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Duas certezas
SĂł tenho essas duas certezas:
A ansiosa certeza do nĂŁo saber
Até quando hei de permanecer
Na escuridĂŁo que ainda habito
Diante do vĂŁo tentador da janela
Calado como o silĂȘncio.
E a covarde certeza de saber-me ameaçado
NĂŁo pela perigosa lida do vento
Da chuva, de corujas ou de ladrÔes
Mas pela luz inofensiva que hå além da janela
Onde mora a mais dura das minhas certezas
A que evito cegamente
Cega certeza da sua ausĂȘncia.
UM CONTO "HOMEM SĂ, JĂ NĂO"
Homem deixado entregue ao seu destino
roto quase despido, tinha chorado, tinha gemido.
JĂĄ tinha fugido das responsabilidades, tantas vezes do tempo
Da verde eufĂłrica mocidade, agora jĂĄ na madura velhice
O gosto falso de uma caminhada dada na verde preguiça,
Onde quis fortalecer a fraqueza da solitĂĄria serra
Mora nos bosques repletos de diversidades, nos rochedos nas grutas
Com o seu fiel amigo, um lobo abandonado
Por um caçador repugnante que tantas vezes batia no lobo indefeso
Como nos cĂŁes que ele tinha e tem
Caçavam juntos o homem sem nome,
Ele nĂŁo gosta nem de lembrar o seu passado
Apenas o presente numa terra agreste dura
Fugia das pessoas que o olhavam de lado chamando-lhe louco
Coitado diziam, mal sabiam
Que era mais feliz numa gruta na serra
Do que com um bom carro que tinha
Um Audi topo de gama, uma casa na zona mais cara de Lisboa.
Mas nĂŁo era feliz, encontrou a felicidade quando o deixaram
O roubaram, entregue a si prĂłprio no meio do Monsanto,
Roto quase despido e revoltado
Quando deu-se por ela era um sem abrigo triste e solitĂĄrio.
Resolveu fugir da cidade para o campo
E foi quando começou a viver nas grutas das serras
Enfiados nos rochedos, nas fragas
Foi quando viu um animal quase morto cheio de feridas
Não deixava ninguém aproximar-se dele
Estava moribundo mas tinha garra
Afinal era um animal selvagem
Domesticado por um verdadeiro animal o seu dono
Um caçador que o tinha roubado à sua pobre mãe loba, coitada
Lentamente começou a aproximar-se, mas o lobo uivava
Ele com calma foi ganhando confiança
O lobo começou a baixar a guarda, estava tão ferido que metia dó
Mas devagarinho conseguiu aproximar-se dele
Tinha caçado um coelho selvagem
Coitado nunca tinha comido carne crua
Era repugnante dizia ele em pensamento, comer a carne crua
Mas o amor que ele tinha por aquele animal ferido
Era tanto que nunca tinha sentido por ninguém
Era uma mistura de sentimentos desconhecidos dele até então
Repartiram a carne entre os dois e a confiança estabeleceu-se
Ele conseguiu agarrar-se ao lobo que ainda o abocanhou
não o mordeu, aceitou o abraço de um homem que não conhecia
Afinal o antigo dono nunca o tinha abraçado
Só lhe batia como batia nos seus cães o caçador era um homem rude
Talvez sem instrução coitado não é desculpa mas enfim
O lobo tinha ganho um amigo, o homem tinha ganho
Mais uma razĂŁo de continuar o seu destino
JĂĄ nĂŁo estava sozinho tinha um fiel amigo, o lobo.
Andam assim os dois pelas serras, montes
Bosques, rochedos, fragas e grutas do nosso amado Portugal!
Seu lugar é grande no meu hemisfério
Eu ando meio aĂ©reo, mas Ă© sĂł vocĂȘ que bomba nesse estĂ©reo.
Não sou amiga só nas horas boas, mas também não sou só nas horas ruins.
Tem amiga que quando estĂĄ bem nem lembra que existo, Ă© sĂł ficar na pior que sou a primeira da lista a ser procurada. Ainda nĂŁo sou psicĂłloga!
Me abrace
com carinho.
Abraço
sĂł faz bem...
Abraço
demorado.
Bom .
Igual nĂŁo tem...
Abraço.
acalenta
a alma também...
Quero viver
abraçada .
Com * alguém *.
__Sophia Vargas
14/11/14 (16:28 )
âEU SEI! SE EU MORRER DEIXAREI SAUDADES SĂ PARA MINHA MĂE POIS ELA VIU QUE TUDO QUE EU FIZ ,FOI POR SUA CAUSA.AS OUTRAS PESSOAS E UMA CONSEQUĂNCIA DE AFETO E RESPEITO E CARINHO QUE SENTIRAM POR MIM E GANHARAM UM POUCO DE TUDO QUE ELA RECEBEU,MAS SĂ QUE EM DOSES MENORES...MAS COM A MESMA INTENSIDADEâ
Congelei sem sentido.
SĂł queria fugir.
Fugir de tudo, tudo mesmo. Até porque tudo nesse mundo me incomoda.
E o que falar dessa vida que sĂł gosta de me dar tapa na cara?
Querida por favor, mude de lado pois esse jĂĄ estĂĄ muito vermelho.
Eu sĂł queria mudar meu jeito de pensar, mudar minha mente.
E agora a transformei nesse breu que tĂĄ agora.
Sofro no meu silĂȘncio, choro na minha solidĂŁo, penso estĂĄ entre milhares mas estou sĂł, vejo ao meu redor centenas de pessoas, grito, suplico, ninguĂ©m me vĂȘ nem me escuta, Jesus estĂĄ Ă porta e bate.
Eu ouvi diz que sĂł era triste quem queria...
Seja o MELHOR que vocĂȘ pode SER! Mas apenas pra VOCĂ, porque sempre vĂŁo te julgar por vocĂȘ nĂŁo poder ou ser algo que agrade os outros... Ă difĂcil, sĂł entĂŁo procure algo ou alguĂ©m que possa te levantar quando vocĂȘ nĂŁo tiver FORĂAS.
Eu acho que os que dizem nĂŁo crer nEle, sĂł dizem para disfarçar mesmo... Para eles Ă© melhor ignorar sua existĂȘncia, do que admitir que Ele Ă© tudo
