Ferreira de castro
Nos traços da missão da sua luta,
Dirige-se ao prélio o legionário;
Definem da coragem o seu erário
Suas linhas com face resoluta.
E galopa veloz cortando o Tempo,
Do dever sua lança o império vibra:
Densas formas desenham sua fibra,
Que os mares da batalha vai rompendo.
Com o fatal findar da resistência,
Desmonta-se o lanceiro em seu declínio
Nos seus rumos desfeitos de existência.
Em esboços se prostra o paladino:
Ei-la, cavalaria de imponência,
Quebrantada em areias do Destino.
Desvendo, introvertida e tão dolente,
Com o verso, que acorda e nada oculta,
A rosa cuja espada vil se sente
No arrebol das paixões da vida adulta.
Aos grilhões do encanto me condeno
A cultuar, honrado, suas formas,
Admirando da lâmina o veneno
E queimando na dor de suas normas.
Ainda que aflições tenha por lemas,
Manifesta-se a rosa com estima,
Que dos versos se adorna nos dilemas.
Se no segredo o amor rasga e se firma,
Deixe o mundo que fervam os poemas,
De onde revela o mal a triste rima!
Visão minha cerra
Do próximo ser
A história que berra
O antigo viver.
Memórias distantes
De fados semblantes
São rastros flagrantes
Do meu padecer.
A dor que se encerra
No seio pra guerra
Visão minha cerra
Do próximo ser.
E fende a vivida
Presença a prisão
Na água aguerrida
Da minha visão.
Abranda do vulto
O mal resoluto
O nobre atributo
Do agora: tensão.
Hesita rompida
A estrada da vida
E fende a aguerrida
Presença a prisão.
Que Deus me suporte
Trilhando o porvir.
Morri sob o forte,
No forte nasci.
Incógnitas cores
Que tingem as dores
Do céu de terrores
Me têm a cair.
Nas brumas da sorte
Do vale da morte
Que Deus me suporte
Trilhando o porvir.
NÃO OU NÃO !
É meu amigo!
Eu estou sem emprego, já alguns anos, e tenho recebido a seguinte resposta dos recrutadores: O seu currículo é bom, mas não se adapta a perfil que queremos ou então, com mais sinceridade: a sua idade é um problema e não podemos contrata-lo.
E hoje eu olhei para o meu armário completamente vazio e fiz a seguinte reflexão : Recebi meu primeiro NÃO quando sai da barriga da minha mãe, estava roxo, sem respirar, sem batimentos cardíacos, depois de algumas horas de desespero da equipe médica, apareceu uma injeção milagrosa e me salvou. Aos 5 anos veio o segundo NÃO a separação conturbada dos meus pais. Passei a receber então vários NÃOS : A sua mãe NÃO tem condição de te sustentar, vai viver com sua tia. Depois de um ano: NÃO posso mais te sustentar, você tem pai, disse meu tio. Fui para casa de uma outra tia e depois de um ano NÃO. Casa de minha vó paterna depois 2 anos NÃO. Fui parar no colégio interno do governo, depois de alguns meses de maus tratos, minha vó paterna me retirou do inferno e me entregou, na justiça, para o meu pai me criar. Após alguns anos, sendo humilhado, mau tratado pela minha madrasta (seu índio curumim, seu porco, você não vai passar nessa prova, você não vai ser ninguém). Eu resolvi dizer um NÃO : NÃO quero mais viver com vocês, vou voltar para casa de minha mãe!
Depois disso tudo eu comecei a receber os seguintes sins : SIM ao serviço militar, SIM de 3 grandes empresas multinacionais, SIM da minha esposa, SIM dos meus 4 filhos, SIM dos meus 2 netos, SIM dos meus amigos de infância, SIM dos meus amigos e companheiros do trabalho, e para terminar o SIM de todas as pessoas lindas que tive a honra de conhecer.
E hoje eu recebo mais 1 NÃO, para vaga de emprego.
Sem problemas ou NÃO !
A maldade no Brasil não tem precedentes , só tem consequências , é gerada pelo ódio e pela inveja e dá uma sensação de prazer orgástico ao seu possuidor .
O fanático tem por regra não analisar a culpa do acusado mas condenar quem o acusa , é mais reconfortante .
Memória: que vigor tem para à dor
Sujeitar-me. Regresso em vão no Tempo
E do que foi - fatal - viro detento,
Do remorso me tendo receptor.
Memória: lutuosa, trepidante;
Mesmo que na masmorra seja presa,
Nas mentes mais calosas, de agudeza,
Às ruínas de agrura é instigante.
De reflexões na vida o império alcança,
Correntes de incertezas já levanta
Do passado infinito a guilhotina.
Assombrada, troveja, cinza, canta
A música da Morte, o vivo encanta:
Em estupor o caos me alucina.
No obscuro emaranhado da minha mente, vejo portas que deveria estar abertas e se encontram fechadas, vejo magoas ressentidas e não superadas, pessoas tristes por muito e as vezes por nada, como uma luz que poderia estar acessa mais hoje se encontra apagada.
Não sou o que se vê. Em um deslize,
Sou o que em teus agrados tempesteia
Um tom fúnebre e rasga tua veia
Nas linhas do Destino que eternize,
Que tenebrosamente a dor te instaura
De seus lábios não teres mais tocado;
De Sêneca ao ébrio, venerado,
Sou o Tempo, fugaz e sinistra aura.
Dir-me-ás: "Que injustiça! Por que escapas
De mim quando me falta mais a vida
E fechas, prematuras, as etapas?"
Consumados os séculos, roída
Tua carne em horror, vais ver: derrapas
Na ilusão de uma fase usufruída.
Determinação: inabalável, superação: medos ocultos, vencer na vida: apenas detalhes, encontrar felicidade: primeiro preciso saber o que ela é de fato.
O tempo cura as feridas ao mesmo tempo que nos deixa mais fortalecido de novas decepções que certamente teremos na vida.
Você é meu castigo.
Querendo te querer,
Sem poder viver contigo.
Quando você me quis eu não quis te querer.
Agora tenho que me acostumar viver sem você.
Outro alguém já vive com você e eu aqui a sofrer.
06 - 01 - 23
#MariaFerreiraDutra
#Pensamento
#solidão
#arrependimento
#superação
