Almeida garrrett
" A imperfeição é uma dádiva de Deus, sem a qual jamais desfrutaríamos de sua extraordinária graça."
Não me interessa o êxito perante e relativamente os outros. Importa-me, sim, e sem rascunhos, o meu mundo e a minha vida.
Adoro o meu lado louco e não posso deixar de rir com vontade, quando, a cantarolar, conduzo com a música bem alta, e percebo, nos gestos e nos olhos dos outros, a censura de quem, bem no fundo, também deseja soltar-se.
Deus protege e cuida da minha família, dos meus amigos e de todos os que procuram o amor e praticam o bem.
Perdoar e deixar ir sem magoar. Amar é exatamente isto. Amar é agradecer a quem se ama a oportunidade de verdadeiramente amar, é desejar o seu bem e a sua felicidade, e como uma essência emocionalmente inteligente, é fazê-lo dentro de um sorriso só nosso, interno, suave e secreto.
Respeito mas não acarinho os estigmas que absorvem os outros.
Alimento-me de coisas simples e que realmente importam.
Deus nunca teve a obrigação e o dever de me consertar. Dele vem a minha força, mas essa obrigação é e será sempre minha, pois há muito – e de uma forma consciente e perfeita – percebi que não existem recompensas no Universo e nem as mesmas devem ser almejadas.
Não tenho um dever obsessivo para comigo própria. Não gosto da perfeição. Erro sem parar, mas liberto-me trabalhando para ser uma pessoa cada vez melhor para mim, para os outros e para o mundo. Não gosto do que é morno. Sou tranquila, mas adoro molhar os pés no mar, de sentir a turbulência do vento e de me molhar na chuva viva, quente e fria, aceitando a adversidade e o amor. Não gosto de linhas retas. Não sou melhor nem pior, muito menos infalível, sou silenciosamente humilde, mas intensamente efervescente com a vida e pela vida.
Quero um abraço aconchegado, uma gargalhada solta, mãos dadas, uma flor do campo e ficar olhando o mar.
Normalmente, quem muito julga os outros, não só não possui uma vida própria, como também se esconde de si mesmo.
