Luiz Guilherme Todeschi
A sabedoria é usada para gerar a convicção dos terceiros.
A convicção é o combustível de comunicação necessário para gerar a sabedoria nos ainda somente convictos.
Nesse caso, convicção e sabedoria parecem serem e fazerem a mesma coisa, mas não é o que ocorre.
A conclusão é que quando não estamos convencendo é porque geralmente não somos o suficientemente sábios. E se não somos ainda suficiente sábios é porque ainda não fomos totalmente convencidos por alguém.
Você pode ter o que for nessa vida. As pessoas sempre irão desenvolver o plano que for necessário para lhe tirar o que você tem.
"Construir um Império na base da mentira é como construir um castelo de areia, na beirada da praia!"
Grande parte das pessoas que estão ao seu lado, tendem a procurar vantagem em alguma coisa, mas uma pequena parte delas, tendem a lhe oferecer alguma vantagem.
Faça-me sorrir, fala-me de amor
Há raras coisas imutáveis e poucas verdades absolutas, o resto são apenas crenças espalhada ao vento, como se fossem aquelas.
Há outras verdades que a desilusão pode extirpar, como se nunca tivessem existido e quando pronunciadas, nos soa aos ouvidos como poesia, como a beleza das flores que murchamda noite pro dia, entre elas está o amor que por, às vezes, não ser correspondido como um simples sorriso, nos faz pensar que não existe.
Talvez não exista, tão real quanto o ar, o sol ou a luamas, mais sutil, como asflores que precisam ser regadas, quase todos os dias.
Há tantas outras coisas que não existem e seguimos repetindo, falando, curtindo, como um intervalo entre um ano e outro e tantas datas que, se não fosse pelo calendário do comércio, já teriam sido ceifadas pelo esquecimento.
Na letra da música "Joana Francesa", de Chico Buarque diz "Mata-me de rir, fala-me de amor", como um desabafo de alguém que perdeu a fé ao fazer tantos votos ou promessas e não alcançar o seu pedido.
O amor é tão inexistente quanto todas as formas de fé e ainda existe, embora seja mais falado do que vivido.
O amor é tão real quanto a vida que flui como um rio, independente dos nossos desejos.
O amor existe e brota onde quer, o que o faz perecer é o gênero humano, ao permitir que a descrença e o egoísmo transforme o solo fértil num lugar árido, onde não germina coisa alguma.
Vínculos afetivos são construídos pela presença, atenção e afeto e são destruídos pela falta destas mesmas coisas.
Não importa o meio de transporte, o destino ou a paisagem: se eu estivesse na janela e você no corredor, eu trocaria de lugar. Enquanto apreciasse a vista eu me satisfaria em te admirar.
Enquanto caminho sozinho, por uma estrada sinuosa e sem iluminação, ouço pessoas que falam, sem dizer o que sentem ou o que querem e escutam, sem ouvir. Falam com eloquência, como orações a um ser imaginário e inexistente. E todas essas vozes apenas perturbam o silêncio.
