Almeida garrrett
CIGANA
Sou andarilho...
Caminho ao vento sem rumo,
O Sol queima o rosto,
Adoro a brisa que vem do mar.
Também quero ser cigana andarilha,
Com a saia rodada, rodar e rodar,
Quero em qualquer trilha andar e andar...
Correr descalça na a beira mar
Quero ser cigana,
Cheia de luz e magia,
Ser doce como o mel,
Com encanto dançar,
Vou ser andarilha,
Como tu és,
Vou dançar nas noites ao redor da fogueira,
Quando a lua brilhar,
Vou colocar você nos meus sonhos de amor,
Livre vou ser é meu coração deixar seguir,
Com muita emoção,
Vou seguir meus instintos,
Vem andarilho, estou te esperando,
De saia rodada, com flor no cabelo, de pés no chão...
Cigana já sou...
Vivendo caminhos, dançando e rodando,
Minha saia estampada, minha blusa cigana,
Com ombros de fora,
Cigana feiticeira, lançando feitiço em qualquer lugar,
Uso rosa vermelha nos cabelos longos,
Revoltosos ao vento,
Cigano andarilho...
Veja meus encantos,
Com mãos de violonista,
Me toque em sinfonia,
Ao redor da fogueira,
À luz do luar...
AMOR...
Hei de amar-te até morrer, com toda a intensidade que incendeia meu ser,
Na solidão das noites, penso em ti,
Loucamente dentro da minha desvairada mente sempre estarás presente,,
És tempestade em mim, tormenta,
De todos os amores que tive,
Você permaneceu único,
Não sei se é vício,
Não sei se é virtude este amor guardado, diamante raro...
A ele dediquei todos meus momentos felizes,
Sem nada em troca,
Foi paixão desde a adolescência,
De inquietude, de desejos insanos...amei,
Eu só sei que amei, amei, amei...
Sei que houve cumplicidade da tua parte,
Amantes... sonhos consolidados,
Somente eu a ti não julguei,
Não exigi nada, eras meu!
Silenciosamente amei em todos os momentos,
Só que um dia a morte chega, implacável, impiedosa, fria...
Sem dó me roubou você,
O que importa é que me dedicasse amor,
Até o último suspiro,
Agora distante...por onde andarás???
Alma gêmea da minha alma...
DUELO DE AMOR
Quero colher todo o brilho do teu olhar cigano,
Quero todos os caminhos do teu corpo andarilho,
Quero te tirar do rumo, do trilho, do plumo,
Quero te revirar do avesso e revesso,
Quero uma noite infindável de loucuras,
Quero teus beijos, desejos sem limites,
Quero descampar teus implícitos,
Quero teu corpo nu na fome antropofágica,
Quero tuas carícias entre beijos fervilhantes,
Quero invadir teus segredos pecaminosos,
Quero os teus mais exóticos e depravados segredos,
Quero que me possuas sem limites impostos,
Quero percorrer seus intervalos,
Quero que se perca em mim,
Quero toda a plenitude dos teus delírios,
Quero me embriagar em ti,
Quero nos desnovelar amantes noite adentro,
Quero que o Sol demore a descortinar no céu,
Quero embriagar-me até o amanhecer,
Quero ter bebido todo teu néctar perfumado,
Quero te ver exausto de satisfação,
De uma noite quase eterna,
Em que me perdi em ti...
SONETO INVERNOSO
Inverno, dias tristes, sem luz...
As árvores se despem de seus trajes verdes,
Esqueletos inertes,
Meu pensamento fica triste, sinto tua falta!
Em minha cama enrolada em cobertores,
Onde estão teus braços, enlaces, abraços, não sei!
Onde estão nossos abrigos invernais?
Tudo ausente de meus sonhos, encantos, magias...
Por que partiste para tão longe?
Na solidão das minhas noites,
Fecho os olhos, imagino, sinto você
!
Apareces entre anjos imensos…
Em um céu repleto de estrelas,
Sorris para mim…
Não existe inovação com medo, não existe tomada de decisão com medo, não existe crescimento com medo, pelo contrário as facetas do medo provocam insegurança, incerteza, incapacidade e ineficiência. Andar com medo é declarar para si mesmo que os seus próprios sonhos são condicionados a essa variável é semelhante ao homem que sonha em pular de pára-quedas, mas que por medo não pula.
INVERSOS
A chuva chove lá fora,
Meus olhos chovem em lágrimas,
Queria chuva de meteoros,
Estrelas cadentes,
Faiscando no céu escuro...
Pra que raios e trovões?
Pra que vendaval?
Pra que tormentas?
E furacões?
Quero a brisa leve,
Que bate no rosto,
Esvoaçam os cabelos...
Quero voar ao vento,
Voar pensamentos,
Pairar nas nuvens...
ENTREMEANDO O AMOR
Amar... é entremear de doce,
É aquela luminescência que invade o outro,
É mistura de santificação é maldade,
É uma invasão de privacidade,
É aquela sagacidade que tira do trilho, do rumo, do plumo...
É sentir no íntimo o agridoce,
É embebedar-se da paixão,
Em taças vermelhas deliciando gota a gota,
O brinde do amor...
ESPERA...
Bruxa, fada, princesa...
Do meu castelo suntuoso,
Nas janelas altas da torre,
Te busco no horizonte,
Sou bruxa,
Minha porção do amor fervilha,
Não te vejo...
Sou fada, tenho asas para voar até você,
Mas não sei por onde andarás,
Sou princesa,
Da alta torre jogo as tranças,
Espero que em cavalo branco chegue amante,
Pelas minhas tranças chegarás até mim,
E entregar-te-ei todo o meu amor...
Mudanças de estado mental requerem uma cerimônia. Um casal celebra a união com pompas em seu casamento; Já familiares, se despedem de um ente querido com um funeral. Assim, você pode ter tudo para provocar uma mudança em sua vida, mas pode estar precisando realizar a cerimônia para este grande evento
A melhor forma de aprender é saber por em prática aquele conhecimento, e conectá-lo ao cotidiano. O conteúdo a ser ensinado deve ser tangível, alcançável e acessível, senão, tornam-se palavras ditas a paredes.
Talvez não seja para me apaixonar
Mas eu não ligo para destino
Vou amar ficar do seu lado
E aproveitar esse amor repentino.
O DANÇARINO NEGRO PROMETIDO
Amei você dançarino, fiquei deslumbrada, pela primeira vez que dancei. Achei até que tinha entrado em um conto de fadas, você dançarino, era o meu príncipe encantado, pura ilusão de mulher poetisa romântica.
Eu chegava até a ser sem graça. Mas, a dança me mudou totalmente o meu destino. A vida é uma constante experiência enquanto estivermos vivos, existe um processo de deslocamentos intermináveis, e cada ser humano passa por estágios, condições e atitudes e eu passava por isso.
Eu aprendi a sorrir! A vida brilhava mais, o avesso virou revesso, eu já não era só avesso, recuperava a capacidade do meu espaço, da minha liberdade até então reprimida. Aprendi a amar você, dançarino prometido.
Homem negro, alto, sorriso encantador! Nosso primeiro olhar foi pura conexão, no bolero, rainha das danças que seduz.
Você falou pra mim que o importante era ser feliz, negar o momento seria empobrecer o crescimento, as possibilidades de explorar os seus limites apreendidos através da passagem na Terra.
É um momento em que a visão é aprimorada, e o medo precisa ser vencido para que possa vislumbrar um novo horizonte, caso o medo permaneça não se vislumbra um novo horizonte, um novo amanhecer.
Por muitas vezes o destino começa a intensificar o processo da vida sem que os protagonistas percebam, e o processo vai se tornando contagiante.
Você foi meu príncipe negro prometido, gostava de perder-se seu corpo negro, dando uns olhares intensos, tu também me olhavas.
Certa vez havia um nevoeiro na serra quando voltávamos do baile, coisa encantadora, lindo de se ver, nós ficamos encantados com a beleza da natureza, conversamos, trocamos olhares. O clima ia cada vez ia tornando-se mais romântico, a natureza oferecia suas dádivas. Eu pensava em te beijar, abraçar romanticamente..
Tudo aquilo já eram as relações simbólicas da vida, aquelas que vão identificando no ser humano uma trajetória para novas descobertas, novas sensações. E tudo ia compondo um pano de fundo sem participação de coadjuvantes.
Tudo era puros desejos, até o dia que nos amamos loucamente entre pétalas de rosas, luz de velas, incenso, música... Ele falou: ”Estava escrito nas estrelas”!
ENCANTOS
No encanto dos encantos
Mora coisas interessantes
Fadas, bruxas e príncipes.
Vestidos, botas, sapatinhos.
Varinhas de condão
Pra quem transformar quiser
Tem sapos que falam e pedem
Um beijo pra desvirar
Um feitiço que a bruxa má
Cismou nele jogar
Com inveja da princesa
Que com ele queria casar.
Crianças com muito medo
Dos fantasmas da floresta
Querem encontrar uma casa
Mesmo que seja da bruxa
Que tem uma casa de doces
Depois é só engana-la
E no caldeirão cozinhá-la
Os lobos são todos galantes
Ficam só observando
As meninas de vermelho
Que vão visitar as vovós
Desfilando de capuz vermelho
Querendo eles esnobar.
Uma menina apressada
Quer fugir da sua casa Pois o pai que era o rei
Por ela se apaixonou
Ajudada pela fada
Fugiu vestida de asno
Patinho feio perdido
O gato de botas encontrou
E um coelho apressado
Para um relógio olhava
Encontrou uma menina Que o coelho acompanhava
No mundo de encantos e contos
Tem muita coisa pra ver
Quem quiser se divertir
É só querer nele entrar
Basta pegar um livro
E com ele viajar!
PEDRAS QUE MALTRATAM
Sonho meu,
Não deixe meu coração solitário.
Não me faça derramar tantas lágrimas.
Meu coração sangra...
Sonho meu,
Por que me isola?
Remove a pedra do teu sentimento!
Remove a pedra do teu querer amar!
Estilhaça a pedra que gera tanta separação e dor.
Sonho meu,
Meu coração é frágil...
Porque sofre em nome do amor.
Meu amor é puro como as águas que caem das brancas nuvens.
Possui toda a boniteza do sol que ilumina as mais belas manhãs....
Sonho meu,
Meu querer por você é maior do que o universo.
Meu coração chora e grita, grita por teu amor!
Até te peço perdão por amar-te tanto assim.
Sonho meu,
Remove a pedra que gela teu coração!
Remove a pedra que me impede de te abraçar!
Remove a pedra que me impede de te beijar!
Sonho meu,
O grande amor por ti nada na vida explica.
Meu amor por ti se multiplica a cada dia.
Quero que a luz do meu amor brilhe em ti.
Sonho meu...
TRANÇADO DESTRANÇADO
Nos tempos de minha infância
Eu usava tranças longas
Eu lembro ainda até hoje
Eram duas de cada lado
A vida era fantástica
Você nem ainda existia...
Mas o tempo passadiço
Na minha vida você saltou
Meu sorriso abrasou.
Eu era a menina de tranças
Você foi morosamente
Foi cessando o meu sorriso
E tudo foi de mansinho
Só o amargor ficou
Você fuzilou meus sonhos
Destrancei os meus cabelos
Para de ti esquecer
Cabelos banhados de lágrimas
Ocultam meu rosto triste
Todas as lembranças arrefeceram
De um tempo encantador!
VENDAVAL
De repente sou assolada por um vendaval de paixão.
Que joga os meus cabelos, despenteia, embaraça...
Um vendaval de um querer, um vendaval de precisar...
Um vendaval de sentir, um vendaval de prazer...
Eu quero, eu preciso amar-te...
É um quero, um preciso, de um amor amante...
Que tira o ar, que tira o apetite, que tira o fôlego.
Eu sei que esse querer, esse sentir,
Esse precisar não é meu, mas eu quero...
Quero como a Terra precisa do Sol,
Como as estrelas precisam da noite,
Como os seres vivos precisam do ar.
Eu quero!
Preciso...
SONHOS VOADORES
Meus pensamentos loucos devaneiam
Voam por estranhos mundos
Como balões perdem-se entre brancas nuvens
Outras vezes sobre a ilusão perdida da imensidão.
Em sonhos coloridos ou preto e branco
Voam balões em pesadelos loucos, errantes
Voam até a Lua Cheia e caem
Caem nas manhãs ainda sonolentas.
Sobre jardins de rosas cor de púrpura
Que apontam seus espinhos pontiagudos para o céu
Como armas que só querem a morte.
Furam os balões de sonhos flutuantes
Que escorrem pela terra fria
Sonhos derramados pelo chão.
EU SOU, TU ÉS, NÓS SOMOS
Sou negra
Sou princesa, rainha...
Menina da raça
Da cor do grafite
Preconceito jamais!
Sou negro
Sou príncipe, rei...
Menino da raça
Da cor do grafite
Preconceito jamais!
Sou negra
Da ginga, gingada
Que baila o corpo
Pra lá e pra cá
Capoeira jogada
Pro meu pessoal.
Sou negro
Da ginga, gingada
Que baila o corpo
Pra lá e pra cá
Capoeira jogada
Pro meu pessoal.
Sou negra,
És negro,
Nós somos
Somos gente da raça
Numa mesma emoção...
LIBERDADE PANDÊMICA
Nem tudo foi cancelado...
O nascer do sol não foi cancelado, ele pode pintar o amanhecer,
A natureza nos presenteia em fleches purpurinados a cada dia,
Em tempos de pandemia só a natureza pode se abraçar e beijar,
Nela é possível bridar a cada dia pelo amanhecer fantástico,
O mar pode tocar no céu num beijo azul,
As ondas podem beijar a areia em reviravoltas,
Os passarinhos podem orquestrar a marcha nupcial nos primeiros raios do Sol,
As estrelas no cobertor bordado da noite podem beijar a Lua,
A chuva perolada pode beijar a Terra aquecida pelo astro rei,
Os insetos se divertem no girassol, seu amarelo carrossel,
As borboletas pede beijar as flores e as abelhar trabalhar na fábrica de mal,
O Sol pode beijar a todos inclusive os mascarados,
Todos nos tornamos iguais, sorrimos com os olhos,
E sorrimos para cada encanto dessa magia, ela nos saúdam,
Nela nada foi cancelado, mas temos que observá-la sozinhos,
O vento que faz farfalhar as folhas, não foi cancelado,
As árvores podem se amar no acariciar de suas folhas,
O arco-íris pode formar seu arco para enfeitar o céu,
O pôr do Sol pode deixar a noite desenovelar seu manto.
Nos mais belos coloridos que encantam o mar...
