José Echegaray
Humildade me ensinou a diferença entre "Estratégia & Tática":
- Estratégia; Quando não há nada a fazer e ser tático.
- Tática; Saber quando e oque há para se fazer.
"Começamos com fé e estoicismo, terminando com ceticismo e incredulidade, e a busca lasciva pelo prazer egoísta.
Você nasceu estoico e vai morrer epicurista."
Pessoas...
Algumas conhecemos, outras achamos que conhecíamos...
Surgem do acaso ou nascem com a gente
Somem num piscar de olhos sem deixar ao menos um cartão postal
Perdemos sem perceber, como se caíssem durante a mudança dos sentimentos transportados em carroceria aberta, soltos, desembrulhados e desamarrados
Apenas amontoados ao vento da própria sorte
Pessoas que marcam não esquecemos jamais
Amigos, amores
Tesões, paixões
Desapontamentos, traições
Marcas são tatuagens na alma e ficarão na lembrança, eternamente!
Uva negra
Olhar seus olhos negros em meio a um sorriso é como saborear as uvas negras, doce na medida do quero mais, suave a ponto de repetir, gostosa como o despertar sem pressa e sem medo de ser feliz.
silêncio e prazer
Suas pernas firmes que caminham como se não houvesse pressa, que se mexe delicadamente, como uma dança romantica, me faz crer que amar é sonhar, respirando calmamente até que tudo vire silêncio e prazer.
Meu corpo no seu
Quando sinto seu corpo no meu, percebo o quanto meu coração grita em surros por um pouco de atenção. Minha respiração acelera e esses segundos perduram por horas de alegria. Se isso é amor eu não sei, mas que isso me excita e me renova, tenho certeza.
Não é a noite escura da alma que você teme, seu medo é daquilo que está oculto no mais íntimo do teu ser reprimido.
O breve luto do amor
A vida é curta, e os sentimentos; e o amor também,
É como fumaça que se desvanece com a força do vento; e o amor também,
É como lembrança que amanhã se esquece; e o amor também,
No peito adoece como quem se entristece, até que sonhe com alguém.
No seu luto há uma dor inconsolável duradoura como a bolha de sabão expelida para o ar,
Cada um tem seu tempo, sua dor e seu momento,
Mas, logo se esquece de que tudo na vida sempre se repete, e que o amanhã é incerto.
Porém, não há quem julgue o amor, pois é remédio que cura qualquer dor.
Vida que segue; que alguém me guarde me ampare, me carregue,
O que eu preciso é de amor, ou melhor, de tutela, para minha alma fraca e bela.
Gratidão ao que tenho
Essa noite eu sonhei que havia perdido tudo. Estava apenas com uma túnica no corpo e sem nenhum dinheiro para gastar. Tinha vergonha de olhar para as pessoas e dizer quem era, como cheguei até ali e o quanto tinha fome e vontade de viver. Por um momento, sentia raiva da vida, até que alguém me deu um prato de comida, uma roupa seca e um lugar para tomar banho. Fiquei parado em frente ao espelho tentando compreender porque estava daquele jeito e nada me confortava, não percebia a esperança e nem a beleza, apenas a dor e raiva de estar daquele jeito. Dê repente uma pessoa senta ao meu lado e diz, você ainda está vivo, ainda recebeu um prato de comida e uma nova roupa, porque ainda se encontra triste? Acordei e resolvi agradecer aquilo que tenho e já não percebo que tenho. Agradecer meu trabalho, ter para onde ir, por meus amigos e colegas, pela família, por ter onde dormir, tomar banho e pela comida. Agradecer a esperança de dias melhores e a beleza de ser grato a vida, que tenho por meu suor e merecimento.
Correntes do ego.
Tem coisas que cansam, que precisam ser abandonadas ou simplesmente precisam ir. Quando isso acontecer experimente a si mesmo.
Muito daquilo que chamamos de grande invenção um dia foi chamado de porcaria inútil e ridicularizado por alguém.
O QUE VOCÊ CHAMA DE VIDA?
Muitas pessoas ao longo de suas vidas, sempre se perguntaram acerca do real sentido de viver e esta aparentemente nos parece ser uma pergunta de resposta fácil. Logo pensamos que para viver basta existir. Será que é só isso mesmo? Segundo a bíblia, nós, pobres mortais, criaturas divinas, ganhamos o livre arbítrio de viver as nossas vidas, ou seja, a possibilidade de fazer escolhas boas ou ruins.
A pergunta é: O que estamos fazendo da vida com as nossas escolhas que fazemos? Qual o real sentido estamos dando à nossa breve passagem na terra? O que estamos fazendo de bom ou ruim? Que tipo de valor estamos gerando para nós ou para os outros?
A primeira hipótese a que chegamos é que ainda não sabemos o real propósito de viver, por se tratar da existência de um mundo de guerras, fome, tragédias, destruição ambiental e dominado pelo Deus Mamom, o Deus do dinheiro. Neste mundo a coisa tem vida e as pessoas apenas existem. Karl Marx vai chamar isso de coisificação, que em síntese é o ato de reduzir tudo, inclusive as relações sociais para um processo de utilidade prática e não reflexiva.
As mercadorias se relacionam nos mercados e na vida real, já as pessoas apenas seguem o jogo da existência. As pessoas seguem os rastros das mercadorias buscando ganhar mais dinheiro, e tirar proveitos de um mundo material de fantasias. Nisso, as pessoas acabam deixando de fazer o que é essencial, que é o ato de viver e não apenas existir.
Poderíamos dizer que viver não significa apenas estar vivo, os animais também existem, e sim aproveitar a vida, vivendo com todo o seu potencial. Experimentar todos os tipos de coisas, realizar seus projetos ou simplesmente viver livremente enquanto se preocupa apenas em satisfazer seus gostos e desejos, pois o verbo viver pode significar todas as suas coisas. Marx vai dizer que há sim um propósito e um sentido em tudo existir. “A quantidade de dinheiro se torna cada vez mais seu único atributo poderoso; assim como ele reduz todo o ser à sua abstração, reduz-se ele em seu próprio movimento a ser quantitativo. A imoderação e o descomedimento tornam-se a sua verdadeira medida...”
As nossas vidas não são tão ditadas por um ser superior, o quanto ela é pelo dinheiro e pelas relações materiais de nossa existência. É como dizer: estamos mais preocupados em salvar as nossas peles do que nosso espírito. Estou dizendo isto sem a menor intenção de crítica ao caro leitor, mas no sentido de dizer que as coisas pelas quais nos preocupamos são tão incipientes, que acabam sucumbindo até mesmo ao nosso ato de existir e viver.
É possível viver? É possível ser feliz em um mundo de relações líquidas ditadas pelo capitalismo?. Como conduzir sua própria vida quando a mesma é organizada por algoritmos e suas vontades em síntese não são suas e sim daquelas empresas que pretendem lhes vender coisas? A resposta não poderia ser simples. Viver nestas circunstâncias requer de todos nós autoconhecimento e autocontrole da situação.
O primeiro passo é entender o nosso papel e função no mundo e no universo. As pessoas gostam de ser servidas, mas poderíamos começar pelo ato de servir e dar valor e sentido real às coisas que de fato fazem mudanças significativas em nossas vidas. O nosso principal oponente é nosso próprio Eu. O nosso Eu, mesquinho, tacanho, imediatista e consumista é a real pedra no meio do caminho e para superação será preciso rever nossos padrões ruins de comportamento de raça, de bicho, de ser humano. É preciso superar os egos, nossos vícios que nos conduzem ao abismo. Um segundo passo importante é entender a situação. Quais as nossas forças e fraquezas? Quais são as barreiras impostas que nos impedem de sermos felizes e gerar valor nesta vida. E aqui residem as tomadas de decisões mais importantes.
Neste primeiro texto introdutório gostaríamos apenas de deixar uma questão ao nosso nobre leitor: Você sabe a diferença entre viver e existir?
José Ronaldo S Santos
ENCRUZLIHADA
a vida tem uma encruzilhada:
Hora de empunhar espada
de dizer um grito
de espremer o chão
Hora de usar os braço
sou cruzá-los
em vão
Esta hora de decisão
nos apanha de emboscada (:)
Já não é mais possível escapar da estrada
Já não é mais possível esperar alheio
à multidão que passa
A Alma queria deitar-se cedo?
Mas o Corpo quer uma coisa só:
caminhar com a multidão!
Um conceito é uma representação complexa, elaborada e abstrata da realidade percebida - habitualmente evocada através de uma simples expressão verbal, imagem ou fórmula - e capaz de funcionar simultaneamente como unidade de conhecimento e unidade de comunicação
[extraído do livro 'O Uso dos Conceitos - uma abordagem interdisciplinar'. Petrópolis: Editora Vozes, 2021, p.36]
