Luiz Guilherme Todeschi
Chore, chore muito e coloque todos os maus sentimentos para fora... Mas amanhã acorde com um sorriso no rosto e disposição para seguir em frente, eles só querem testar tua Fé.
Só meu
Eu queria escrever um poema
um original
só meu
pra você
mas todos que eu imaginava
era cópia de outros
eu não queria cópia de nenhum
Pois o que sinto não é cópia de ninguem
é um sentimento
só meu
pra você.
Sabe o que acontece?
Essa coisa de caminhos.
São infinitos que chegam a não existir.
Só é certo que todos levam ao fim.
Houve um tempo em que o homem conquistador não era aquele que conseguia várias, e sim aquele que passava dias escrevendo poemas, sonetos, músicas para uma única mulher. Onde não havia necessidade da melhor carruagem, somente a companhia bastava. A palavra amor não era dita, era sentida. Um homem deve zelar pela mulher, conquistar com o coração, pela bondade e gentileza.
Quero está com você 24 horas por dia por que 12 horas é pouco, Quero está ao seu lado o resto da minha vida por que 1 dia é pouco. Ficar longe de você é ruim demais, não aguento mais essa solidão que sido dentro do meu coração. Minha outra metade está em você princesa.
Não consigo tirar você da minha cabeça, não sei viver longe de você. Você me deixou alucinado com toda sua beleza. As lágrimas que caem dos meus olhos são eu pensando em você e em nada mais.
Queria está ao seu lado 24 horas por dia, minha vida fica mas coloridas quando estou ao seu lado não consigo viver longe de você. Sua beleza mim deixou alucinado. Te amo.
AMOR ANTAGÔNICO
Quando eu te conheci
tentei me aproximar
quem posso culpar
se por ti adoeci .
Quando você me conheceu
só quis se afastar
o amor sugou-me
sem nem a alma deixar.
Em ti procurei minha vida
a parte que em mim faltava
a esperança incontida
que de mim se apoderou .
Em ti não achei minha vida
a parte que em mim morava
a alma que ficou moída
o coração que ti levastes.
ONDAS DA ILUSÃO
Ondas do mar celestial
Até onde chegaremos
Nesse mundo artificial
Onde sempre moraremos.
Ondas do mar imensurável
Até quando permitiremos
Esse poder admirável
De sempre iludir-nos .
Ondas do mar da advertência
Até onde devo mergulhar
Para encontrar a sua essência.
Ondas do mundo atual
Roubar não é normal
Mas já se tornou habitual .
O que é o amor?
Algo tão maluco, uma emoção tão desconhecida, com reações tão bipolares, motivo de tantas lágrimas e tantos sorrisos, tão anelado e tão indesejado. O amor é aquela confusão que sentimos no coração, os arrepios e borboletas no nosso estômago quando vemos quem amamos, a vontade de apenas conversar com ela, ouvi-la sorrir, assim que a ver; como também pode se resumir aos apertos no peito, a dor sentida no mais profundo de seu âmago, por saber que ela se tornara um sonho tão distante. O amor é imprevisível e abnegado. Um motivo de morte e de salvação. De uma luta e de uma defesa.
Um amor não se baseia apenas na vontade feroz de beijar e abraçar alguém, para essa palavra, esse sentimento, existe significados diferenciados, como o amor de mãe e pai por sua família, que, a sua maneira, fazem o impossível para proteger seus filhos de qualquer coisa que os aflige. Notamos, também, o poder em que o amor de uma amizade tem. Amigos que se consideram irmãos, amigos que dão a sua vida pelo próximo, amigos que desistem de qualquer coisa, apenas para ver o outro sorrir.
Após ler tudo isso, eu quero que você, caro leitor, entenda que, independente de qual amor você tenha o prazer de sofrer, independente de quantas lágrimas caiam de seu rosto, de quantas noites passou acordado, saiba que tudo que Deus te dá até mesmo dificuldades, é para um bem maior, e que a esperança, junto com o amor em seu coração, são a receita perfeita para uma vida feliz. Apenas cultive sentimentos puros, que você chegará longe.
Não sofra com o amor, se delicie com ele.
Palavras Simples
Palavras simples e com carinho, enlaçadas em tons de uma garota sincera, tocam o mais profundo oceano. Faz aquele que a ama querer proteger a criança doce que existe em seu interior, proteger a garota em seus braços, protegida sobre os muros de sua fortaleza de seu coração de ferro.
Poesias jamais puderam explicar essas palavras, as quais deram a ele a coragem para derrotar tudo o que o detém. Emoções tão fortes tão raramente foram experimentadas. E, assim, tão raramente descritas.
Aquele "Eu te amo" dela tornou-se representante dos pensamentos que o alarmavam. E representante da relação mutua de ambos. Representante daquele dia, da qual jamais esqueceram o que aconteceu.
Fazer as coisas pela metade? Nem rola. Você só será lembrado quando alcançar o objetivo. Ex: Terminar os estudos, se formar. Chegar em uma final de campeonato, ser campeão... entre outros.
As pessoas deveriam nascer com a frase: "Eu te amo!" programadas uma quantia determinada de vezes para que parassem de usa-las em vão.
CER TE ZA (crônica)
Tem anfetamina nos armários. Há pó branco na geladeira. No canto. Há. Há fumaças entrando pela janela da sala. Pela janela da sala. Há fumaças. Não consigo identificar. Não há o que identificar. Há pó branco. Nos armários. Está tudo misturado neste pequeno apartamento. Só o apartamento que é pequeno. Não me pergunte o motivo. Por ventura, os motivos não são obrigados a ser contados. Está tudo misturado. Pó branco. Anfetamina. Fumaças. Meu cigarro está aceso. Fumaças do cigarro. Talvez? Talvez. Trago cinco fumaças. Uma, duas, três, quatro, cinco. Poderia ser seis. A metade do tabaco coube seis fumaças. Minhas pernas começam a tremer. Ansiedade. Talvez? Talvez. As fumaças estão entrando pela janela da sala. O apartamento é pequeno. Grande são os pensamentos que me invadem, enquanto o ponteiro do relógio registra duas da madrugada. Duas. Da Madrugada. Os carros não estão na avenida. Nem as pessoas. Há pessoas nas ruas. Há carros nas casas. E o ponteiro está no número dois. O céu estrelado. Trago mais uma fumaça. A sétima. Contei. O conhaque está no balcão, a preguiça, debaixo do meu sofá e eu, no sofá. Não lembro quando chamei a solidão para dançar, mas todas as noites ela tira os sapatos e fica bailando no carpete da minha sala. Baila com passos descompassos. Não precisa saber dançar para se ser só. Ser só é uma arte. Já é uma arte. A oitava fumaça do cigarro se mistura com as fumaças da janela. As fumaças da janela são misturas dos cigarros de alguns adolescentes na rua. Eles também tragam fumaças. Não contam. Tragam. Eles riem. Mas eles riem. Eu não. Apenas fito paredes assentado no sofá sobre a preguiça ciente de que há anfetamina nos armários. Quadros estão nas paredes. Manet, réplica. Van Gogh, réplica. Vinci, réplica. Britto, original. O último está guardado. Minhas paredes pedem arte. As paredes pedem tudo. Toda vez que a solidão baila no carpete, as paredes pedem meu olhar. Talvez porque não enxergo a dança. Em um dos quadros está a sua fisionomia. Fisionomia. Rosto. Face. Cara. Teus cabelos enrolados. Encaracolados. Ondulados. Modelados. O sorriso rasgando a fisionomia. Rosto. Face. Os olhos decorando o rímel. O castanho decorando o glóbulo ocular. Infiltra-me. Decora e infiltra-me. As paredes pedem meus pensamentos, também. Agora eles estão te focando. Te focam. Devoram. E rasgam. Rasgam como o sorriso. O teu sorriso. Causam um estrago mordaz. Voraz. Alcatraz. A solidão saiu do carpete e tu entrou. Coreografia seguinte. Tuas pernas vão bailar no carpete. Teus dentes ranger felicidades. Ranger. Morder. Ranger. Meu olhar irá te encontrar. E não te largar. Ele nunca larga. Ele não quer largar. Ele não irá largar. Ele não pode largar. Teus pés pisam o chão. O chão. Imaginação. O chão da minha imaginação. Inquietação. Sob o meu corpo há uma inquietação. Agora. Sem demora. Mais uma fumaça do meu cigarro entra no ambiente. Ambienta o clima belo. A solidão volta a dançar. Tu foras embora. Voltou para o quadro. Ao lado de Manet. Pela manhã, o padre falou que as pessoas morrem. Que todos morrem. Que a morte é a única certeza da vida. Que a vida há uma certeza. Uma certeza. A morte. Morte. Mas ele mentiu. O padre mentiu. Men-tiu. A única certeza da vida não é a morte. Ontem eu te matei e hoje tu me devoras com o olhar. Não é certeza. Alguém deve estar certo, mas eu te matei. Ma-tei.
A única certeza é que há anfetamina nos armários, pó branco na geladeira e cigarros no meu bolso. O resto é balela. O ponteiro marca duas e cinco da madrugada, outra certeza. Talvez? Talvez.
- João Guilherme Novaes
Solidão, irmão, solidão
Sentimento forte, não?
Não quero estar sozinho
Que alguém tenha compaixão,
Paixão então.
Sensação de precisar de alguém,
Esse alguém que eu nem preciso
Mas mesmo assim reconheço
Sei disso, não me esqueço.
Sou mais um e canto em dó
Dó do próximo que sofrer assim
Essa a dor que tu e eu conhecemos
Solidão, irmão.
