Juan ramons jimenez
Natureza
cheia de pureza,
O tamanho que é
sua beleza.
O vento que passa,
O brisa que vai,
As folhas que caí,
Tudo tão lindo,
Pena que o homem
está destruindo.
Quero paz,
Quero natureza,
Me ouve,
Me atende por
gentileza.
Podemos ser pego de surpresa na rua
Derrepente seremos surpreendidos
Esperar qe a vida continue
Ficaremos sempre desentendidos
A nuvem que reconhecia seu valor, não ansiava ser o pássaro livre.
A água que reconhecia sua importância, não desejava ser o mar grande e salgado.
O livro que reconhecia sua riqueza, não cogitava ser o folheto que conhecia várias pessoas.
O espelho que reconhecia seu poder, não almejava ser papel, pois sabia que veria a tua face outra vez.
A "certeza" não pretendia ser o "ou", pois sabia que não precisava se comparar quando se tinha certeza.
A princípio eles eram distantes, mas aos poucos, mesmo rejeitado, a flor insistia no amor do cacto.
Não demorou e ela logo se aproximou; no dia encantado por pouco não beijou, o cacto a tinha machucado, mas a flor insistia no amor do cacto.
Os espinhos com o tempo, fizeram com que a linda flor ficasse presa, e chorando de dor, a flor insistia no amor.
O tempo se passou e o cacto não aguentava mais sentir a flor, à vista disso jogou-a para longe, e a flor machucada ficou.
Era uma flor esbelta e linda, que ao desprender achou-se ferida, aos poucos voltou para casa, foi lá onde jogou suas lágrimas.
As lágrimas caiam e caiam, e a flor a si mesmo regava, com o tempo a linda flor, de novo, já brilhava.
O cacto agora queria a flor, mas sabia que muito havia machucado, o cacto insistia no amor da flor, enquanto a flor refletia seu auto-amor.
Me permito entrar no mundo das pessoas para conseguir entende-las, adquirir aprendizado, compartilhar ensinamentos, e mergulhar em labirintos afim de que um dia possa encontrar a saída.
TEMPO
Dói te ver...
Por vezes você bate em minha porta, e não te atendo.
Na verdade tenho pavor de lhe encontrar!
Ando fugindo incessantemente da sua presença, porquê quando te percebo, máquina, não consigo encarar a realidade amedrontadora na qual você volta para mim.
Escrevo-lhe está carta, Time Machine.
Me questiono se vale a pena abrir mão de tudo por você, e mesmo sabendo que não, insisto em tapar os meus ouvidos. O problema é que quando tapo eles, não escuto sua voz, nem muito menos a daquele que sei que me ama...
É que a vida me ensinou a atuar, e agora o que dói é não saber se vivo um personagem, ou, apenas conflitos internos.
Saudades não vejo mais,
Apertos me traem,
E a chuva me faz morrer.
Círculo simétrico,
Muito perfeito,
Luz de espelho,
Nuvens a perecer.
Me procura,
Te achei,
Te procuro,
Não te acho.
O sol ilumina,
A lua rouba,
As estrelas morrem,
E eu estou aqui.
As minhas palavras mais do que tudo, declaram em gritos a confusão que existe dentro de mim.
Enquanto escrevo, até entendo, pois entrego-me de corpo e alma ao sentimento presente. No dia seguinte por sua vez me faço de leitor para tentar entender, pois um novo sentimento já ergueu-se em mim.
Talvez a chave para interpretar o que digo, não seja apenas lê o que escrevo, mas se entregar ao sentimento que senti.
Você não sente o que sinto, quando me ponho em silêncio. Logo, o ardor dos meus ossos, retrocedem a minha boca, e se me encontro perdido nessa caos, não trarei mais pessoas comigo. Rejeite a minha dor, mas respeite a minha essência.
A DECLARAÇÃO DO PEIXE PARA À PASSARINHA
Por te amar fujo de você, e você por me amar acha que eu não te amo.
Você não merece viver presa em uma realidade que não condiz com a sua, apenas por me amar.
A vida é feita para voar, e se não posso voar do seu lado, peço que o vento te favoreça.
Voe, Voe, Voe! Mas voe sem olhar para trás, você é especial demais, pra viver perdida nesse cais.
As mãos estão por fora, o coração está por dentro; é inevitável! é inevitável que o coração não consiga expressar tudo por inteiro, pois complexo se faz assombrado pelo escuro; até mesmo antes de nascer.
DESENHOS DOLOROSOS
Numa folha branca te desenhei do meu jeito.
Os olhos saíram meio tortos, o rosto com formato estranho. De fato, ao terminar, o que desenhei não era nada parecido com você.
Fiquei atordoado vendo aquele desenho; comecei a apagar e redesenhar, redesenhar, e redesenhar, até eu conseguir te expressar verdadeiramente no papel, mas adivinha? Eu não consegui.
Doeu saber que te desenhei na minha vida da forma que eu queria, e não como você realmente era.
Doeu ter que aceitar que por mais que eu tentasse te mudar, você nunca ficava parecido, afinal, aquilo não era você, somente, o que eu esperava ser.
Como doeu me iludir com minhas próprias mãos, esperar a mudança que nunca vinha, acreditar que eu seria tão especial a ponto de te mudar; e não é que eu não seja especial, eu sou, mas apenas controlo o meu ser.
PONTUAÇÃO
Minha intenção sempre foi por um ponto final em tudo, apesar disso, todas às vezes que eu tentava, apareciam mais dois motivos amorosos que o tornava reticências. Procurei em vírgulas pausas para respirar; não foi tempo suficiente. Encontrei no ponto e vírgula o equilíbrio perfeito, mas meu coração só queria exclamar! Exclamar todas as interrogações resistentes que não me trazem sossego, e cá entre nós, no meu parêntese só existe “eu te amo”.
FLORES
Daquelas flores só saiam “bem-me-quer”,
dos olhares o “eu te quero”,
das atitudes “não sei querer”.
Rosa em puro afeto,
vermelho exalando amor,
branco trazendo paz,
a paz que nunca reinou.
Dos sorrisos largos e traquinos,
me restam as lembranças da alegria nos diálogos,
no amor presente naquele sorriso,
aquele sorriso largo.
CIMENTO, TECIDO E CALÇADA
Jogado ao chão sem mera importância; afogado em si pela água; incomodado por ferramentas humanas; lançado de qualquer forma como filho do nada. A parede segue rebocada, enquanto o cimento constrói sua casa.
Furado em todas as partes; ligados a força bruta; arrochados injustamente; jogados ao corpo, e ainda assim são humilhados. O tecido segue vestindo, mesmo sendo sempre usado.
Pisado diariamente; sujado pelos outros; queimando-se no sol, molhado sem querer banho; sofrido é o tratamento do piso, rejuntado sem cimento, fortalecendo o caminho de todos, em pleno sofrimento. O paralelepípedo preenchia, enquanto a calçada era formada.
