Jean la bruyère
Encontrei uma foto sua na gaveta. Fiquei girando-a entre meus dedos sem saber o que fazer. Sem saber, como ela foi parar entre meu livro favorito. Cinco minutos encarando a sua foto. Sem perder um foco um só momento.
Fogo? Lixeira? Tesoura? Não sabia o que fazer com a sua foto. Não sabia o que fazer, olhando pro teu sorriso bobo, os olhos pequenos, o dente frontal levemente torto.
Que saudades.
Eu quase ri - ao lembrar da história daquela foto. Quase peguei meu telefone pra te ligar, pra te dizer que sentia saudades e gostaria de te ver. Quase te liguei pra te dizer o quanto eu te amava.
Eu quase peguei a tesoura, que eu uso pra aparar as pontas da minha franja, pra te fazer em pedacinhos. Mas não o fiz. Eu nunca soube o que fazer com você. Resolvi não fazer nada. Não fazer nada é o melhor a se fazer quando não se sabe o que fazer.
Guardei a foto no meio do meu livro de novo. Deixei você ali, ileso, descansando no meio das folhas amareladas. Tem coisa que não se joga fora. Tem coisa que por mais que se jogue fora, nunca deixa a gente de verdade - fica guardado na memória para sempre.
" Chegamos ao ponto tal da humanidade que admiramos, idolatramos, damos audiência e votamos em quem nos diz a realidade que vivemos e não valorizamos e até hostilizamos os que nos dizem a realidade que precisamos"
Nenhuma sociedade, nenhum homem, cresceu e se multiplicou sem mitos e utopias. Dos mitos o temor, das utopias a motivação, essências da vida.
Quando parece que o amor não vale mais a pena, lembre-se, só porque não notamos as rosas elas nunca deixam de ser belas, se não deu certo, recomece. JC
A paixão mostra, o amor revela;
A alegria rir, a felicidade sonha;
O carinho toca, o afeto respira;
A maturidade diz, a verdade explica;
A fantasia imagina, a alma constrói;
A liberdade corre, a sinceridade persegue;
O tempo responde e a paz, a paz vive. JC
Vamos tocar o barco, ajustar as velas e seguir em frente, o mar não pode está calmo e isso traz a condição perfeita para continuar, afinal marujos, a felicidade é logo ali em frente. JC
Loucos, os pobres homens que contentam-se só com o contente;
Miseráveis, mesquinhos, patrões que só o que brilha é o relógio do pulso que finge ser de ouro;
Mundo pobre, mundo rico, mundo nosso e de apenas alguns donos;
Minha perdida noite, onde o som da cigarra foi substituído pelo assombroso ruído dos carros;
Até minha manhã, choro de rir com as cinzas nos meus olhos;
Mundo mudado, mundo falado, tão desconversado;
Quem deu permissão para o mundo torna-se nisso?
Fingir ser verdadeiro é tão falso quanto ser falso;
Criamos uma selva para esconder nossa coragem e habitar os nossos medos;
Como o ontem era bom, mundo meu, meu mundo mudou;
Desesperados os passos, sempre mais largos, 100km/h é pouco, o salário é pouco;
Ah o sol, algo que parece que está apenas no céu, acho que poucos sabem disso;
Pobre estas faces humanas que se perdem na multidão, tentando achar o bilhete para pegar o metrô;
E esses arranha-céus, aranharam o nosso céu;
E esquecemos-nos de olhar as esquinas, o único caminho que conhecemos é o da gaiola, que em outros tempos se chamava casa;
Volta mundo meu, espero deitado no meu quarto só pra ver quando eu vou poder contar de novo as estrelas; JC
O contraste é o que equilibra a vida, até as rosas com magnitude de delicadeza e pureza, tem espinhos. JC
Acredito que o pensamento de que as mulheres juntas possam mudar o mundo está emergindo nas mentes e corações de muitas de nós, e que o recipiente para a evolução pessoal e planetária é um círculo com um centro espiritual.
A vida nos apresenta repetidas oportunidades para enfrentar o que tememos, o que precisamos para nos tornar conscientes ou o que precisamos dominar.
