Almeida garrrett
As flores
Colorem,
Enfeitam,
Fragranciam...
Os poetas
Sonham,
Estribilham,
versificam...
Os artistas
Lapidam,
Bordam,
Criam...
Os professores
Acolhem,
Fascinam,
Contagiam...
As mães
Aleitam,
Adoçam,
Aconchegam...
As crianças
Embelezam,
Purificam,
Enriquecem...
Eu penso
Costuro,
Desteço,
Remendo
Alinhavo...
Costuro pra falar de poesia em fio
Desteço pra falar do céu, das estrelas e brilhos
Remendo pra falar da esperança em versos
Alinhavo pra falar que amar é amar você eterno.
RIO, ENCANTO MEU
Quantas ruas, becos e vielas
Transpassam dentro de mim
São as esquinas da vida
Que escondem meus fragmentos.
Nas largas avenidas
Que amolecem os meu pisar
Ah, princesinha do mar
Garota encanto de Ipanema
Ah, sol da Prainha
Barraca do Pepê
Reserva Marinha
Desenrola meu espírito.
Alô, alô!!! Realengo, Madureira, Penha !
Trilhas de profundas caminhadas
Tijuca, Andaraí e Vila Isabel
Marchinhas de muitos carnavais
Meu Império Serrano
Nascido no alto da Serrinha
Tudo canta meu Rio de Janeiro
És tu que mora nos cantos de mim.
MARIAS
Maria bendito nome
Da santa mãe de Cristo
Maria! Quantas Marias!
Quantas Marias sem Cristo.
Maria somente o nome
Maria sem sobrenome
Maria sem paz na vida
Maria sem fé em Cristo.
Maria desiludida
Maria sem sonhos
Marias, Marias, Marias...
Maria pecaminosa
Maria filha da fome
Maria sem esperança
Maria que lamenta a sorte
De ser apenas...
Maria,
Maria,
Maria...
ÍNTIMO
Gosto de devassar teu existir
Contemplar tua essência ardorosa
Descobrir tuas fantasias profundas
Contemplar teu jeito leve
Tudo em ti são volúpias
Gosto de contemplar em ti
Tua boca afogueada
Sabes que te desejo puro
Tocado apenas pela água que te banha
Que passa tênue, orvalhada no seu corpo
Gosto de desnudar teu íntimo
Contemplar teu interior serenado
Em cada canto de encantos febris
Descobrir teus recantos virgens
Nunca antes tocados por ninguém
Gosto de descortinar teu ser
Contemplo tuas mãos voluptuosas
No descampado dos teus olhos
Um mar calmo, sem ressaca interior
Capaz de revelar a pureza tua alma
Deixe eu contemplar teu caminhar
Tua voz sossegada
Tuas palavras adocicadas
Tua alma vaporosa
Tudo em você...
IMPOSTO EMBUTIDO NAS CALCINHAS
Juvenal era um cara que só trabalhava duro. O coitado tinha mulher, quatro filhos, um cachorro e um papagaio. O dinheiro não dava para nada. Para complicar tinha o raio do imposto no meio do caminho. Era como um pedregulho! Tomava o café da manhã já pagando imposto. Já não passava manteiga no pão. Pra quê? Vinha recheado de imposto!
Um dia a mulher falou:
- Preciso comprar umas calcinhas, as minhas estão puro trapos. Não dá para viver assim homem!
Ele respondeu:
- Mulher, calcinhas pra quê? Anda sem calcinhas! Andar sem elas não paga imposto, agora se você comprá-las elas virão etiquetadas com impostos, e você nem vai perceber. Não aguento mais pagar impostos. Comida tem imposto, diversão tem imposto, assistir televisão tem imposto... Para onde vai esse bendito imposto. Já sei. Vai para o Senhor Impostor! Ele deve ser o mais rico do mundo. O Senhor Impostor pega todos os impostos e ri da cara da gente! Ele come pão recheado de caviar.
E continuou o homem a falar:
- Já estou pensando até no imposto da funerária quando você morrer.
A mulher olhou espantada para o marido! Ela iria completar cinquenta anos, mas ainda era jovem e vistosa. Como pensar em morte? Gozava de boa saúde. O raio de homem! Estava doido! Só porque precisava de umas míseras calcinhas?
Pensou:
Juvenal está ficando maluco! Ou quer que eu morra. Vou ter que andar sem calcinhas só para economizar impostos para pagar o meu funeral? O homem enlouqueceu de vez!
Muito braba chamou o marido e falou:
- Escuta aqui Juvenal, que história doida é essa? Quer que eu morra logo? Assim paga logo o imposto do funeral e fica livre?
O homem respondeu:
- Mulher pare de falar e pense. Na vida são impostos para tudo! Tudo vai para o Senhor Impostor. Dizem que ele faz melhorias para a população, mas é mentira! Fica com tudo para ele. Eu já não uso cuecas e qualquer dia vou andar nu. Assim, não pago o imposto embutido na roupa. Que mal tem andar sem calcinhas? Ninguém vai saber. Só se contar.
O homem estava tão revoltado de dar dinheiro para o Senhor Impostor que havia uma completa recessão em casa. Todos estavam tendo que se abster de algo. Agora chegou a vez das calcinhas, ora!
Gritava com todos:
- Economizem água, economizem luz, comam menos, não comprem roupas novas, nada de celular aqui, só duas horas de televisão por dia, nada de ventilador ligado!
Juvenal estava tão estressado que teve um piripaque.
Foi parar em um hospital público, é claro, não tinha plano saúde. Será que o Senhor Impostor fazia alguma melhoria no hospital? Que nada!
Juvenal morreu por falta de medicação! E a mulher teve que se virar para pagar o funeral. Lá foi o imposto embutido no que tanto o homem já estava preocupado.
E assim, a mulher teve que se virar com uma magra pensão. Os cortes em casa pioraram ainda mais.
Coitada! Passou a andar sem calcinhas.
Assim como para ver o grande globo azul que vivemos você precisa estar fora dele, precisamos sair de nós mesmos para ver o nosso todo.
Assumir um erro é o subjacente do ego, que só se manisfestará de forma explicita quando se implica em perder algo.
O sistema anárquico era para ser o ideal, todos em busca de um bem comum, sem governanças ou autoridades, sem alienação politica, sem essa guerra politica entre esquerda ou direita todos vivendo para um propósito, a evolução humana. A evolução da sociedade deveria se passar em cima desse processo, mas pensar assim seria ingenuidade, enquanto tiver um que não coloque a igualdade a cima de outras coisas, enquanto tiver rico ou pobre, enquanto tiver avareza, enquanto tiver Inveja, enquanto tiver o bem e o mal haverá desordem. A evolução como sociedade se passou sempre com um governante e seus seguidores sempre foi assim, e sempre será.
Leis e sanções são necessárias principalmente nesse ponto em que chegamos como sociedade, tem que haver governança a utopia do anarquismo do libertarismo na sociedade hoje é ilusório.
UM BATE-PAPO COM A BONDADE
Em algum momento da história de sua vida você se encontrara com a bondade. A bondade certamente se apresentará para você dá forma mais simples possível buscando entender, compreender para que então possa lhe oferecer a melhor maneira de lhe ajudar.
A bondade me chamou para um bate-papo e quando conversamos eu pude perceber que Ela estava desejosa por almas de coração puro para que pudesse fazer morada e assim ajudar mais pessoas.
A bondade me disse que os dias são de dor, lamentação e os caminhos dos homens são tendenciosos ao mal; não satisfeita com tudo isso, a bondade resolveu equilibrar todo o cenário que estava diante dos seus olhos e me disse “ainda existem almas de coração puro por ai, o professor silêncio que nos relevou através de suas atitudes.” Resolvemos então nos encontrar com o professor silencio novamente que com algumas atitudes simples nos mostrou que não apenas os corações puros estavam por aí, mas que também ainda se existia corações apaixonados pela verdade e admiradores do bom caráter. Assim, começou a busca da bondade pelos corações puros, procurava-se verdadeiras intenções, procura-se liberdade, escolhas que eram guiadas pelo coração, procurava-se simplicidade.
A bondade ainda existe e o silêncio é um bom professor!
Resende, 26 de abril de 2020
VORAZ
A ferida abriu na minha boca com teu roubado doce beijo
Entardecia e você veio sorrateiramente
Em um pecado faminto invadiu meu ser
Em um ritual pecaminoso levou-me a loucura
Bailado louco de devaneios mil
Jamais o sol, a lua e nem as estrelas poderiam nos espionar
Tudo era secreto
De mãos dadas por caminhos floridos, jamais
Uma sede do querer proibido nos invadiu
Não era mais a sede da adolescência
Era a sede da insensatez
Eu desabrochei em amor
Você não! Somente voraz e carnívoro
Teus desejos carnais penetraram em mim
Eu mergulhei num oceano de paixão avassaladora
Tu não! A cobiça pela carne era teu intuito
Mergulhamos...
Um entorpecido bafo de amor
Outro apenas no desejo antropofágico
Dos teus beijos pura peçonha escorria
Anestesiavam-me e enchiam-me de prazer
Tu foste como um furacão que passou em mim
Deixou-me completamente destroçada
Hoje sou retalhos que precisam ser costurados
As marcas ficarão em mim para sempre
Como cicatrizes de profundas feridas fugazes.
Um pensamento só será um grande começo se tiver meio e fim, caso contrário, será apenas um pensamento.
A vida é um jogo projetado com intenção de fazê-lo perder, para testar sua real capacidade e determinação de ganhá-lo.
Flores nascem em jardim errado, porem existem jardins que aprendem a conviver com Flores assim, mais as flores por força do vento, tenta sair deste único jardim que o acolheu, suporto todas as tempestades mais a segurou, Tal flor, desprezou e foi cortada da raiz, levada pelo vento ao um lugar incerto, conhecendo outro campos floridos e outros mortos, e o jardin ficou com um pedaço de sua petala.
A flor hoje vive a espera do próximo vento bater, pois sem o campo que acolheu esta sozinha e arrependida, por te deixado lá aquele carinho único que recebeu, e hoje ela tenta voltaar...
e quem sabe eu volte...............................
quem sabe isso volte a ter graça............
quem sabe um dia.......................
quem sabe nunca...............
quem sabe amanhã..................
quem sabe daqui um ano................
daqui alguns segundos.
está na hora de transformar...então que seja em borboleta....
que não traga saudades,que não deixe lembranças,e que não seja lembrada.
porque só percebemos o valor das cores quando a enxergamos.
então que seja borboleta.e quando voltar se voltar...........que seja abelha....que produz o que de mais doce existe......
