José Echegaray
Nana neném. Bum! Bum! Mal pôde completar sua alimentação materna e sorrir enquanto dava os primeiros passos. Zuim! Vermelho, vermelho. Socorro! Silêncio. Nunca saberá o que é um pastel de feira, o cheiro de mar de Copacabana, pão de queijo mineiro, acarajé baiano, chimarrão gaúcho, frango com pequi goiano, nem virado à paulista, nem a feijoada carioca, nem a maniçoba paraense e nem o bobó de camarão. Nunca saberá o quão é bom o cheiro de chuva, jogar bola, brincar de boneca, abraçar um possível irmão e nem voar de avião. Mais alguns dias e tudo seria possível. Nana nenêm. Bum! Bum! Bum! Bum! Bum! Bum... Nana nenêm...
Homenagem à Lélia Gonzalez
Eu olhava como todas olhavam, eu sonhava como todas sonhavam, era o mesmo sol, a mesma chuva, tinha mãos, pés e não chegava a lugar algum. Meu sorriso era tão branco e lindo quanto todas as bocas juntas que falavam de canto, e cantavam minha cor. Eu olhava, sonhava e tudo que via, não podia passar além de ali, ali onde eu não podia ir, ali onde eu nunca iria chegar. Mas CHEGUEI, CHEGAMOS, e olhando, sonhando e sorrindo, mesmo com todas as dores e com os horrores, EU ESTOU AQUI!
…por mais que a chuva caia e o mundo pareça desabar, dentro de cada um de nós existe um sol capaz de iluminar os dias mais sombrios.
"O Dasein explica o que você é, o que você pode ser dependente dos entes que você cultiva"(da série pensar Heidegger)
"Os testes neuropsicológicos são como óculos que ajudam a enxergar, mas não representam o que é visto, pois essa representação depende de fatores que podem não estar só na imagem que está sendo vista"
Dasein o que importa, para embodimentar o que realmente vale a pena. Somos muito nesse simples, e complexo demais, nesse um vital. O tempo "foi", "é" e "será" o quando que temos dentro de nós, percebido e comprometido nesse todo que temos por fora. Cabelo, músculos, rugas, dobras espaciais que teimam em cismar e nos acompanhar por toda a vida"
Cratera Marginal
Das profundezas da grande e exausta cidade, retalhada pelo descaso, pelos maus tratos e pelos desvios de caminhos, a vergonha re-rompe-se a cada instante. Essa vergonha co-rompe e figura como os baldios terrenos, ruas, avenidas e estradas viscinais ou arteriais de uma pulsante e safenada metrópole.
Enquanto isso, paradas, desvios e rodopios são executados diariamente para escapar das rasteiras e dos tropicões que todos estão sujeitos, seja no início, meio, do trajeto ou no seu final. Um final que nunca cessa a paranóia de estar prestes a cair em uma nova ou qualquer outra velha cratera marginal.
Palmirinha
Hoje eu a vi num estande!
Trazia o sorriso franco
de bicarbonato branco
sobre os lábios de páprica.
Num tímido cantinho
junto ao orégano e ao cominho,
o cravo negro e a canela,
lá também estava ela.
Aquele sorriso franco,
os cabelos de açafrão.
Na pimenta, no alecrim,
no urucum, manjericão.
No louro verde, hortelã,
na salsa e cebolinha,
erva-doce, [mãejerona]
Sempre a doce Palmirinha.
De José Alberto Lopes
" Você não é selvagem, é uma criatura civilizada capaz de raciocinar e só admitir a fé racional. Estude o Espiritismo e não se deixe levar por tolices. "
Livro – Obsessão – O Passe – A Doutrinação.
Enquanto a gruta no alto do morro despertava com a algazarra das maritacas, lá embaixo, sob o abraço sombrio do cânion, a carruagem seguia seu curso."
É muito bom ter amigos | e saber que somos aliados | numa viagem quase sem fim | e feliz por ter retornado |
trecho de umas de minhas canções🎸😎
