Dia Nacional do teatro
Podemos afirmar, então, que se tratava de uma loucura inautêntica, desejada, como se a vida fosse um teatro onde as pessoas pudessem arvorar-se um papel e representá-lo enquanto lhes desse vontade.
Fazer e falar o previsível é muito fácil, acredito que o mais verdadeiro e sincero é quando desejamos e amamos inconscientemente.
Se analisarmos de uma forma minuciosa o que dizemos para outra pessoa sobre alguém vale tanto ou mais quando estamos olhando nos olhos dela, pois assim o sentimento não é arquitetado com o intuito de agradar, quando amamos alguém, isso deveria ficar explicito a qualquer ouvinte sem chances de duvidas.
Por tanto, não ame por desejo, por capricho, por necessidade ou vaidade, ame por amar, caso contrario o amor vai se torna um teatro pelo qual atração principal vai ser sua vida, que ira terminar com final triste.
Sair de um grupo teatral do qual tem lá o seu apego, é uma dramaturgia fantástica de descobertas sentimentais. Prévia de reações positivas de quando eu não puder ingressar em nenhum grupo.
domingo
O pequeno homem caido no chão
No tapete ele dorme
Cansou sua mão
Tocou, tocou... dormiu
O violão trocou de mão
O teclado funciona!
Violão, tapete, carron, pastas
e o pequeno homem no chão
O teclado funciona!
Voz e som.... medo...
Teatro, música, poesia...
Nada dito
nada combinado
Nunca aos domingos...
Já é segunda!
Não tenha pressa para encontrar a sua paz no palco da vida. Algumas vezes é preciso silenciar o roteiro e sair de cena para esperar que a sabedoria do tempo termine o espetáculo e recomece outro melhor.
Não me leva a mal mas vou rir de você!
Vou rir de você que subestima minha capacidade de raciocinar e de discernir o que convém do que não convém acreditar!
Não vou dizer nada apenas esboçar um sorriso enquanto você acredita que me convence que é melhor que eu.
Não vou me explicar quando já não vale a pena, há pessoas que só acreditam no que elas querem acreditar até quando elas estão falando do que os outros sentem e não do que elas sentem.
Desse teatro, decorei cada cena. As pessoas são aquilo que elas não querem demonstrar e para desviar o foco é melhor dizer dos outros aquilo que não queria ser.
"- Ela era impressionante. Para fazer o garoto de "Pega Fogo" enfaixava a região dos seios com tiras largas de esparadrapos. Depois de uma semana de representação, a pele saiu e ficou a carne viva. Ela teve de se enfaixar com tiras de pano. Cacilda sempre fez esses sacrifícios. Quando montamos "Maria Stuart" sofreu dores nos rins porque a roupa era pesada demais e a peça durava 3 horas e 15 minutos. Aos sábados fazia três sessões e, no domingo, duas. Exauria-se de cansaço. Representou "Arsênico e Alfazema" gravida de sete a oito meses. Esta é a Cacilda Becker que conheço há quase trinta anos".
