Jean la bruyère
"Pelos minutos ao seu lado eu abandonaria meus sentimentos ao vento, somente para ver minhas lágrimas secarem com o vento, o mesmo que apaga minhas esperanças, mas nunca o meu amor."
Ah! Quando eu beija-la... A beijá-la-ei com toda intensidade, não só com a boca, mas com todo o meu corpo.
Irei percorrer o teu corpo, como que se eu quisesse invadi-lo bem devagarzinho e desvendar todos os seus medos e mistérios, como que se única barreira para esse momento fosse o tempo.
Ultrapassarei todas as fronteiras do teu corpo e da minha paixão, onde o medo e os limites não existem. Serei pra ela sua maior realidade e ela será pra mim o meu maior sonho.
Acordar pela madrugada, misteriosa atraente, torna-se be-
la ao receber um bebê , que adiantou sua vinda a este mundo.
Me tranquilizo, continuo a refletir, minha mente está mais clara, tenho que mantê-la assim. Já analiso melhor, meu coração abatido desacelera, vem o alívio, à alma re-
cebe o refrigério tão merecido.
Reflito e analiso minhas próprias imperfeições, procuro trabalhá-las incessantemente para combatê-las.
E se um dia o mundo virar as costas para mim.
Olharei para as estrelas e lá verei a verdadeira resposta.
"Quando a saudade faz morada dentro do coração não se consegue arrancá-la, seria necessário jogar o coração fora..." (Irene Aguiar)
Não necessitara de ordem de comando, quando lá fora já não tiver mais nada do que procuramos. Não precisamos de medalhas de honra.
Em meio o mundo que vivemos. o dificil não é enfrentar uma guerra, e sim continua-la em meio a tantas perdas e tantos tropeços que temos, é assim a vida.
Uma guerra pela sobrevivência
Não posso acariciar sua voz, apenas ouvi-la, e sentir tu-
do o que ela me provoca, e isto para mim, é muito pouco, --
preciso de muito mais.
Não existe companhia melhor que a minha. E se um dia alguém tiver a satisfação de desfruta-la também descobrirá isso
POR MAIS UMA NOITE...
O sonho me foi tomado
despertei na solidão do meu quarto
lá fora, a madrugada segue insone
Sinto os lençóis ainda úmidos pelo teu suor
eles exalam o odor que roubei de ti...
Apuro minha vista
fios de ouro brilham no travesseiro,
são teus cabelos que ali se enroscaram...
Uma doce voz invade o silêncio noturno,
ouço tuas palavras,
teus sussurros de prazer e emoção...
Um breve arrepio retrai meu corpo
fecho os olhos e te enxergo na escuridão
teu olhar me domina,
teu sorriso me encanta...
De repente vejo-me louca,
cercada por alucinações agarro o vazio...
Você fugiu, enjeitando meu amor,
deixou-me perdido neste quarto desabitado
de tua deslumbrante figura ...
Do desalinho de minha cama,
vejo com pesar os armários limpos,
viajo em teu relevo, exploro teus limites,
descubro seus segredos mais íntimos...
Mas tu se evapora,
sumiu sem querer se despedir,
não deixastes sequer um tchau no espelho...
Minha vida ruiu em um abismo,
meus olhos suplicam por tua imagem,
meus lábios secos exigem teus beijos,
quero seu toque para me acalmar por alguns segundos,
por mais uma noite...
Não deixa o sol chegar...
Lágrimas banham meu rosto
Onde você está?
Em que braços você se encontrou?
Na minha cama,
perdi teus afagos...
um caos lançou-se em minha vida,
meu coração sangrando implora
que o tempo regresse,
para a véspera de tua partida...
A rotina me sufoca e sou obrigado a vivê-la ,parece que vivemos a monotonia diária a
espera de momentos incríveis que só ocorrem
esporadicamente.
Do que adianta passar a vida toda procurando uma coisa, se quando a encontra não consegue percebe-la bem diante dos seus olhos?
Foi lentamente que lá cheguei. Tantas coisas desviaram minha atenção ao longo da estrada, que não percebi que escurecia mais e mais a cada passo. Notei o quanto havia me afastado apenas quando já não pude mais enxergar por andava. Olhei para trás buscando o caminho de volta, mas não o encontrei.
De repente, em meio a mais absoluta e profunda escuridão, pude perceber um vulto. A pequena figura encolhia-se num canto, acuada. Aproximei-me vagarosamente, temendo que qualquer movimento mais brusco de minha parte pudesse afugentá-la. Mas, ao notar minha presença, a menininha limitou-se tão somente a levantar o olhar, acompanhando meus lentos passos em sua direção.
Era muito magra e trajava farrapos. Estava descalça e seus cabelos despenteados eram tão negros que se confundiam com a escuridão do ambiente. As mãos pequeninas e trêmulas repousavam sobre os joelhos. Os dedos das mãos estavam muito feridos, como se ela houvesse tentado se agarrar com muita força a algo que lhe tivessem arrancado impiedosamente. Tinha o rosto sujo e olheiras profundas como se há muitos dias não se alimentasse.
Quando parei diante daquela frágil criatura, notei que havia uma corrente presa a um de seus tornozelos e que os elos estendiam-se escuridão adentro. Ajoelhei-me diante dela. Seus olhos eram enormes, marejados de lágrimas, e me fitavam com uma dor absurdamente comovente.
- Quem é você?
- Estou aqui há tanto tempo que já não me lembro quem sou.
- O que faz aqui sozinha? Não tem medo da solidão?
- É o que mais temo – respondeu-me em fraca voz. – Ajude-me, por favor!
Sua súplica era quase um sussurro, demonstrando o inegável cansaço que a acometia. Surpreendentemente, suas mãos pequeninas e feridas agarraram-se com força às minhas. Lágrimas desesperadas derramavam-se incontroláveis pela pequenina face. Em meio a soluços, levantou a cabeça procurando com seus olhos enormes o fundo dos meus.
- Ajude-me! – voltou a suplicar. – Guie-me para a luz. Não quero mais estar só.
- Ó, minha criança, perdoe-me, mas não sei como. Eu simplesmente não sei como...
