Andre guide
Deserto
tão quente e árido
têm riqueza em vida
normalmente escondida
em umidade sorvida.
A areia desértica;
crítica, simpática
à erosão eólica
tão melancólica,
na sílica telúrica.
Em peste, o solo;
frívolo, malévolo, díscolo.
Isócolo; em fogo: ignícolo.
No inverno, nevoeiros
Em esteiros, ventos traiçoeiros
ventos matreiros desordeiros.
Chuva, rara, passageira
disserta em areia
o sopro assoreia
o cerne à veia.
Se alguma beleza, se alguma vez vi,
O que eu desejei, desejei e consegui,
era apenas um sonho, um sonho de ti.
E agora, para as nossas, nossas almas em segredo,
que não prestam atenção uns aos outros por medo;
Para o amor, todo o amor, de outro enredo
Que os descobridores no oceano novos mundos renascidos,
Deixe mapas para outros, em um mundo esquecido
Possuamos um mundo, cada um envaidecido
Minha face no teu olho, a tua: parecido.
E os verdadeiros corações lisos fazem descansar;
onde podemos encontrar outro assunto a não falar?
A inadimplência mental é quando alguém se torna muito corajoso para desperdiçar a si mesmo, para negligenciar e não ser.
Sentir não respeita nenhuma divisão. Sentir conhecendo é irreconhecível. Sentir é totalidade em incompletude.
Campo de Batalhas
Não vejo sentido maior na vida, do que ela própria. Não é exagero pensar que estamos em um campo de batalhas. Aqui, onde cada um tenta vencer a sua própria guerra, e isso é um dos sentidos mais interessantes e ao mesmo tempo o mais devastador de todos, pois perderemos a batalha em estantes.
Sempre Desejamos
Nós seres humanos somos muitos inexatos, nunca conseguiremos ser o que realmente desejamos, pois, sempre que desejamos e conseguimos, queremos mais, sendo assim, o desejo é algo inesgotável e inserto. A vida neste caso é, apenas o desejo mais profundo.
O ÚNICO PRAZER
Os desejos são as sensações mais incertas e prazerosas que uma pessoa pode sentir sozinha. Talvez seja este o único prazer exclusivamente nosso.
O que destrói a família não é o que bate à porta de diversas formas, mas a falta de amor entre seus membros.
"SILENCIA, se não puder elogiar, ACEITA, se não conseguir entender, ACOLHA, se não puder aconselhar, CUIDA, se não conseguir encarar, PERDOA E AMA, sempre"
AMAR, AMANDO SEM AMOR
Amor que surge de um acaso
De uma brisa qualquer
Meio desgovernado
Amando uma mulher.
Entre a sobra dos seios
Encosto meu rosto
Sem sessão sem meios
Fazendo da carne encosto.
Do ventre nasceste amando
Sem amor e pecado
Do sorriso carregando
Um doce amargo.
Na falta de sentido
Uma noite de lua
Iluminando o vestido
De corpo despido
Andando na rua.
Não é agora
Mas o amor é isso
Tudo na hora
E depois desperdício.
Quando a roseira estava sendo criada, interrompeu o Criador perguntando: Quem vai me cuidar? Quem vai me podar? quem vai me dar a água que necessitarei? Ao que o Criador prontamente respondeu: Isto, depende de você. Descubra seu propósito, atinja, que a recompensa lhe será dada.
Assim ficou observando a delicadeza e o empenho com que era criada. Perfumes, matizes de cores, plasticidade das pétalas e, por fim, concluída, com carinho foi plantada no jardim da vida.
Algum tempo se passou até que o despertar da primeira rosa chamou a atenção de um viajante que cortando a flor levo-a para presentear sua amada. Tal gesto, foi sendo copiado ao passar dos tempos, proporcionando momentos alegres, ajudando a despertar felicidade, unindo vidas, criando relacionamentos. Acontecia que a cada corte de suas rosas, a roseira era podada e ficava mais forte, mais saudável.
Por fornecer tão bela flor, também era regada, as ervas que ao seu redor brotavam, eram retiradas. Por fim, ela estava sendo cuidada. Quanto tempo dura uma roseira, mais de mil anos, mais de mil cores, mais de mil sorrisos, mais de mil amores, depende dela, depende de você, depende de nós.
Yasendulo fora um ser mítico que ensinou a sabedoria à humanidade em um período antediluviano. Desde criança, Yasendulo teve sérios problemas de saúde, muitos deles neurológicos. Consta nas tábuas de argila que sofreu de abscessos assépticos disseminados, aceruloplasminemia, oxifellia e triqueneloso crônica aos dois anos. Teve delírios de ausência de fundamento na adolescência e foi internado em sanatórios sumérios 5.000 anos A.C. Sofreu na mão de curandeiros locais e psicanalistas por duas décadas. Tamava fluvoxamina sem receita, visto que a mesma ainda não fora inventada. Muito menos a escrita (e os curandeiros já tinham a letra horrível).
Um dia, Yasendulo parte sem rumo para o mais longe possível do que é hoje o Iraque e encontra uma tribo tão primitiva quanto gigantesca: 256 habitantes, econdendo-se na multidão. Seu comportamento apático o transforma, rapidamente, em um anti-líder nato. Um dos sábios da tribo, percebendo sua exímia capacidade de não liderar o procura ao anoitecer.
"Por que você não quer ser o santo das massas e dos demais gurindji, Yasendulo ?
"Eu não sou gurindji."
"Não importa. Aceitaria?"
"Não creio em países e não creio em nenhuma divisão política."
"Mas você tem vivido conosco. Comido nossa comida. Bebido da nossa água."
"Eu tenho de viver em algum lugar e por isso vivo aqui, mas não pertenço a este lugar."
"Você tem SANGUE nacionalista. Você tem esse verniz de fascismo nascionalista neurótico e displicente."
"E?"
"Você não é uma pessoa religiosa."
"Eu não sou gurindji, primeira coisa. E segunda, também não sou santo."
"E não pode ser?"
"Se eu sou um santo, então você é um pecador. Tem que ser pecador. Caso contrário, como eu poderia existir? Para criar um santo serão necessários milhões de pecadores."
"Temos três centenas..."
"Muito vou-para-o-céu-e-você-vai-para-o-inferno. Todos somos sagrados."
"Todos os gurindji?"
"TODOS NÓS. Consciência universal. Eu poderia ser um santo para os gurindji e um demônios para os chineses. Um santo neste século e um profano para o próximo."
"Pena eu ter esquecido a minha argila para entalhar isso. Pena eu ser analfabeto também."
"Não me permito ser definido por mais ninguém. Sou apenas eu mesmo."
"Isto soa MUITO BEM! Você será o maior profeta gurindji de todos os tempos! Precisamos de armas. Muitas."
"Armas?"
"Sim. Não quero toda essa violência. Estamos fartos de guerras e mortes. Você quer mortes?"
"Não!"
"Você é algum tipo de amante-de-mortes?"
"Nada de mortes!"
"E ficará aí parado? Crianças gurindji morrendo e você aí parado."
"Estou em renuncia. E quem está matando crianças gurindji?"
"Nós mesmos. Estamos sem um guia no momento."
"Deus..."
"Nada de Deus. As pessoas ainda não têm sua iluminação. Estão inconscientes. São cegas."
"Sim."
"Você é um bom observador, apenas isso."
"O que quer dizer?"
"Não tenho mais certeza se você daria um bom santo gurindji."
"Concordo."
"Mas seria um bom líder sindicalista."
Por meio destes novos olhos, tem-se a sensação da ilusão do momento. E que o hipercubo compacto é formado por alinhados em cada dimensão do espaço. Ângulos retos com os outros segmentos da vida. É significante o quanto possamos correr ou as tentativas infrutíferas de adiar a vértice da morte. O hipercubo tudo circunda para o grande despertar. Em todas as vértices. O hipercubo está imerso em uma linguagem esquecida no fundo de uma caverna rochosa apinhada de lobos devoradores.
"Instantaneamente sigo o destino, com medo de errar não quis atirar a pedra. Quando vi o ser que exatamente transmitia o sinal de luar, quis me retirar. Mas como sempre segui o destino decidi deixá-lo. Confesso que foi disléxico dizer tchau, mas preciso foi! Itinerante deixei de ser o SER para ser EU."
