S. inácio
Derramar lágrimas ilude os olhos tristes cansados que tanto espera a mudança por não chegar, quem se ilude não faz a hora, nem tem tempo de ir, nem tem volta de chegada.
'ANO POLÍTICO'
Tempo de cidadania,
dos indecentes.
Das escolhas dos representantes,
do 'NADA SERÁ COMO ANTES'.
Dos reflexos que não mudam,
mudas que não brotam em meio a tantos fertilizantes,
terra boa para plantar,
cultivar...
Elegemos nossos reflexos.
Elegantes estampados na tribuna,
triunfantes.
Roedores sem identidade?
Que nada!
Fazemos parte!
Há muito da nossa cultura no palanque,
cultura irritante...
É também o ano das equivalências,
cidadãos plantando esperanças em meio ao sol.
Dos que tentam transformar o desequilíbrio das formas.
O céu não transmudará repentinamente,
já é tarde!
Esperarmo-lo ei há tantos anos.
A 'identidade' já estar enraizada em naufrágios,
sufrágios,
símbolos covardes...
Sem identidade, se tivesse alguma, seria servil, oprimido, lacunas. Desenhei meu mundo: metáforas! Só entra os ilusionados, patéticos, sem fortunas.
'MEU COLEGA DE QUARTO'
Ele sempre chora.
E perde as estribeiras.
Clama pelas razões que lhe sustentam.
Tem o coração do tamanho de um trem,
viajando por vilarejos,
perfeccionado o amanhã,
diferente do hoje...
Sonha com os pretextos,
esquecidos nas janelas.
Tem o coração remendado de razões banais.
Ele sofre,
como o copo quebrado,
perfurando a pele,
fragmentando abraços...
Tolo,
esquece bicicleta nas ruas,
fotografias no chão.
Espera sorrisos que não vem.
E aguarda esperança nos diálogos trazidos pelos ventos.
O presente fez-se maré,
e todos não entendem...
Ele é reflexo,
vidro polido.
Com suas lágrimas intermitentes e diárias.
O quarto está escuro e não se pode vê-lo.
Queria não sê-lo,
e não desejar-lhe imagens diárias.
Meu colega de quarto,
o espelho,
tão singular,
transparente,
sempre foge de mim...
O CHORO QUE NADA SENTE....
Sou estranho ao mundo, e aos que me veem. Em caminhos tortuosos que só eu entendo, a dor será provisória. Não quero remeter ninguém ao sofrimento de ter vindo ao mundo pelo choro...
A verdade é que, o choro é reconfortante, sempre faço-o escondido, como se tivesse roubando algo que sempre me pertenceu. O tempo passa e mais mantenho-me sozinho, por mais que centenas estejam ao meu lado...
--- Risomar Silva ---
"O maior inimigo da igreja de Cristo não é o Diabo e nem as pessoas que estão fora dela, mas sim alguns de seus membros que não nasceram de novo".
Anderson Silva
Quando te encontrei não acreditei na sorte que tive...
ao te perder não acreditei que essa imensa sorte que eu tive tinha acabado...
Ademir oliveira
Fico pensando que sentí , mas fico com medo de ter pensado que sentí por estar a aprender que não se deve pensar mas fazer o que pensamos que pode ser, que pavor estou outra vez com medo por ter pensado o que sentí, é tudo pensamento. Vou morrer se pensar na vida, eu só faço porque vivo, a vida de cada um está dentro dum intervalo aberto, O que faço porque vivo está entre um momento e o outro momento e este instante não é pensado, é porque vivo e se chama sono que nos mata e leva-nos para outro momento, são etapas, interrupções na vida vivida. Estou novamente a pensar, pensaria em que se o sono não me interrompesse do momento anterior, não importa ficar ou não com medo, é tudo pensamento, importante é reduzir o tempo entre pensar e fazer.
" O que você era antes de ser?
-Nada.
Nada não existe.
O que existe é o TUDO.
Hoje apenas somos humanos...
E a sensação de incompletude."
Só se vive uma vez, ame, brinque, lute, tenha objetivo, corra atrás dos teus sonhos. Uma vida sem sentido é veneno pra morte...
Pense nisso!
É tão bom quando alguém sai mas volta sem querer um pouco mais cedo
Só pra lhe arrancar um sorriso antecipado.
Eu sou quem você acha que vê! Mas você nem se quer sabe quem sou! Afinal quem sou eu? Eu sou quem sou pra quem merece o meu eu e não para aqueles que ao me ver acha que sabe quem sou! Eu sou quem você vê e também sou o que sou.
Uma constelaçao que brilha e arde, estremece o sonhador que ver e sente, o pragmático só ver ou só sente.
Coração ancorado na estada neutra desse porto se aninha audáz, no alívio de sentimentos frívolos.
Se sofrera por quem nunca mereceu amor, respeito e atenção, agora alavanca tamanha felicidade, na maré mansa dos dias ao sol dourado da espera ao som das gaivotas sem rumo.
Nesta estadia sem relógios, gargalha ter amado o desprezível.
