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Não desista do seu sonho só porque alguém te julga um sonhador. Nenhuma grande descoberta nesta vida surgiu de alguém que não sonhasse.
Sem antes eÂ
sem â depois!
SĂł o agora!...
mesmo assim ele serĂĄ passado!
Vivamos inteiros e nada mais!
â O que vocĂȘ tem oferecido nos seus relacionamentos?
Se o resultado destas reflexÔes te indicam na solidão, certamente, as suas ofertas não são acolhidas pelos receptores.
â Faça a sua escolha de vida e realize!
A vida nasce em vocĂȘ e, jamais, vindo sĂł para vocĂȘ!
Somos universais!
â SĂł soube muito depois que o que eu escrevia se chamava poesia. Nunca tive interesse pelas definiçÔes, pelos rĂłtulos. Aborrecem-me mortalmente as discussĂ”es estĂ©ticas.
â #INSĂNIA
Atravessa a noite...
Gostaria de ser inesperada...
NĂŁo sou sĂł eu quem dorme tarde...
Enquanto o coração arde...
Aqui dentro sentimento...
Quantas noites sem dormir apenas olhando...
Esse tĂŁo louco e estranho sufoco...
Sombra que eu carrego....
EspĂrito cego...
Silenciosa e fria...
Por que se arrasta tĂŁo longa?
Por que o espelho mente...
Enquanto o sonho se dissolve?
Para alguns tarde...
Para outros muito cedo...
Fico girando o mundo...
E a paisagem parada...
Chego a ter medo dessa paz...
Hå anjos em pé, por sobre as nuvens...
Em alamedas, ruas escuras...
Na procura de um doce instante...
Espalhando sementes ao vento...
Ouço ao longe gritos...
Mendigos e curiosos...
Bandidos e criminosos...
Desdém do acaso...
Das noites sem destino...
Um detalhe aqui, outro ali...
Lå fora névoas de incertezas...
Aqui dentro uma penumbra de sentimentos...
Todo mundo rasteja pela madrugada...
Momentos que eu perdi...
Olhares que eu nĂŁo vi...
Saudades das coisas que nĂŁo fiz...
Sino da igreja calado...
InsĂŽnia escancarada...
Alma despedaçada...
E vai-se a hora...
Amarroto os lençóis...
Desforro a cama...
Junto todos os meus cacos...
Tudo Ă© chama...
Junto com as cinzas do meu corpo cansado...
EntĂŁo, me diz alguma coisa...
Pra sempre ou sĂł por um momento...
E eu ainda estou aqui pensando...
Enquanto passa o tempo...
Sandro Paschoal Nogueira
â #ADIANTEÂ
SĂł compreendo quando olho para trĂĄs...
SĂł vivo quando sigo em frente...
Entre o jĂĄ e o jamais...
Nascente e poente...
Pouco quero ou quero mais...
Sempre prudente olhar adiante...
Até onde a vista alcança o horizonte...
Mas tĂŁo difĂcil Ă© passar do alĂ©m...
Sonhar entĂŁo se faz necessĂĄrio...
Superar Ă© preciso...
Esconder as lĂĄgrimas ou o sorriso...
Na vida Ă© assim...
Cada um tem a idade do seu coração...
E agora eu decidi...
Afogar a traição...
E prosseguir...
Provavelmente vou, olhar para trĂĄs...
Faz parte...
Um sorriso levado no rosto...
Sem medo de mudar...
Sem medo de ser feliz...
Como sempre eu quis...
Quando tudo parece escuro ao nosso redor...
Ă que percebemos a luz...
Uma hora a gente tem que olhar nos olhos dos medos...
E sem receio...enfrentar...
Admito que me consumiu, que me despedaçou...
Mas agora aqui estou...
Juntei os cacos do que sobrou...
Reparei minha dor...
Faço tudo o que posso...
Um pouco a cada dia...
Em pequenos momentos...
Navegando em maresia...
Verei, na verdade, jĂĄ vejo...
Que vocĂȘ foi um adereço...
Uma fantasia...
Em tempo perdido de falsa alegria...
Deixar o vento agora bater...
A brisa levar pra longe os pesares...
JĂĄ nĂŁo quero mais seus olhares...
Minha caminhada nunca termina...
HĂĄ uma longa e infinita estrada a ser vencida.
Sandro Paschoal NogueiraÂ
ConservatĂłria - Caminhos de um poeta
â #APRENDIZ
Quando sentiu-se sĂł...
E tudo ruiu ao seu redor...
NĂŁo pĂŽde dar mais do que tinha...
No olhar jĂĄ perdido...
TĂŁo difĂcil de encontrar...
Vagou...
Em meio aos sonhos...
Clamou na solidĂŁo...
Na vida regulada pelos ventos...
Sentiu oco seu coração...
No descaso do acaso...
De si mesmo fugindo...
A noite existe...
E a vida vale todos os momentos...
EntĂŁo simplesmente esperou...
Que de longe viria...
Enquanto nada acaba de todo ainda...
Um deslize em seu destino...
Para mudar sua sina...
Voltou a contemplar as velhas coisas como novas...
Deixando de desaguar seu olhar...
O que na tormenta se perdeu...
PĂŽs-se a replantar...
Nas manhĂŁs de domingos...
Novas estradas na vida foi adiante...
No lĂmpido azul do cĂ©u...
Descortinou um novo horizonte...
Por um tempo...
Por uns tempos...
Por mais tempo...
Cessaram os lamentos...
Restou apenas a saudade...
De que lhe fez mais forte...
E entre tantas riquezas que tem...
Sente com mais ardor...
A natureza que sĂł em si viveu...
E estĂĄ bem...
Sim senhor...
Sandro Paschoal NogueiraÂ
ConservatĂłria - Caminhos de um poeta
â #OS #AMANTES
Era uma vez...
E isso Ă© sĂł um detalhe...
Algumas palavras de amor...
Algumas palavras de Ăłdio...
Entre casos e descasos...
Entregas e posses...
Um refĂșgio...
Um sussuro...
Mal nos conhecemos...
E me eu coração pronto a pulsar...
Depois de um sorriso...
Estava pronto a lhe entregar...
Estranha nossa histĂłria...
NĂŁo ao erro perseguido...
Sim a verdade partilhada...
Um trabalho sem fim...
Dessa fĂĄbula encantada...
Meu corpo ao seu desejo violento...
Tantas vezes por mim desejado...
Quando a noite perdia o rosto...
Quando vivi com mais gosto...
Mas toda histĂłria tem seu fim...
E o silĂȘncio dos amantes entĂŁo se fez...
E o tempo lancinante nos esgotou...
JĂĄ nĂŁo dĂĄ mais...
Tudo terminou...
Sandro Paschoal NogueiraÂ
facebook.com/conservatoria.poemas
â #ESQUINAS
SĂŁo tantas as esquinas...
Mas vai ser Ă© sĂł isso...
Bater a porta e sair por aĂ...
Se perder querendo encontrar-se...
Deixar-se possuir...
Um coração a ser entregue...
Para quem nĂŁo quer...
Um sorriso...
Parar de enganar-me...
Quantas esquinas eu ainda vou precisar dobrar?
A noite estĂĄ fria...
Esquinas e cantos de minha alma...vazia...
MiserĂĄvel vida a quem devo meus tormentos...
E em sonhos...
Esperança ainda vive...
Deixando meus rastros de solidĂŁo...
Fechei os olhos, diante do medo...
Fui me deixando, sombra...
Meu coração teima em dizer: te amo...
Sigo no proibido...
O ridĂculo tambĂ©m deve ser vivido...
Abro um sorriso para o tempo...
Insistente em passar...
SĂł eu sei...
Imagino o que serĂĄ...
Sigo...
Nas esquinas, nos bares... nas ruas...Â
Tendo a lua a me acompanhar...
 Sandro NogueiraÂ
Caminhos de um poeta
â #BALANCEIO
Sou sĂł...
Um silĂȘncio de olhos vendados...
Cego caminhante...
De uma, duas, mil vidas...
Em erros passados...
Escondo-me...
NĂŁo porque quero...
Mas porque temo...
Sonho...
Ah...
Como eu sonho...
E me perco...
Disfarço meus desejos...
NĂŁo sĂŁo puros...
Torturam meu coração...
Seu olhar sobre meu corpo...
Ă chicote que me fustiga...
Ă sofreguidĂŁo...
Que me alucina...
NĂŁo mudo...
E por vocĂȘ...
Me deito no chĂŁo...
Me invade...
E feliz choro...
Me entregando...
Ă sua devassidĂŁo...
Giro e reviro...
Arranho o chĂŁo...
Mordo meus lĂĄbios...
Enquanto lhe dou meu coração...
Amando num balanceio...
Tenho na pele o cheiro do amor...
Em vocĂȘ procuro aquilo que nĂŁo tenho...
Enquanto satisfaço o seu anseio...
E esqueço...
A escuridĂŁo de meu peito.
Sandro Paschoal NogueiraÂ
Caminhos de um poeta
.
â #OutrosÂ
Presente as estrelas...
Na esquiva madrugada...
Embora o mundo me condene...
Devo sonhar...
ConsciĂȘncia solta pelo vento...
Minha loucura veste galochas...
E brinca com as faĂscas nas tormentas...
PrenĂșncio de acontecimentos...
Nas demoras...
Nada digo...
Resta-me apenas o silĂȘncio...
Â
Acreditei que se amasse de novo esqueceria os outros...
Enganei -me...
Hoje amo a ti...
E também aos outros rostos...
Sandro Paschoal Nogueira
â #URGĂNCIASÂ
Bem sei que, muitas vezes temos que adiar algo...
Adiar a esperança...
Adiar os sonhos desejados...
Mas para quem tem um coração urgente...
Na espera latente...
Na sofreguidĂŁo da alma vivente...
NĂŁo compreende a brevidade...
Tudo vira uma eternidade...
E nessa sufocante necessidade...
Na Ăąnsia reclamada...
No que nĂŁo soube aguardar...
O momento se perde...
E nĂŁo hĂĄ como voltar...
Ah...
Como Ă© dolorosa a urgĂȘncia...
No peito a soluçar...
Tudo passa...
Mas nĂŁo anda...
No desejo de se entregar...
No esperar com esperança...
Eis o segredo de se amar...
Paschoal NogueiraÂ
facebook.com/conservatoria.poemas
â Minha vida Ă© repleta das coisas que sinto...
E nĂŁo sĂł de momentos que hĂŁo de passar...
E aquilo que trago no coração...
O espelho reflete sem ilusĂŁo...
Meus atos de improviso...
Tecem histĂłrias de boatos...
Os sonhos se esvaem...
Enquanto fleto com o desconhecido...
Eu... bem que tentei...
Ter o olhar compreensivo...
Ter um sorriso desinteressado...
Tal qual um menino...
Se posso ter me perdido confesso...
NĂŁo vejo meu espelho a algum tempo...
Eu ouvi falar de promessas...
Que agora jazem mortas...
Nada Ă© medido pelo seu valor...
Ah, como sei...
Quem lhe ama...
Também causa dor...
Sandro Paschoal NogueiraÂ
â Ah...
Essas conversas de botequim...
Sem princĂpios...
Sem meios ...
Sem fim...
SĂł gente e coisas...
Tudo misturado...
Com ares fétidos...
Com fumo e ĂĄlcool...
Que matou?
Quem violou ?
Quem queimou e quebrou?
Os copos balançam...
No ritmo dos corpos...
As lĂnguas enroladas...
CadĂȘ o bom moço?
Algum homem digno de ser possuidor?
Do que Ă© oferecido?
SĂŁo assim o sol, a lua, as estrelas proibidos?
Escolham novos amantes...
Como tragam suas bebidas...
BĂȘbados...
Babando ...
Contando suas feridas...
O bom nĂŁo Ă© bom, a nĂŁo ser
que mil coisas o possua...
Escondem a aflita dor...
No fundo dos copos das bebidas...
Uma certa quantidade de gente Ă procura...
Perdendo-se entre vozes altas e lamĂșrias...
Enquanto aparecem os poetas Ă procura...
De também esquecer suas desventuras...
Amor querido...
Quando teria eu interrompido esse sonho feliz?
Mesmo por ti abandonado...
Entre os ébrios...
Ainda te quero bem...
Olhe-me nos olhos...
E por favor...
Por favor...
NĂŁo vĂĄ embora...
Sandro Paschoal Nogueira
â Grande ilusĂŁo morta no espaço tempo...
Do fundo do copo...
Disfarçando a espera de um qualquer sofrimento...
Pelas saudades que lhe aterram...
Procurando no amor a felicidade...
Entre conversas vĂŁs...
Entre os descasos sem cuidados...
Pertencer a quem souber...
Apreciar os trejeitos...
No Ăntimo mais profundo...
Ignora o silĂȘncio e o eco...
O que o coração murmura, a voz não diz...
Entorpecido sente-se feliz...
E vĂŁo-se em mar a fora...
Os sentidos embriagados e mal sentidos...
Que tudo Ă© ilusĂŁo que esta alma sente...
Se nada hĂĄ de novo e tudo o que hĂĄ...
Sentir prazer em deitar-se com o perigo...
Que alguém lhe mostre a tua imagem, como tantos, sem sentido...
Sem expor Ă vergonha...
Sem alardear seus gemidos...
Pobre esperançado...
Que anda crĂȘ na ilusĂŁoâŠ
Do amorâŠ
Da fantasia...
Que nas portas dos bares aguarda...
Alguém a lhe acompanhar pelas ruas...
Tudo posso esquecer em minha vida...
As visÔes em minhas estradas percorridas...
SĂł nĂŁo consigo me esquecer no entanto...
Dessa figura de alma nua...
Sandro Paschoal Nogueira
