Camilo jose cela
"A arte de ensinar reside na humildade em aprender, aprimorar constantemente os saberes, compartilhar o conhecimento, ser mais um entusiasmado facilitador das idéias do que um mero e pretensioso mentor.”
"De que vale ter tido a oportunidade de nascer, sobreviver e viver cada dia de nossa existência se nos faltar a humildade em reconhecer que fomos agraciados por Deus com o maior de todos os milagres, o milagre da vida?!”
Energia, frequência e vibração, eis o segredo do multiverso, da física quântica, da essência da vida!
Parabéns a todos(as) aqueles(as) que compartilham o que sabem, agindo enquanto facilitadores(as) do processo de aprendizagem, catalisadores(as) dos saberes, buscadores(as) do conhecimento, contribuindo assim, anonimamente, para que seus alunos(as) de hoje sejam os(as) profissionais e cidadãos(ãs) de amanhã!
Vender é 50% ciência, 50% arte. Ciência para compreender o perfil do consumidor, arte para encantar e faze-lo comprar.
“Nada acontece por acaso, tudo tem um propósito, uma razão de ser; quando, por exemplo, recebemos a visita inesperada de um passarinho nos agraciando com seu belo gorjear, seria isso mera obra do acaso ou um pequeno milagre de Deus?! Prefiro ficar com a última opção.”
“Muitas vezes o ciclo virtuoso da vida se inverte pregando peça nas gerações mais jovens, que ao não valorizarem as benesses recebidas através do berço, educação ou herança, colocam tudo a perder em fugazes ilusões.”
“Sentimento que exprime nossa incapacidade de lidar com algo que aparentemente foge ao nosso controle, que nos causa desconforto, inquietude, e sofrimento.”
Poema "Mar..."
Mar…
És fonte de sal
Que tempera a nossa vida
De forma especial.
Mar…
Palácio com imensos peixes,
Que habitam dentro dele
Querem que tu os deixes.
Mar…
Sinónimo de imensidão
Acalma o meu coração
Faz-me viver
Em constante emoção.
Mar…
Pérola do mundo
Mesmo ali no fundo
Para um oceano a encontrar.
Mar…
Gestos e imperfeições
Barcos a remar
Navios a flutuar.
Mar…
Largo de imaginações
Presença ondulada do infinito
Em constantes transformações.
Mar…
É o pai de todos os rios
Que nele vão desaguar
Cada um em seu lugar!
Mar... simplesmente MAR.
Poema adaptado da obra da escritora Rosa Luísa Gaspar - "Os segredos de um búzio"
Os segredos de um búzio
Linda, menina de muitas aventuras,
Um lindo sorriso espalhava
Junto ao mar fazia caminhadas
E do amigo Poncho
Nunca se separava!
O seu avô que fora pescador
Homem de histórias e pescaria.
Linda não entendia
Sua tamanha melancolia!
As histórias que o avô contava
Mostravam que adorava o mar
Mas Linda, por vezes, sentia
O avô numa aparência sombria!
Linda gostava do mar,
De nadar com aroma
E cor a maresia,
Por isso estava preocupada
Com o que ao avô afligia!
Certa noite em especial,
Quis ficar bem acordada
Pois queria descobrir
Com o que o avô se preocupava.
Ambos na soleira da porta se sentaram
E o avô sem demoras
Fez uma simples questão:
- E se o mar desaparecesse então?
Com a pergunta
Linda confusa ficou.
Procurou respostas no céu…
E de um búzio se lembrou.
Lembrou-se do búzio
Que o avô lhe dera
Onde aprendera a ouvir
O que o mar lhe queria dizer
Mas será que ele sabia a resposta?
O avô percebeu a sua aflição
E disse-lhe que a sua tristeza
Era porque o mar
Já não é o que era.
Mar fonte de sal
Que tempera a nossa vida
De forma especial.
Palácio com imensos peixes
Que habitam dentro dele
Querem que tu os deixes.
O avô pediu-lhe então
Para ouvir o búzio que lhe dera
Pois o búzio sabia
Tudo o que o mar já foi e era.
O que afinal afligia o avô
Era o desmazelo das pessoas
Que desrespeitavam o mar, a natureza…
E toda a sua beleza.
A Linda descobriu então
Que precisava de planos fazer
Para agir com cuidado
O mar e a natureza proteger!
TEMPOS DIFÍCEIS E ESTRANHOS ...
A humanidade vivencia tempos difíceis e estranhos, a maior provação coletiva desde a segunda guerra mundial, superando em muito as epidemias do passado, as crises econômicas e até mesmo a grande depressão financeira de 1929 nos E.U.A. Vivenciamos tempos que nos remetem a FÉ, a reflexão e a solidariedade. Um momento que nos mostra quão pequenos e frágeis somos diante de um simples vírus (COVID-19) e ao mesmo tempo quão grandes e fortes nos tornaremos se nos UNIRMOS em prol do amor ao próximo, da compaixão e do bem comum!
Quanto tempo tem que nos amamos?
Quanto tempo tem que nos encontramos?
Quanto tempo tem que nos beijamos?
Quanto tempo tem que nos acariciamos?
Quanto tempo tem? Quanto tempo!
O tempo é maldito e angustia meu ser. Rouba, aos poucos, a seiva da essência que me faz viver.
O tempo é severo quando acelera tornando curtos os belos momentos e demoradas as grandes desgraças.
Então, para que serve o tempo?
Tempo para me despir e sentir saudade do teu corpo nu.
Tempo para me distrair e perceber que cada sonho foi uma ilusão. Ilusões mal navegadas e ancoradas no cais do sofrimento que jamais desprenderá do gancho das correntes firmes do pensamento mesquinho e egocêntrico.
Tempo para que?
Eu adoro o tempo por me propiciar espaço de felicidades, em que o mar em sua dimensão e magnitude é apenas uma gotícula neste sentimento prazeroso.
Eu odeio o tempo por me tornar escravo das reminiscências e não massagear meu ego sofrido pelo tombo da escuridão.
Eu adoro o tempo!
Eu odeio o tempo!
Adorar! Odiar! Não importa porque o tempo não existe.
É apenas uma miragem construída pelos desesperados que não tem coragem de assumir o seu desejo.
Afinal, o que é o tempo?
O tempo?
O tempo é o tempo!
Ele não existe e jamais existirá!
O tempo?
O tempo é o tempo!
Ele existe e está presente e ausente...
O tempo...
Ilheus, 2010, num momento de reflexão.
Bico de lacre a pousar!
De tantas coisas são feitos eu,
Tantas que nem dou conta,
Tantas que a vida apronta,
Não sei se em pedaços ou passos,
Se em frações ou retalhos.
Sou quem sabe da vida muitos pedaços,
Uma migalha dela aqui e outra ali
Dos meus anos tenho todos,
Todos são meus, nenhum deles poucos,
Vivo todos e mais tendo viverei,
Se em partes ou inteiros, sejam todos meus.
Se sou árvore na vida: tenho gravetos secos,
Muitas folhas secam, caem com os ventos,
Algumas mudas de mim já cedi,
Lugares que até não conheço, já me plantaram,
Jornadeio deixando minhas raízes em meu solo.
Em meu oco dou voltas ao mundo, mundo meu.
Não tenho lembranças das sementes,
Quantas são ou por onde estão,
Estão elas por ai, espalham-se como filhos criados,
Nos bicos dos pássaros,
Talvez sejam lírios ou margaridas...
Que se vertam como as hortelãs!
"Bico de lacre a pousar"
Nem tudo ao meu redor são rosas, magnólias, valquírias...
Nem sempre a grama existe ou é verde,
São vezes espaços feridos de chão seco e rachados.
Sem estimar as vezes em que renasci, delas cicatrizei.
Muitas foram as estações, nem todas primaveras,
Sequei e a anelar por mim, quando voltei,
Senti sede e muitas vezes me afoguei,
Calor e com frio me acendi,
O que senti não me mudou e não me desistiu,
Tudo é o hoje, é árvore em mim.
Tempestades não esqueço,
Do que penso...
Enobreci me fez medrar.
José Henrique
Diálogo com o amor.
Tenho aqui, não te nego,
Dentro, tão dentro que sinto em mim pulsar.
De minha sala, te vejo, em quadros e nas imagens manchadas de meu pensar.
É forte e doce teu perfume, que até as rosas parecem falar-me.
Mas em tudo que há de ti, Em meu crer, ainda sou eu teu alimentador.
Que tu saibas , não te esqueças...
Se não amasse eu, tu não existirias.
Se meu coração fechasse para ti, portas e janelas,
De minha sala não te sentiria.
Tu és amor, é preciso amar para que tu existas,
Dá-me então tu, uma rosa,
Pois não tenho eu a quem dar.
Não sei eu para quem te dar,
Digas-me tu, que és amor.
Não posso eu me dar, se não me tenho,
Tu que melhor me conheces .
Amando e apenas,
Escrevo desde muitos "ontens,
Desde muitas noites,
Dias só a tua espera.
E porque me tens, porque me tens?
Não me beijas, pois não me ames
E por mim não chores.
Estais em mim, a me ocupar e a me doer,
Já nem me sinto,
Que nem a mim minto,
Que nunca soube, quisera saber.
Mas o que sei é que tu és... "amor".
O que em mim plantas,
Que não floresce e tanto cresce.
Quero perder-te, achar-te, amar-te, odiar-te...
Não me importa !
Que me deixes...
Melhor sem ti,
Já que amor,
Sem amor ...
Não me importa.
José Henrique
Aspiração!
Calado, quieto,
O mundo é um clamor.
Quero meu bom dia
E isso não é poesia.
Vive alegria em mim,
Nos dias sim, existe sim, em dias e noites sim.
Além, dentro da saudade,
É lá que está a liberdade,
Onde fica o desvelo.
Talvez tenham estrelas no céu hoje,
Pode ser que eu as veja,
Eu não sei e o que sei, talvez não seja.
É atônito sim, as vezes como dizer não,
Até quis beijar tua mão,
Mas ainda não, melhor seria pedir perdão.
Não é o lindo num sol que brilha no céu,
Sem um sorriso no rosto das minhas manhãs.
O que é meu céu?
O que é meu lindo?
Verdade, não é o dia ou noite,
Sol ou chuva.
Nascer em cada dia,
Sim como estou ou como vejo.
Sou eu, meu dia e minha noite,
Vejo como vejo,
Sinto como sinto,
Dias sim dias não.
Espero o dia nascer e não importa com ou sem sol.
Espero a noite chegar
E não importa, com ou sem estrelas.
E isso não é poesia!
É um esperar e desejar,
Boa noite!
Bom dia!
Todo dia seja sim.
José Henrique 🌹
"Bom dia"🌹
Amanhecer contigo.
O silêncio é tão bom.
Nada a dizer que o olhar não diga.
Não digamos nada.
Podemos fazer tudo.
O que te a mim apetece.
Seja feita nossa vontade.
No prazer do nosso silêncio.
É tão bom teu corpo sobre o meu.
É tão bom te ver ainda sem vestir.
Olhar e em silêncio dizer tudo.
Seu olhar é um desejo que eu sinto.
Como me desejas, eu nem acredito.
Como é bom ter você aqui.
És um tudo!
Que minhas mãos tocam.
Escreverei sobre ti.
Não serás um livro,
Não quero que te fechem.
Mas um poema e vários.
Te amei e te amarei.
Na escrita do teu sentir.
Assim!
A te, com o mundo divido.
Em silêncio.
Basta que sintam.
Que sintam amor.
E se não quiserem chorar.
Que não as leiam.
Pois na tua escrita eu choro.
E nessa escrita estão minhas lágrimas.
A felicidade fostes tu,
O prazer fostes tu,
O amor ainda és tu.
O silêncio ficou em mim.
Nele eu tenho você.
Não digas nada!
Não digas nada!
Teu silêncio e um abraço.
E podes tudo.
Tudo que há em mim.
José Henrique 🌹
