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*Galho*
No mĂłvel do quarto
sĂł tua imagem em uma foto 3X4 cabe inteira de saudade
ocupando o cĂŽmodo todo.
Na Ășltima pĂĄgina do caderno,
escondido como quem pede socorro,
um rabisco insiste:
"... de um galho nasce o bem querer,
e eu te quis como um louco."
Do galho torto da lembrança
brotou essa febre mansa.
NĂŁo escolhi. Nasceu.
E quis. Como quem nĂŁo tem escolha.
(Saul Beleza,)
... mesmo preferindoÂ
a companhia de outros seres,Â
mormente avesso a qualquer resquĂcio
de solidão - ainda assim, ninguém fugirå de
si mesmo - daquilo que mesmo acompanhadoÂ
ou ocasionalmente recluso, representa o mais especialÂ
dos seus embates como espĂrito: a conquistaÂ
de sua autonomia como um serÂ
Ășnico e capaz!
... assevera
a filosofia do espĂrito que
cada homem personifica um Ser
condenado ao cultivo e sofisticação
de sua inalienĂĄvel liberdade â porquanto, lançado ao mundo, ele se torna o Ășnico responsĂĄvel por aquilo que fez, faz
e ainda farĂĄ em favor do seu
impermutĂĄvel destino!
QUE CONSIGAMOS SER E TER GRANDES AMIGOS. SĂ ASSIM ENCONTRAREMOS O CAMINHO CERTO PARA A FELICIDADE.
NN
Hoje sou mais ser;
Quero mais Ă© compreender;
Que a vida nĂŁo Ă© sĂł ter;
E nĂŁo Ă© sĂł enxergar, tenho que realmente ver;
Dialogar e nĂŁo gritar e de mansinho cada palavra dizer;
Entender que ser razĂŁo nem sempre me traz prazer;
Ter gratidĂŁo Ă© sempre o meu dever;
A boa ação, procuro todos os dias fazer;
Pois o que me resgata de verdade; Ă© saber viver;
O que me torna sĂĄbio Ă© entender;
Que o amor Ă© a fonte inesgotĂĄvel de todo florescer.
Nara Nubia Alencar Queiroz
@narinha.164
Percebi que era vocĂȘ quando o mundo ficava em segundo plano
e a minha vontade era sĂł ouvir tua voz,
mesmo no meio do caos,
mesmo sem assunto.
Percebi que era vocĂȘ quando o meu peito aprendeu teu ritmo,
quando meu corpo reconhecia tua ausĂȘncia
antes mesmo de eu admitir,
e o silĂȘncio passou a ter teu nome.
Percebi que era vocĂȘ quando baixei as defesas,
quando te entreguei meus medos sem ensaio,
quando confiei minhas partes quebradas
sem medo de vocĂȘ ir embora.
E entendi que era amor quando nĂŁo precisei provar nada,
quando cuidar virou natural,
quando te escolher todos os dias
pareceu a coisa mais simples do mundo.
Que seja sĂł 1% â
eu coloco nele todaÂ
a coragem que me resta.
Porque Ă s vezes o amor nĂŁo nasce da certeza, nasce do salto que a gente dĂĄ mesmo tremendo.
Os 99% sĂŁo medo, eu sei.
Medo do silĂȘncio depois da pergunta, do olhar que nĂŁo fica,
da resposta que desmonta o coração.
Mas esse 1%Â
carrega esperança demais
pra ser ignorado.
Ă o instante em que penso em vocĂȘ
e tudo dentro de mim decide tentar.
Se eu for rejeitado por vocĂȘ, vou seguir a minha vida sem vocĂȘ â mesmo que os 99% jĂĄ tenham tomado conta de quem eu sou.â
Ăs vezes quero desaparecer por algumas horas,
nĂŁo pra morrer, nĂŁo pra ir embora,
sĂł pra nĂŁo precisar ser nada.
Queria um lugar onde eu pudesse chorar sem culpa,
gritar sem explicação,
ficar em pedaços sem ter que me recompor rĂĄpido demais.â
â No fundo, talvez eu sĂł esteja exausta(o).
De sentir demais, de segurar demais,
de fingir equilĂbrio quando tudo treme.
E mesmo assim eu continuo dizendo âtĂŽ bemâ,
nĂŁo porque seja verdade,
mas porque ainda estou aqui â
e isso, por enquanto, Ă© o que consigo ser.
Estou com estabilidade com a conexĂŁo,
Não só da rede que nos mantém juntos,
Mas da chama que acende no coração,
Do toque suave que dissolve todos os pontos.
Cada palavra tua Ă© sinal constante,
Que me alcança mesmo na distùncia e no tempo,
E sinto o mundo inteiro mais vibrante,
Quando me perco no teu silĂȘncio
 e alento.
NĂŁo hĂĄ falha,
queda ou interrupção,
Que apague a força doÂ
que temos em nĂłs,
Porque a tua presençaÂ
Ă© a minha razĂŁo,
Meu porto seguro,Â
meu rastro de luz e voz.
E assim, com cada gesto e intenção,
Reafirmo, com amor e devoção,
Que mais que uma conexĂŁo de transmissĂŁo,
Ăs a frequĂȘncia pura do meu coração.
Palmeiras
Verde que nĂŁo Ă© sĂł cor,Â
Ă© promessa,
Ă© peito aberto cantando no escuro do estĂĄdio.
Cada passo no gramado carrega histĂłria,
cada grito na arquibancada vira destino.
Forjado na luta, gigante no silĂȘncio,
vence quem aprende a cair sem perder a fé.
Quando o jogo aperta,Â
o coração responde:
ser palmeirense Ă© ficarÂ
quando todos duvidam.
HĂĄ tĂtulos, simÂ
â mas hĂĄ algo maior:
o laço invisĂvel entre geraçÔes.
AvÎ, pai, filho, o mesmo escudo no peito, o mesmo amor que não se explica, se herda.
E quando a bola beija a rede,
nĂŁo Ă© sĂł gol
 â Ă© catarse, Ă© lĂĄgrima, Ă© chĂŁo tremendo.
Porque esse verde nĂŁo passa,
ele mora.
Os Ăłleos das plantas misturam-se ao nosso querer,
Como se o mundo conspirasse sĂł pra nos ver.
Meu coração pulsa no ritmo da chuva e do teu perfume,
E tudo se transforma em paixĂŁo que consome
Fica comigo nesta chuva que Ă© sĂł nossa,
Onde cada gota molha a alma e nos abraça.
Que o cheiro da terra, da chuva e do teu ser
Sejam lembrança eterna do que é viver e amar.
Se fores sĂł humana, eu aprendo.
Se fores sĂł sonho, eu acordo.
Mas se fores esse meio-termo impossĂvel,
onde o real encosta no sagrado,
entĂŁo que eu te ame assim â
nĂŁo como verdade absoluta,
mas como o mito que me ensinou a sentir.
â Hoje lembro sem dor,Â
sĂł com ternura.
HĂĄ amores que nĂŁo voltam,
E tudo bem.
Eles existem apenas para provar
que fomos capazes de amar assim.
Se quiserem me chamar do que quiserem, que chamem.
Só eu conheço o preço da mulher que me tornei.
E foi nesse caminho
â firme, imperfeito e verdadeiroÂ
â que aprendi a amar sem me perder, e a encontrar felicidade
sem precisar me diminuir por ninguém.
