S. inácio
A tulipa que não cultivei
Conheci uma flor,
Com o mais belo sorriso,
Com o mais belo brilho,
Que recusei cultivar.
Doí vê-la sorrir,
E pensar que você
Pode gostar de um bruto como eu.
Doí quando você me olha
Quando você sorrir para mim
Quando você Faz questão
Em dizer tchau.
A tulipa, dona de minhas
Palavras nunca ditas,
Dos sentimentos não exteriorizados
Do amor que eu havia guardado.
Mas saiba
Sou apenas mais um homem
Covarde, com medo de abandonar
Mais uma vez, alguém que comecei a amar.
Se ao ler esses versos sentir raiva,
Te darei razão, sempre te darei razão
Afinal, acho que você
Simplesmente queria
Que eu a cultivasse.
(V.H.S.C.)
Vida
Esse poema não tem lógica
Não tem métrica nem rima
Não tem uma razão para ser
Ele apenas existe
É um resultado do todo
Não tem regras nem exceções
Uma vez escrito torna-se livre
Para ser o exatamente
O que deveria
Nas memorias daqueles
Que o leram
E não conseguiram compreender
A sua beleza.
(V.H.S.C.)
Agora um pouco de teoria, já estava na hora de analisar algo um pouco mais interessante que o meu pessimismo.
Apenas outras ideias
A evolução do pensamento. É inevitável pensar na reciprocidade entre o pensamento e a época vigente. O mais impressionante é como as ideias sobre o pensar mudam. Pense! Como deveria ser o conhecimento quando surgiram os primeiros Homo sapiens? Acredito que nesse cont
exto o raciocínio estava começando a ser desenvolvido, atribuindo a maior parte dos saberes aos nossos sentidos. Depois de coletado os primeiros conhecimentos (maior parte pelos sentidos através de resultados empíricos, seguido pelo raciocínio através das primeiras táticas), eles foram repassados geração a geração, definindo os primeiros traços de cultura, que tanto distinguem os povos hoje.
Isso explica, por exemplo, o porquê de certas civilizações apresentarem certo desenvolvimento em alguns campos científicos, enquanto outras nem tanto. E depois de anos e anos acumulando todo o tipo de conhecimento, o homem cometeu a maior metalinguagem de todos os tempos. O ser pensante começou a estudar o próprio pensamento. Foi nesse momento que realmente passamos a ter alguma história. Poderia citar um monte de filósofo, mas não é esse o objetivo, minha meta é que você, caro leitor, um ser resultado de inúmeras teorias e experiências perceba algo peculiar nessa evolução, de como percebemos o pensar.
Na era Clássica houve a preocupação no exercício do pensar resultando num dos conceitos mais estranhos (e na minha opinião difíceis de entender) que é a verdade. E assim, o pensamento tomou o objetivo de compreender as verdades. Essas “verdades” possibilitaram a dinamicidade do modo como pensamos. Nos primeiros momentos, algumas verdades foram contestadas, mitos e coisas semelhantes perderam as forças, e o ser humano passou a explicar as coisas como se houvessem verdades absolutas. Daí, passamos por um retrocesso chamado Idade das trevas, mas que logo foi compensado com o Renascimento para retomar as ideias sobre o pensar. E como o conhecimento tomou maior abrangência, percebeu-se logo que a ideia de Verdade era muito delicada. Deveria ser algo que além de universal, ausente de qualquer exceção, e até mesmo hoje é difícil achar um pensamento que se enquadre nesses parâmetros. Por fim, vieram os tempos modernos, e houve um pensador que introduziu a relatividade das coisas, e pensamento nunca mais foi o mesmo, muito menos as verdades.
Como consequência desses fatos, hoje é difícil generalizar sobre qualquer assunto, além da cautela de discuti-lo de acordo com a vertente em questão. Pergunto-me se os leitores dessa pequena ideia não se perguntem: Se no início queríamos saber de onde viemos, depois questionamos o pensar, logo em seguida as verdades, e agora a relatividade dos pontos de vistas, o que vem a seguir? Isso realmente é uma evolução que nos beneficia?
P.S.: Deixem suas respostas se acharem conveniente, e se algo pareceu estranho perguntem para que eu possa esclarecer.
(V.H.S.C.)
Ficar deitado, pensando em como sua vida é ruim, pensando em como você queria que fosse, sonhando acordado, não adianta de nada, absolutamente nada. Você tem que fazer, correr atrás.
Apenas outras ideias
O ser humano em sociedade tem uma característica peculiar, ele consegue criar diferentes situações (produtos, sistema econômico, tecnologia, entre outro), e por algum motivo, uma vez criadas, a própria sociedade empresta as qualidades daquilo que ela inventou. Essa estranha mimética acompanha o homem desde sua origem, o que me leva a pensar, “o ser humano não conhece integralmente aquilo que descobre, inventa e produz, a ponto de no final das contas sofrer grandes mudanças sociais devido às características daquilo que criaram.” Se você leu até aqui e realmente entendeu essa ideia - que muitos considerarão absurda- observará que os exemplos a seguir conferem de certa obviedade, então os leia como complemento apenas.
O dinheiro, moeda de troca, ou como quiser chamá-lo, é um dos exemplos mais atuais. Você já parou para pensar em como o dinheiro foi tomando forma na sociedade, até chegar à concepção que temos hoje? Ele começou tão tímido, praticamente qualquer coisa era moeda de troca, não havia padrão e o acúmulo era incipiente. E não fazia muita diferença se o homem poderia, ou não trocar algo, não era realmente essencial. Surgiram as primeiras moedinhas, talhos tão simples de metais encontrados na natureza, mas que significavam um valor. E perceba que nesse momento o homem restringiu o poder de compra, passando de um universo maior de coisas para simples representações, tornando mais simples o acúmulo de simples moedas. Mas o ser humano é seletivo e passou a dar valores aos metais que eram a matéria prima de suas moedas, e assim surgiram moedas de valores diferentes (será que a moeda de cinco centavos é do mesmo material da de um real?). E o dinheiro foi tomando forma, no entanto, surgiu um obstáculo que não permitia o acúmulo (era pecado). Entenda uma coisa, tudo aquilo que o homem cria, ele pode alterar e/ou destruir, e quando duas criações se chocam por terem ideais diferentes, ou coisas do gênero, o ser humano pode simplesmente alterá-las, assim acumular dinheiro deixou de ser pecado e tornou-se sinônimo de prosperidade. A parti desse ponto fez-se de tudo para conseguir metais preciosos, ou dinheiro, a parte obscura da história do capital onde haverá mortes das mais diferentes civilizações. E o dinheiro passou a ser indispensável, e o homem tornou-se dependente dele. Nossa criação nos controla, e isso assusta. A seguir vem uma serie de fatos que desembocarão na modernidade, na qual ganhamos o adjetivo líquido (aqui tem muitos pensadores do século XX e XXI) primeiramente direcionado ao nosso dinheiro.
O ser humano, por vezes, não cria simples objetos, ele cria um universo inteiro de possibilidades do qual é impossível a compreensão do todo. Se você duvida disso, ligue o computador e acesse a internet, diferente da ideia de partículas em expansão que é o universo, ela é um condensado de bytes em expansão. Não condeno as invenções que cercam o nosso dia-a-dia, mas a maneira de como muitos se deixam influenciar por elas. “É pai acho que só no início eles sabiam o que faziam. Perdoe-nos é agora que eles não sabem o que fazem”.
(V.H.S.C.)
Enfermo mundo
O sol escondido entre as nuvens
Demonstra a nostalgia da natureza
Pequenas pinceladas, fuligens
Sobre um céu negro, beleza.
O ar gélido toca a face
Dos leitores dessa grande anedota,
Construtores de prédios como disfarce
Para amenizar o sofrimento do planteta.
De lúpus sofre o corpo
O homem, patogênica célula
Destrói a natureza com tanta sutileza
E esquece o quanto depende dela.
(V.H.S.C.)
- Felicidade pra mim, é quando estou no meu cantinho, só com uma folha de caderno e um lápis na mão, mas na mente um mundo repleto de imaginação!
Apenas sonhando
Descanso a cabeça sobre o travesseiro
As pupilas já fatigadas tornam-se pesadas
A moleza toma conta do corpo
E finalmente fecho os olhos.
Repentinamente imagens aparecem
Em meio a escuridão
Rostos, ações, sorrisos, amigos, paixões
Assombram ao mesmo tempo em que confortam
Alguém que transformou tudo em passado.
São memórias? Pequenas lembranças?
Realmente não sei dizer,
Só sei que tudo parece tão doce
Até mesmo aquilo que deveria ser ruim
Devo sentir saudade? Ou remorso?
Orgulho? Ou vergonha?
Então aparece o carrossel
Meu momento de epifania
Onde traço sonhos dentro de um sonho
Não há sentido, nem o real, nem o tempo
Não há inícios e nem fins
É um carrossel de momentos.
Todos têm uma razão do viver e a minha, é você. Fez com que os zeros virassem dez e às coisas sem cor, ficassem coloridas, você me deu uma graça inimaginável e que algum dia, quero ser capaz de dar ela pra você também.
Na maioria das vezes só temos que nos jogar e ver no que dá, pois por mais medo que a altura da queda possa dar, se não deu certo, pelo menos tentou, mas se der certo você enfim terá paz!
Tem sentimentos, carinhos, considerações na vida que jamais mudarão, mas não significa que você não possa deixar nenhum outro sentimento, carinho ou consideração entrar na sua vida e você realmente poder vivenciá-los!
Todos os dias logo pela manhã olho pro céu, dou uma piscadinha e digo "que seja feita a Tua vontade". Já hoje foi aquela piscada que quase quebra o pescoço.
Nunca entendi porque pessoas postavam textos demonstrando sua alegria ou tristeza em seus perfis de rede social, também nunca entendi porque postavam declarações de amor ou ódio em seus perfis, achava brega, cafona, desnecessário, nunca havia compreendido o sentido, sempre postei frases prontas, vídeos engraçados, uma foto ou outra com amigos, nada muito profundo, sempre algo superficial, de certa forma hoje compreendo um pouco a razão destes textos.
Todos nós temos a necessidade de transmitir alguma mensagem a terceiros, alguns o fazem com maior destreza, outros com nenhuma, alguns demonstram seu intelecto exacerbado, outros apenas expõem sua ignorância, alguns desejam expor sua alegria, uma conquista, outros buscam apenas desabafar e alguns idiotas querem aparecer...
Qual deles eu sou?
Não sei, digam os senhores...
Seja lá qual for á razão, todos temos a necessidade de expor algo a alguém, é inerente a nossa natureza, você pode até pensar: “eu não preciso fazer isso”, mas com certeza, você relata fatos da sua vida cotidiana ao menos a uma pessoa, ou a um grupo delas.
Muitos devem estar pensando: “Esse Diego deve estar ficando louco”, calma amigo, ainda não devo ser internado, ao menos penso que não, acordei com vontade de escrever, sobre o que, não sei para quem, também não sei...
Olho da janela de meu escritório as pessoas na calçada, como formigas cuidando de suas vidas, correndo de um lado ao outro, não sei quem são, para onde vão apenas as observo passar...
Tenho a sensação que em alguns momentos da minha vida estive nesta situação, “sentado observando”, como um espectador, sem iniciativa, apenas observando e aguardando o que poderia acontecer.
Determinadas situações ocorrem em nossas vidas para que possamos refletir sobre nossa curta estadia terrena, trabalhar é necessário, no entanto não devemos ser escravos de nossa profissão ou ambição profissional, dinheiro é bom e necessário, ajuda a realizar sonhos e de certa forma propicia, não a felicidade, mas o instrumento para alcançá-la, no entanto jamais deixe que ele suba a sua cabeça, tornando-o uma pessoa alienada.
Tenha poucos, mas bons amigos (e isso eu tenho!), daqueles que você pode ligar as 4:00 da manhã pedindo socorro, pois está com dois pneus furados em Santa Rita do Passa Quatro que o cara vai lá te ajudar.
Aproveite muito seu pai, sua mãe, seu avô, sua avó, eles tem muitos defeitos, mas você também tem e eles te aceitam assim, aceite eles do jeito que são ninguém é perfeito e, eles nem sempre estarão ao seu lado, aprendi isso tarde, mas ainda em tempo!
Por fim, procure ter uma “pessoa” boa ao seu lado, daquela que você possa confiar, companheira, que te acompanhe naquele restaurante extremamente elegante, mas que não irá fazer cara feia quando você parar em um boteco de beira de estrada, que queira te acompanhar naquela viagem de moto extremamente desconfortável, só para estar ao seu lado, que vibra com suas conquistas e te consola em suas derrotas, que permita que você tenha um ou dois dias com seus amigos e que você não sinta medo de permitir o mesmo a á ela, pois você confia plenamente naquela pessoa.
Diga a esta pessoa o quanto ela é importante para você, ela precisa ouvir isso, divida seus segredos, faça planos, aproveite a companhia dela, faça com que ela se sinta a pessoa mais importante e bela do mundo, isso é muito pouco diante de toda alegria que ela te proporciona e amigo pode ter certeza, falo isso com propriedade, esta pessoa nem sempre estará ao seu lado e quando ela partir será tarde para remediar, quando a ficha cai, é dolorosa, a recuperação é lenta e não existe bebida, viagem, amigo ou companhia passageira que “tape o buraco”, ele pode ser preenchido momentaneamente, mas ainda sim vai estar lá, não importa o tamanho do copo, ela não vai estar no fim dele, somente a ressaca do dia seguinte vai aparecer...
O único remédio para está ferida é o tempo, somente ele poderá cicatrizá-la e nesse momento amigo, a ampulheta do tempo é cruel, cada grão de areia cai em câmera lenta, ás horas parecem dias, os dias semanas e sabe-se lá quanto tempo vai demorar para o tempo curá-lo...
Aprendi isso da pior forma possível e posso dizer, é duro...
E pensar que tudo isso começou num fatídico 14 de abril, aniversário da minha irmã, há três anos, ainda tem mais essa pra digerir...
Valeu apena esperar que o destino voltasse novamente a nos unir, e ele caprichou na forma de nos aproximar.
Tudo o que passamos até chegarmos aqui, serviu de aprendizado e crescimento, pois amadurecemos e aprendemos a dar valor das coisas que realmente importam.
Quando tem que acontecer, passam pessoas, anos e até vidas, para que dois corações que se completam encontrem novamente o caminho um do outro.
