Juan ramons jimenez
Sempre vivi como se fosse interminável. Quero dizer que destruo tudo continuamente (...) Talvez seja o hábito de não cultivar, não guardar, não prever.
Pouco a pouco foi aumentando o peso sobre minhas costas. Escombros demais.
Dessa forma, adquiri o costume de me aproveitar de tudo e de todos. Um maldito senso pragmático da vida. Passo a vida fazendo contas. Calculando quanto entrego e quanto me dão em troca. Eu achava que era um cara bom, mas essa mania de matemática me fez ficar desolado, virei terra. Daí apareceu uma bela garota em minha vida, que focalizou em mim seus olhos e me passou uma mensagem telepática de amor. E eu acreditei.
Tinha de acreditar. Quando a gente se sente tão sozinho capta muito rapidamente uma mensagem assim e a leva com cuidado até o coração e a deposita ali e se entusiasma e acredita que já está tudo resolvido."
Não tenho motivos para ser amável, nem para fazer concessões. O escritor no fundo é um sujeito amargurado, confuso, sem explicações para nada, e pouco lhe importa se o compreendem ou não. Se é bem ou mal recebido. Se é simpático ou antipático. Se tem dinheiro ou é um morto de fome. Se você é escritor, tem que saber que essas são as regras do jogo. Do contrário, você é um palhaço. E vai ter sempre alguém por perto tentando transformar você em palhaço.
Enfim, esses ciúmes de mulher. Que eu nunca entendo porque são polvilhados de um egoísmo vulgar, de bolero barato. Só se deve ter ciúme do que vale a pena, do que é verdadeiramente importante. Não devemos desgastar-nos sentindo ciúme de tudo. Mas as mulheres não pensam assim. São capazes de sentir ciúme do ao mesmo tempo e com igual intensidade e veemência do marido, do amante, e de dois namorados. Têm muita habilidade para a vida. Ou muito sentido pragmático.
O que acontece é que um romance não é escrito nem com o cérebro nem com as mãos. É preciso estar disposto a se esfolar. Você se esfola, tira a pele, fica em carne viva, e então se atira no despenhadeiro do romance até o fundo do precipício. Se batendo, se ralando e quebrando os ossos contra as pedras. É o único jeito. Quem não se atrever a fazer assim é melhor deixar o lápis e o papel sobre a mesa e se dedicar a vender tomates ou entrar para o ramo imobiliário.
O tempo é uma ilusao...
nao existe data
nem dia
nem hora
nem minuto
nem segundo
nem semana
nem ano,
apenas a manha e a noite, luz e escuridao...
pressa para que? para ir para onde?
esse tal "tempo" é meramente psicologico...
existe apenas na cabeca de cada um, na mente de cada um.
cada um tem seu tempo, cada um esta no seu "tempo"...
e esse "tempo" nao é feito de numeros e sim de sentimentos, sensações e desejos...
e mesmo assim, na vida tudo é feito de significados...
Somos nos mesmo que damos significados as coisas, as pessoas, a momentos, a tudo.
tudo é questao de conhecer... saber...
cada um é cada um
em cada olhar um ser
e cada ser enxerga o mundo de uma forma,
cada um existe do seu jeito, digno de respeito.
estamos aqui para viver, aprender... existir ate morrer.
nascemos para morrer, e é certeza. náo adianta corrrer.
passamos a vida inteira em busca de paz, mas a verdadeira paz só é sentida quando o corpo nao sente mais nada... na morte, o descanco eterno. a paz eterna...
e nessa caminhada vou existindo em busca do nada para significar algo, para satisfazer esse vazio que é o ser humano...
quando for o momento de partir, só partirei, só irei... sem escolha, sem mas...
mas ate que aconteça, existirei em harmonia com todos seres vivos...
ja que a unica forma de continuar vivendo depois da morte sera na cabeça das pessoas...
em forma de lembranças.
Nossa passagem nesse planeta é unica...
só se existe uma vez...
Eu era o melhor pra você
Pode demorar, mas cê vai perceber
Que seu orgulho não vai te levar a nada
Vai voltar chorando lá pra porta da minha casa
Finá de ato
Adispôs de tanto amor
De tanto cheiro cheiroso
De tanto beijo gostoso, nós briguemos
Foi uma briga fatá; eu disse: cabou-se!
Ele disse; cabou-se!
E nós dois fiquemos mudo, sem vontade de falá.
Xinguemos, sim, nós se xinguemos
Como se pode axingá:
-Ô, mandinga de sapo seco!
_Ô, baba de cururu!
_Tu fica no Norte
Que eu vô pru sul
Não quero te ver nem pintado de carvão
Lá no fundo do quintá
E se eu contigo sonhar
Acordo e rezo o Creio em Deus Pai
Pru modi não me assombrá.
É... o Brasil é muito grande
Bem pode nos separar!
Eu engoli um salucio
Ele, engoliu bem uns quatro.
Larguemo o pé pelo mato
Passou-se tantos tempo
Que nem é bom recordar...
Onti, nós se encontremus
Nenhum tentou disfarçá
Eu parti pra riba dele
Cum fogo aceso nu oiá
Que se num fosse um cabra de osso
Tava aqui dois pedaço.
Foi tanto cheiro cheiroso...
Foi tanto beijo gostoso...
Antonce nós si alembremos
O Brasil... é tão pequeno
Nem pode nos separa!
Depois do jantar, Rey saiu andando pela praia. Estava cansado. Ouvia o suave rumor das ondas sobre a areia. Não havia brisa e fazia muito calor. Tirou os tênis e pisou na areia úmida, na água cálida. Tirou o short. Deixou tudo jogado na areia e entrou no mar totalmente nu. A água morna e negra o rodeava. Teve uma sensação estranha e voluptuosa. Fechou os olhos e sentiu-se abraçado pela morte. Não havia brisa nenhuma. A água quente, a escuridão infinita que o rodeava. O terror de se afogar, porque não sabia nadar. Manteve os olhos fechados e se abandonou, flutuando de bruços, com o rosto dentro da água. Sentiu-se atraído por aquela sensação deliciosa de ir embora para sempre.
Você percebe que trazer repetidamente meu café favorito é comparável a alimentar um gato de rua, certo? Você pode nunca se livrar de mim agora.
Esta era apenas uma estação, e há beleza em todas as estações. Mesmo se você estiver ansioso para a próxima.
Eu encontrei minha pessoa. Ela era a base. Ela era a base de todas as outras coisas. Tudo era secundário em relação a estar com ela. Não importava onde eu trabalhava ou se gostava do meu trabalho, onde morava ou quantos filhos eu tinha. Minha felicidade, minha sanidade, meu bem-estar - tudo começou com ela.
Mude, se jogue, eu estarei lá em baixo para te segurar e te fazer novamente a pessoa mais feliz desse mundo.
Eu te amo demais amor, obrigado por me fazer tão feliz. De: seu namorado chato, ciumento mas que não sabe viver sem ti!
Ainda me lembro dos momentos que apenas uma luz era motivo de vergonha, de que uma lutinha era motivo de muitas risadas. Que droga ! não poder repetir tudo isso outra vez, que droga ter que esperar 24 horas para apenas poder te olhar de longe, nos finais de semana 48 horas sem graça nenhuma, até chegar a segunda e começar tudo outra vez. Eu simplesmente não tenho chão pra poder pisar e muito menos céu pra poder te ver lá em cima, brilhando mais que todas as outras que estão ao seu redor.
Eu queria hoje aprender a não gostar mais de você, como você disse que não gosta mais de mim, mas não é por outro alguém que minha garganta se fecha e dói quando pensa em tudo como está hoje, que quando há vê em uma foto pensa “ daria tudo para que essa foto tivesse uma participação especial minha beijando-a no rosto “. Mas isso é impossível, na verdade o que eu queria sem duvida alguma era poder chegar na sua frente colar minha testa na sua, botar a mão entre seus cabelos e dizer que jamais eu iria desistir e que enquanto eu viver, estarei lá te esperando, logo depois te beijar e te contar tudo que sinto durante esse longo e duradouro minuto que nos tocamos.
