 19’30” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠O CERRADO É GRANDE

O cerrado é grande, de uma tal imensidão 
O teu tempo, e uma lentidão e melancolia
Que a tua calma no silêncio acordar-me-ia
Da preguiça não, mas da sua orquestração

Atração mudável, todo selado. Ó sertão! 
É tal vibração que em vós se tem melodia
Tingindo a vida, de um dia pós outro dia
Incertos todos, mas repletos de atração...

Eu vi por aqui, ipês e outras mais flores 
Pequi, jatobás, a ventura e desventura
Os tucanos vi desenhar os fiéis amores

Sequidão, e verdura, tudo é mistura 
Pintando o chão com variadas cores
Em um tudo mais, o renovo, fartura!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado 
06/11/2020, 09’02” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

A Flor do Madacaru


A flor do mandacaru... das lágrimas pelo chão  
Brotam da dura terra num alvo véu do agreste
Ornadas de espinhos, num prenúncio de união
De força, na secura ou na chuva em ato celeste
Abrirá! E ao poeta de cordel - eterna comunhão
São trovas da flor a enfeitar a poesia que fizeste
Flor do mandacaru... graça despertada no sertão!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado 
06/11/2020, 09’02” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠AMOR FARTO

Portentoso amor doce, amor formoso 
Que meus desejos são desejos celestes
No meu peito o amor do amor viestes
Num olhar vivo de um haver amoroso

Amor tão sereno, amor tão venturoso 
Que faz jus de tais prazeres te destes
Do tal sentimento o amor rendestes
Essa paixão, esse bom fruto saboroso

Que siga eu por vos ter, e vos traga
No meu pensamento tão contente
Onde ordena amor e o amor acena

Mas, que nunca tenha de vós pena 
Pois, o amor com o amor se paga
E nos ricos gestos é que se sente!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado 
06/11/2020, 21’29” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠TORMENTO

Em enturvados cruéis, tal a dor 
Num ritmo triste, que não alivia
Chamar a inspiração da poesia
Fria: - é qualquer ode de amor

E ver o choro do penar que for 
Ali presente, na rima. Se fazia
Em um vagar d’alma cativa, ia
Crendo neste causar pecador

A quem não fará crer a culpa? 
De tais os versos no tormento
Bem sei, minha, sem desculpa!

Pois, até lástima na poética tem 
E vem o versar meu, sem alento
Com suspiros na prosa também.

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado 
08/11/2020 – Triângulo Mineiro

Inserida por LucianoSpagnol

⁠EM SUMA

Assim como vos vejo na saudade 
distante, devoluto, assim me veja
despido de tudo, e assim esteja
sem haver em nós mais vontade

Que, pois eu fui o que na verdade 
espirou nu na solidão, e nu seja
qualquer sentimento de peleja
pois, não se agrada pela metade

Quiseste vós, e assim, ter partido 
sendo vós o amor meu, eu vosso
o devanear que me faz esquecer

Que, pois por vós tenho padecido 
e último trovar esse de vós, posso
crer... O adeus a vós, é mais viver!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado 
08/11/2020, 14’24” – Triângulo Mineiro

Inserida por LucianoSpagnol

⁠ORÁCULO

Horas breves da ventura em portento 
E tão vazias no empenhar se as tinha
Que na ilusão se demoliu tão asinha
Atando acaso ao rumoroso tormento

Aqueles anseios que fundei ao vento 
Que a sorte levou, que mas sustinha
Do incoerente que restou, é minha
Causa, pois, não predispus provento

Juízo, que bom se prudência tivesse 
Tudo é possível, e não só brandura
Aparece e logo adiante desaparece

Ó oráculo pesado, ó acre amargura 
Serventia sem valia, e sem benesse
Tudo é fugaz, voraz, e pouco dura!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado 
10/11/2020, 07’24” – Triângulo Mineiro
paráfrase Diogo Bernardes

Inserida por LucianoSpagnol

⁠ENTARDECER EM NOVEMBRO

Solta a sombra do negrume na tarde formosa 
Vai galgando o escuro da noite de primavera
Montado na campina contornada de quimera
O novembro, corta o céu, na fresca carinhosa

Baixa o sol no vale, e o horizonte o espera 
Calmamente, surge a estrelada tão radiosa
Com seu manto de uma couraça escamosa
Numa poética de sonho e de beleza sincera

Na imensidão do planalto suspira o infinito 
A noturna acorda sob a escuridão ardente
Desperta a lua entre as nuvens no seu rito

E a noite em caminhada, no breu persiste 
Tingindo o sertão num abaçanado poente
Do pousar do cerrado, melancólico e triste!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado 
10/11/2020, 20’23” – Triângulo Mineiro

Inserida por LucianoSpagnol

⁠CANTAR O CERRADO

É cascalhado e sinuoso, mas todavia 
de um encanto lotado de um alento
no seu sulcado chão tão macilento
poema se lê com rimas de teimosia

E uma vez que na extensa pradaria 
ao admirar o horizonte pardacento
hora se faz dia e o dia o momento
nascendo o diverso em desarmonia

A velha terra, de poesia e liberdade 
com tal melancolia e uma saudade
que encharca a sequidão de sabor

Então, ao encontra-lo, assuste não 
Logo terá acordo e muita emoção
Pois, o cerrado passa além do amor...

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado 
11/11/2020, 08’47” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠AMOR COM AMOR

Amor que tanto amei, amor que sofre tanto 
Saudade no sentir, sentir de suspiro amoroso
A quem lacrimejas, a quem? O pranto choroso!
Um cheiro extraviado? Um perdido encanto?

Ó herege ilusão, que o fado toma de espanto 
Cobiçais a sofrência e dor no que já foi gozo?
Deixando a solidão em um delirar tenebroso
Onde o haver tornou-se um algum portanto

Amor, seja qual for este tal juízo profundo 
Das pérolas do desengano, pesado rosário
Pois, tudo passa, e tudo passa no segundo

Então, erguei a alma num doce santuário 
De emoção, na aurora do sonhado mundo
Fruir amor com amor no ditoso itinerário

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado 
17/11/2020, 09’44” – Triângulo Mineiro

Inserida por LucianoSpagnol

⁠Não peço-te, que vivas dentro de um templo!
Mas peço-te, que deixe quem está sendo adorado no templo, viver em ti!

Cristo.

Inserida por AlanCorreia