Jean la bruyère
"Um regime revolucionário deve descartar um certo número de indivíduos que o ameaçam, e não vejo outro meio para isso, a não ser a morte."
Se só tu queres falar, não aceitas o debate e nem o contraditório, poupe o tempo alheio e mande uma carta.
Flexibilidade:
Feliz não é aquele que tem a vida do jeito que quer, mas sim aquele que se adapta à vida do jeito que ela é.
O autista não pode ser tratado como uma mercadoria fabricada na China, cada um tem sua individualidade...
Age como se no livro da humanidade fosses capítulo e não fim, contribua, não cultive a pretensão de ser apenas você o enredo de uma era. Nenhum é maior que dois, nem dois é maior que quatro. Uma grande história não acaba nunca, nem se escreve com uma só pena.
Rugas
Ó, minha amada,
És tão linda!
Mas juro que quero
Que o tempo passe.
Juro: Quero ver tuas rugas.
Será difícil, eu sei,
Porque sempre que olhar-te,
Verei a linda jovem que foste, és, e sempre serás.
Quero ver tuas rugas. Verdade!
Porquanto sei que até nelas
Haverá a tua beleza.
Quero, sim, ver tuas rugas,
Pois tenho tamanha certeza
De que o tempo te fará uma mulher
Ainda mais formidável do que já és.
Repito (e não duvide): Quero ver tuas rugas!
Pois sei que se conhecê-las,
Será porque passei ao teu lado
A vida inteira.
Desde que um homem foi reconhecido por outro como um ser sensível, pensante e semelhante a si próprio, o desejo e a necessidade de comunicar-lhe seus sentimentos e pensamentos fizeram-no buscar meios para isto.
Quando a sabedoria me falta e me socorro nos mais experientes, sinto em muitos o cansaço da paciência que tenho de sobra; ensinar é um dom, não de quem nasce sabendo, mas de quem morre tentando.
O homem não é de modo nenhum a soma do que tem, mas a totalidade do que não tem ainda, do que poderia ter. E, se nos banhamos assim no futuro, não ficará atenuada a brutalidade informe do presente?
0 que o homem perde pelo contrato social é a liberdade natural e um direito ilimitado a tudo que o tenta e pode alcançar; o que ganha é a liberdade civil e a propriedade de tudo o que possui.
Todo povo que, por sua posição, se acha na
alternativa entre o comércio ou a guerra, é em si mesmo débil.
Os usurpadores conduzem ou escolhem sempre esses tempos de perturbações para fazerem passar, graças ao espanto público, leis destruidoras que o povo não adotaria jamais em situação normal. A escolha do momento da instituição é um dos caracteres mais seguros pelos quais se pode distinguir a obra do legislador da obra do tirano.
Mas onde existe ainda esse homem da natureza que vive uma vida verdadeiramente humana; que não leva em consideração a opinião dos outros, e que se deixa levar pura e simplesmente pela por suas inclinações e sua razão, sem atentar para o que a sociedade e o público aprova ou censura? Procuramo-lo em vão entre nós. Em toda parte apenas um verniz de palavras; em toda parte apenas a ambição por uma felicidade que existe simplesmente na aparência. Ninguém se importa mais com a realidade; todos colocam a essência na aparência. Vivem como escravos e bufões de seu amor próprio. Não para viver, mas para fazer os outros acreditarem que eles vivem ". Rousseau, XVIII
