Almeida garrrett
Na íris vejo vidro venho,
meus neurônios não
se agradam do que ver.
Em dentes a pétalas de
rosas as qual deixam o
hálito nada agradável.
A língua gravada de
espinhos espelhei o
agridoce desejo em
se morde.
O meu oceano só tem
um mistério e jamais
revelaria o mar das
suas águas.
Ele adorava contar piadas
Sobre os negros,brancos gay,
Gordos, homem, mulher, velho, jovem...
Até o dia que virou a piada, perdeu a voz.
Café em falso sobre a mesa,
xícara de porcelana trincada
em um Pires de barro.
Tomei um chá de espera,
puis duas colheres de açúcar
no tempo, assim não perceber
as horas amargas passarem.
Nos teus braços o meu pequeno uniVERSO,
Meu presente a ti quero dar.
O passado apenas um embrulho de minhas rimas, No Presente sempre com a tua inspiração quero respirar.
É, sempre serei a louca que te ama, além do tempo, além do amor, além do vento
Sempre serei a que te espera, nessa vida, n'outra vida, na próxima vida e em todas que vier
Serei sempre a que tem lembranças de você com outro alguém, que rompe madrugadas a lamentar por esse sentimento sem fim
Serei sempre a que torce pela sua felicidade, mas que vez ou outra deixa o egoísmo falar mais alto e pede a Deus para que tudo isso se acabe e você veja que seu lar sou eu
Sempre serei a que te zela, que te ama, que te espera
“A MORTE É A ÚLTIMA QUE DORME”
Se uma nova vida da morte brota
Vivemos em um edênico e turbulento jardim
De epitáfios
Se a morte é outra espécie de vida
Aquém e além das vãs filosofias
Além e aquém de toda analogia(mortal?)
Somos o grão e o adubo
O graal e o escudo
O horizonte que emudece quando
O sol se deita em seu leito
Se aninha em seu peito
E num novo alvorecer, brada: estou aqui! Só para você!
Somos lápides e cinzas
Não de Quartas do final
Não da Quinta do Carnaval
Tigres sem Eufrates
Estige sem barqueiro
Chama sem candeeiros
Castiçais sem sombras de vela.
A vida nova morte é certeza
Qual a certeza que estamos por ora vivos
O que nos traz um parco conforto, um alívio efêmero
Que será tragado, deglutido
Pelo espaço e tempo, em úteros, convertidos.
O céu está ao nosso lado
O inferno também
O horizonte é o que nos cerca
Nos engole e nos dejeta
Num tépido e silencioso vai e vem
Como as ondas do oceano
Como o mendigo que agora observo
Resmungando como o poeta
A tradução mexicana da odisseia de Homero.
Vai acunam! Desfruta dos braços do horizonte
E em seu brado mais que demais retumbante
Desperte em luz e nos vários tons do alvorecer.
Luciano Calazans, Salvador, Bahia, 14/11/2017
À Manuca Almeida (in memoriam)
Conjuntura emotiva
A emoção não é bicho
Mas tem 7 cabeças
O química complexa
Que perpassa no corpo humano
As reações dentro da minha mente
Definem a conjuntura emocional
Se tenho dopamina em excesso
Minha ação revela a conjuntura
Mas a emotividade não é única
Temos o medo, angústia
Tristeza e euforia
No fim das contas
Somos cada um
Uma bolha de sentimentos
Tal complexidade é apresentada
Perante diversas situações
Somos uma conjuntura emotiva
Mil corações
O conjunto de sentimentos é abundante quando se tem o que escrever.
Dentro de uma mente cabe mil corações mas em um coração só tem sangue que de tão quente é o mesmo que abastece o oxigênio do cérebro.
Pense, ame e viva!
Procede mal o aluno que pretende acertar as respostas do questionário sem antes ter estudado bem a lição.
Viver como se não houvesse amanhã é fazer do seu hoje um ontem exemplar. Deixe exemplos de vida que sobrevivam à sua própria morte.
Os homens que querem mudar
Os tempos são visto como
Aberrações em seu tempo
Pró queles que se acham
Humanos.
Com o passar dos tempos
No futuro as aberrações são
Vistas como os peregrinos da paz
Seus exemplos de resistência
Aos humanos que sé acham
homens serão incentivos a todo
Humanidade.
Horas passando a fio
Os terrenos do tempo são antes do temporal uma enxurrada de horas flamejantes nos ciclos solares alcunhados todo no conhecimento humano do universo.
Por hora sabemos mais das horas através de dispositivos do que por consciência própria, seria o homem assistido muito mais do que pensa por suas tecnologias?
Sem o despertador do relógio, que horas vamos acordar? Quando galo cantar? É uma aventura enorme do homem perdido na imensidão universal tentar contar às horas com precisão.
Eu mesmo sem relógio me oriento por fome da meio-dia para saber que é o fim da manhã para iniciar a tarde, sei que no fim do dia são 18:30 porque tá ficando escuro e na minha cidade natal éramos acostumados com o fim da tarde e seu por do Sol após as 18 horas.
Se estamos em horas passando a fio, o oriente e o ocidente estão na mesma malha milenar por onde o planeta Terra na circulação faz o elipse na estrela maior da Via Láctea.
