Luiz Guilherme Todeschi
Qualquer tipo de censura é o caminho mais rápido para o autoritarismo ilegítimo e arbitrário, pois que o estado toma para si o direito de substituir a seu bel prazer as escolhas das pessoas, o que transforma seus cidadãos em fantoches subservientes e manipuláveis. Cabe ao estado garantir a ordem e o princípio de licitude, o que não inclui a decisão sobre assuntos de cunho ideológico, filosófico, moral ou de qualquer outra natureza que não se traduza por crime tipificado pelos dispositivos legais. Moralidade é assunto de natureza essencialmente pessoal, e seu controle atenta contra todo e qualquer sentido de Liberdade. Compete ao indivíduo decidir sobre o que quer ou não quer ver, ou a seus filhos, e cada vez que permitimos que o estado o faça em nosso lugar, aceitamos ser convertidos em seres abjetos e servis, que se confessam incapazes de gerenciar sua própria trajetória. Ter as rédeas dela nas mãos chama-se DEMOCRACIA, que tem como maior missão preservar o que você tem de mais sagrado, que é sua LIBERDADE.
Oração Quântica
Energia Primordial do Cosmos
que permeia o visível e o invisível,
Que eu possa sentir-te em todas as tuas nuances
integrado ao todo do teu Eu sistêmico.
E que assim me acolhas, sem bordas ou arestas,
Na absoluta harmonia do teu multiverso.
Que eu me faça alimento e me sacie
Desse todo único do qual faça parte,
Célula cósmica do mecanismo vivo
Em moto contínuo que fazes girar.
Cuida que dele não nos desprendamos
Ou o possamos emperrar por lassidão.
Que assim seja.
Semear Conhecimento é como jogar sementes da janela de um trem: elas são espalhadas ao acaso, mas é a terra que as recebe a responsável por fazê-las germinar, o que só acontece caso estejam prontas para abriga-las em seu seio e fornecer-lhes a água que as transformará em lindas e perfumadas flores.
A forma de demonstrar que amamos nossos filhos é deixando-os livres para ser como são, com suas idéias, dificuldades e idiossincrasias. O tempo de cobranças é encerrado no momento em que saem do ninho para viver suas vidas, e é quando amor passa a ser sinônimo de respeito, e suas buscas por nós o melhor termômetro de que seguimos cumprindo com nosso papel.
Nunca dependi de ídolos, gurus ou heróis me apontando o caminho. Alguns exemplos me inspiram, mas o mestre que sigo é o meu cérebro.
O problema do extremista de esquerda é partir da premissa de que todo político de direita é tirano, e o de direita acreditar que todos os de esquerda são terroristas. O fanatismo não lhes permite entender que tanto pode existir direita moderada quanto esquerda libertária em uma democracia sem que o substantivo esteja obrigatoriamente associado ao mesmo adjetivo. Assim como toda unanimidade é burra, o fanático ideológico só vê seu igual, a exemplo da toupeira que só consegue enxergar no seu próprio ambiente de trevas.
Não são os grandes esforços que fazemos pelas pessoas que subtraem nossa energia, mas a banalização do preço pago para atender coisas tão supérfluas que tropeçam no desrespeito.
Existem pessoas tão exploradoras e egocêntricas que nos deixam a nítida sensação de que qualquer sacrifício que façamos por elas será sempre inútil, pois que jamais o notarão. Cobram sempre mais e mais, nunca se satisfazem e basta que não se vejam atendidas uma única vez para sermos transformados nos seres mais abjetos, frios e indiferentes que já pisaram o planeta.
O terror que algumas pessoas sentem de virar mais uma vítima da torpeza alheia faz com que vendam suas almas às indignidades, se acovardem diante de ações espúrias inequívocas e admitam o abjeto, criando justificativas para si mesmas de forma a continuar tolerando o intolerável.
Como saber se a carapuça se ajustou perfeitamente à cabeça de quem
a tomou para si? Ela pesa como chumbo, inclinando quem a está usando até o ponto de se perceber cara a cara com a própria vergonha!
O limite do medo vai até onde não nos cala diante da torpeza, e nem nos acovarda ao ponto de aceitarmos trocar a justiça pelo conforto.
O bom combate é aquele em que não se replica a estratégia dos covardes, escolhendo antes a consciência como arsenal de guerra, a verdade como munição e a caneta como arma.
Sempre que se permite o mal prevalecendo sobre a decência e nada se faz a respeito, fica-se refém de quem o pratica, aceita-se o medo colocado acima da dignidade, e ganha-se o desprezo dos que o testemunham por conta de uma covardia degradante e injusta.
Estás descobrindo que ainda não aprendeste nada sobre a vida? Então aprende mais uma coisa: o ato de viver é uma guerra na qual terás que enfrentar gigantescas e dolorosas batalhas – algumas mais fáceis e outras terrivelmente difíceis – e onde não és posto guerreiro; precisarás aprender a sê-lo por ti mesmo se quiseres sobreviver pelo tempo que te foi dado. Mas não te exasperes nas em que amargaste a derrota, pois estas é que te deixarão capaz de enfrentar as que ainda estão por vir. Lembra apenas de que a ira das guerras é combustível apenas enquanto dura a batalha e, depois dela, veneno, para que não a retenhas em ti como medalhas de bravura. Ao fim de cada batalha dedica teu tempo à cura das feridas e deixa a guerra dentro da guerra, caso contrário a perderás para ti mesmo.
Neste século das “modernidades”, que bem poderia ser chamado de “a era das caras e bocas” por substituir o conteúdo pela vaidade concentrada no fútil, a qualidade - que um dia já foi a regra - cedeu espaço quase absoluto à quantidade daquilo que, em muito se peneirando, em muito pouco se distancia do nada.
Decálogo da serenidade
I. Ninguém te obriga a conviver com o mal que não queres pra ti.
II. Se não tens como evitar o contato, vacina-te para deter o contágio.
III. Tua paz não é negociável nem para que outros preservem a sua.
IV. Não cabe arrancar joio da plantação alheia, apenas achar outra para semear.
V. Podes renunciar ao que queiras, mas ao incluir tua paz podes não voltar a tê-la.
VI. Não precisas de abono para te protegeres, senão o da tua consciência.
VII. Não podendo impedir que o mal se aproxime, cuida de afastar a ti mesmo.
VIII. Tens o direito de escapar à bulha que traz prazer a quem a permite.
IX. Não cabe a ti servir de antepara a quem não a levanta por si mesmo.
X. Aos que acolhem o mal como remédio, cabe a eles buscar o próprio antídoto.
A vida pública requer ser gerenciada com o máximo de cautela. Por mais que a justiça dos homens se revele complacente e a clemência de Deus ofereça o perdão, a História, nem mesmo com o passar dos séculos, nos brindará com a mesma generosidade. A omissão é um dos crimes mais graves, porque todas as atrocidades são cometidas por conta dela sem que ninguém se sinta culpado.
Já ouviu falar em “persistência de cupim”? Pois saiba que, ao lidar com eles, a única certeza que se terá é que enquanto houver madeira eles não irão desistir da guerra pela sobrevivência. Se há algo de positivo em descobri-lo é que, se os imitássemos com relação ao que precisaríamos trazer para nossas próprias vidas, o mundo que vemos hoje teria deixado para trás a maioria de suas mazelas.
