"A troca da Roda" Bertolt Brecht
A morte é como brincadeira de roda. A lembrança da infância com as cantigas finas, as mãos entrelaçadas, o giro alucinado, beira a insanidade. As vozes das crianças na mente trazem o início do final próximo. O frio das ruas, a luz baixa, o cheiro de flor, a paz eterna.
A pior pobreza não é necessariamente a financeira, pois a vida é como uma roda gigante, e conseqüentemente o que está embaixo um dia estará em cima.
A pobreza espiritual é a pior de todas, e esta sempre estará em baixa jamais atingindo nenhuma altura significativa na vida.
A vida é como uma roda gigante, uma hora você está lá em cima, mas pode estar lá em baixo. O interessante disso tudo é como as pessoas se transformam nas duas situações.
A vida é uma roda que não cessa o giro. Hoje, o aplauso; amanhã, o silêncio. Hoje, o altar; amanhã, o esquecimento. No circo contemporâneo das redes sociais, o indivíduo é personagem de um espetáculo que ele não controla.
Gosto de presença, de casa cheia, de roda em praça. Gosto de gente quente, que liga, que chama, e que, mesmo quando tem que ir, deixa um até logo que convence. Até logo! Estou indo, mas continuo aqui.
Bah, que alegria sem igual,
chimarrão na roda, churrasco no quintal!
Ser gaúcho é viver sorrindo,
com coração sempre aplaudindo.
A vida é uma enorme roda-gigante, você pode estar em cima e eu estar embaixo, mas no meio a gente sempre se encontra.
Um dia somado de muitos dia é um dia anterior o dia do hoje, na roda do tempo a cada volta o passado é agora não a hora passada em relembrar histórias vivendo agora, é um presente está nesta hora contemplando o sol gratidão por agora.
A roleta vai girando
Qual roda da vida
Um conto de fadas
Uma Estrada Florida
ou Caminho difícil
Lamacento
Tudo é vida
e nada funciona
Cem por cento
Se não choverem flores
No teu caminho ruim
Faça acontecer
Mesmo assim
A vida é e sempre será
Uma jóia muita cara
Mas alguns de nós
Precisam saber
A maneira correta
de a lapidar
Um dia a roleta pára
No início
ou no fim
E tudo que restar
Medos e segredos
Guardados e esquecidos
Sob a égide de uma lápide
E, talvez
Algo muito bonito
Esteja escrito ali.
Edson Ricardo Paiva
Olhe o parque
E a roda gigante
Rodando, rodando
Como nossas vidas
Brincamos, brincamos
Nunca levamos a sério
O grande carrossel
Não pare, não pare
Nosso parque se foi
Quero que volte
E que ele traga
Nossa pipoca
Nossa maçã do amor
Que novamente
Rodemos de novo
Juntos no carrossel
Que olhemos
Para o céu
Na roda gigante
Como toda criança
Que sonha
Pra sempre
Que a vida
É um parque
O parque da vida
E o mesmo carrossel
A vida anda, a dor roda, a alegria volta, a dor vai e
Deus as vezes me dá a impressão, que o céu é aqui mesmo
tal a paz que se faz.
Pensamentos na Roda de Chimarrão
A roda de chimarrão se forma sem aviso. Um chega, outro puxa a cadeira, alguém esquenta a água. Quando se percebe, o tempo já diminuiu o passo e ninguém sente falta da pressa.
Na roda de chimarrão sempre tem quem fale menos. Não é silêncio vazio, é escuta. A cuia vai e volta, e junto dela um pensamento que ainda não terminou.
O silêncio na roda de chimarrão nunca constrange. Ele se senta junto, toma um mate e fica. Às vezes diz mais que a conversa inteira.
Tem roda de chimarrão que começa leve e, sem combinar, vai ficando funda. Quando vê, alguém falou de infância, outro de ausência, e ninguém tentou consertar nada.
A roda de chimarrão mostra o ritmo de cada um. Tem quem devolva a cuia rápido, tem quem demore. Ninguém apressa. O mate não gosta disso.
Na roda de chimarrão se encontram pessoas que talvez não se encontrassem em outro lugar. Ali, todo mundo bebe do mesmo amargo e isso iguala.
Algumas conversas só existem na roda de chimarrão. Fora dali não teriam espaço, nem clima. São feitas do vapor da água e da confiança que se cria sem anúncio.
Quando alguém chega atrasado na roda de chimarrão, a roda abre. Não precisa pedir licença. A cuia já sabe o caminho.
Tem roda de chimarrão em que ninguém resolve nada. E mesmo assim todo mundo sai melhor do que entrou. Resolver nunca foi o objetivo.
Na roda de chimarrão, a ansiedade vai ficando menor a cada gole. Não some, mas aprende a sentar e esperar.
Sempre tem uma risada que nasce do nada na roda de chimarrão. Não é piada ensaiada, é convivência se reconhecendo.
A roda de chimarrão não cobra explicação. Quem fala pouco fica. Quem fala demais também. O mate não mede ninguém.
Tem histórias que se repetem na roda de chimarrão. E ninguém reclama. Porque não é a história que importa, é quem está contando de novo.
Quando a água esfria na roda de chimarrão, alguém levanta e esquenta de novo sem dizer nada. Cuidar ali é gesto pequeno.
Às vezes a roda de chimarrão fica só no som da bomba. Ninguém se incomoda. Aquilo também é conversa.
A roda de chimarrão ensina que dá pra discordar e continuar sentado. A cuia passa mesmo assim.
Tem roda de chimarrão curta. Alguém precisa ir, outro chega só pra um mate. Mesmo assim valeu.
A cuia passa por mãos diferentes na roda de chimarrão e nunca muda. O que muda é o jeito de segurar.
Quando a roda de chimarrão termina, ninguém anuncia. Ela se desfaz como coisa viva, deixando um resto de calma no ar.
No fim, a roda de chimarrão não é sobre o mate. É sobre estar. O resto acontece sem esforço.
Na roda da vida que chamamos de tempo, o passado é sempre criado no presente a cada momento futuro.
A roda está aberta
Quando eu era criança,
o mundo não explicava nada,
apenas acontecia.
As árvores falavam baixo,
os rios riam alto,
e o céu trocava de roupa
sem pedir opinião.
Eu acreditava.
E isso bastava.
Os antigos sabiam:
em algumas aldeias do Sahel,
as crianças nascem velhas
e vão ficando leves com o tempo.
Entre os hopis,
elas chegam trazendo histórias
que os adultos esqueceram de escutar.
Por isso brincam.
Para lembrar.
Quando virei jovem,
o sangue quis correr mais rápido que o destino.
Aprendi com Inanna
que descer aos infernos
também é iniciação.
Com Oxum,
que beleza é força em estado líquido.
Com os gregos bêbados de Dioniso,
que o corpo pensa
quando dança.
Errei muito.
E cada erro
abriu uma janela.
Os astrônomos da Babilônia diziam
que o céu é um livro em movimento.
Os povos do Pacífico navegavam
lendo ondas invisíveis.
Eu também aprendi a me orientar
pelo que não se vê.
Hoje caminho como anciã
mesmo rindo como menina.
Carrego o tempo dobrado nos bolsos.
Sei que o mundo nasce, quebra,
renasce torto
e continua.
As avós da floresta dizem
que a morte é só uma mudança de canto.
Os xamãs da neve
sabem que o silêncio também ensina.
Os griôs guardam universos inteiros
numa pausa bem colocada.
Dentro de mim,
todas as idades conversam.
A criança puxa minha mão
para correr atrás de borboletas.
A jovem acende fogueiras
onde disseram que era perigoso.
A velha sopra brasas
e chama isso de bênção.
E eu canto.
Mesmo sem afinação.
Eu danço.
Mesmo sem plateia.
Eu celebro.
Porque estar viva
é o maior segredo já contado.
Se você chegou até aqui,
não é por acaso.
Os antigos dizem
que quando um texto toca o peito,
é porque ele te reconheceu primeiro.
Então entra.
A roda está aberta.
Tem riso, tem tambor,
tem vida passando agora.
Se viver escolhendo sempre o maior e o melhor. Estará sempre nessa roda gigante onde tudo desagrada. Procure explorar, mais internamente e ai se encontrará. E tudo se ajustará perfeitamente na sua vida. Não busque o maior e melhor e sim aquilo que se encaixa
Divirta-se
A vida é uma roda gigante
Um parque encantado
Permita-se
Sua história é vc quem escreve
E ela será a melhor que puder fazer.
Ame-se
Antes de dar amor
É preciso amar-se
Brinque e seja feliz nesse parque
Onde sua história de vida , permite o seu melhor ...
Capricha ai...
Sou autêntica em cada detalhe. No meu lar, nas redes sociais, na roda de amigos, nas ruas ou em grandes eventos, você encontrará a mesma identidade, a mesma Raquel de sorrisos largos e o abraço apertado. Sei caminhar por palácios me assentar entre príncipes mas também sei caminhar nas vielas e estar na simplicidade de uma comunidade. Do básico ao extraordinário, continuo sendo eu, essa é minha essência.
