Franz eemil silanpaa
A primeira manifestação de consciência nascente é o desejo de morrer. Esta vida parece insuportável, e inatingível qualquer coisa. O desejo de partir deixa de ser vergonhoso: chegamos a rezar para que sejamos conduzidos da velha cela, que tanto odiamos, a uma nova, que ainda não aprendemos a odiar. Há nisso um traço de fé, pois sempre esperamos que durante a mudança de uma para a outra o Mestre haja por bem passar no corredor, contemplar o prisioneiro e dizer: 'Jamais fechem essa porta de novo, pois ele deverá vir quando eu o chamar' ",
A eterna juventude é impossível. Ainda que não houvesse outros impedimentos, a introspecção a impossibilitaria.
Não somos culpados só porque comemos da árvore do conhecimento, mas também porque não comemos da árvore da vida.
Eu teria sido feliz por tê-lo como amigo, chefe, tio, avô, até mesmo (embora mais hesitante) como sogro. Mas justo como pai você era forte demais para mim.
"Que espécie de homem é então o senhor? Pede-me que seja sensato e comporta-se da maneira mais insensata que se pode imaginar"
[Para alcançar a sabedoria basta] “escutar, estar tranquilo, silencioso e solitário. Livremente, o mundo se oferecerá a você sem máscara, sem escolha, se abrirá em êxtase a seus pés”.
Há um certo número de coisas que não podemos atingir a não ser dando deliberadamente um salto na direção contrária. É preciso partir para o estrangeiro, a fim de encontrar a pátria que abandonamos,
Duas tarefas do início da vida: limitar seu círculo cada vez mais e verificar continuamente se você não está escondido em algum lugar fora do seu círculo.
Teoricamente existe uma chance de felicidade plena: acreditar no que há de indestrutível em si próprio e não ter de lutar para alcançá-lo.
Feliz de quem,
Sem planejar encontra alguém;
Para te amar,
Sem cobrar apenas faz bem;
Feliz de quem,
Sem perceber doa tempo também;
Para a mente voar,
Sem medo de o dia amanhecer;
Feliz de quem,
Sem pensar se permite viver;
Para relembrar,
Sem nunca se arrepender;
Feliz de quem,
Vê em cada recomeçar,
Uma forma de compartilhar,
E seu amor doar,
com todos que nos querem bem.
(Mayke Franz)
Alguns negam a existência da miséria apontando para o Sol; ele nega a existência do Sol apontando para a miséria.
Necessitamos dos livros que nos afetam como um desastre, que nos afligem profundamente como a morte de alguém que amamos mais que a nós mesmos, como estar perdido sozinho num bosque, como um suicídio. Se o livro que lemos não nos desperta com um soco no estômago, para que lê-lo?
Cumpro com meus deveres, mas não com minhas obrigações íntimas – e cada obrigação íntima não cumprida se transforma em uma infelicidade duradoura.
