Novembro azul
Eu amo saltos e amo tênis. Eu gosto de rosa e também gosto de azul. Gosto de futebol e gosto de romance. Não sou só felicidade e também não sou apenas tristeza. Eu não sou apenas uma coisa. Eu sou superfeminina e moleca ao mesmo tempo. Então não tente me definir, afinal, eu sempre mudo.
Estava como um azul opaco,
sem luz, sem brilho, estava eu estatalada,
desligada e acorrentada pela amargura,
estava eu no estava.
Presente estou,
pelo azul vivo que em minha face aparece,
ligada nas situações ao meu redor e livre,
Estou eu feliz no presente que vivo.
Oh, meu Rio de Janeiro!
Céu azul, mar azul
como é lindo seu visual.
Em plena natureza deslumbrante,
de gente fina e elegante,
de fevereiro a fevereiro,
do povo carioca tão maneiro.
A montanha e o lago
É um lago azul, tranqüilo, pequenino,
sereno, cristalino,
bem ao pé da montanha distante, onde o vê...
Da sua superfície sempre calma
nada perturba a suave placidez
De súbito, uma pedra vem rolando
e sobre as águas cai...
Uma onda, uma outra mais se vão formando
e em círculos concêntricos crescendo, aumentando,
chegam até as bordas, e a primeira
transborda... e sai...
a alma da gente é assim, é como um lago
bem ao pé da montanha do destino,
com a sua superfície transparente...
Vem a pedra rolando e a água perturba,
os círculos se vão formando, vão crescendo,
e de repente,
as lágrimas transbordam uma a uma
pelos olhos da gente
Na manhã azul de um outono quase congelante,
vislumbro o entardecer na solidão com meu livro.
Ele é meu ínico amigo no momento.
Enquanto meu amor se prepara para noite, meu coração se prepara para mais um dia sem ela.
Pra consolo, ouço o gorgeio de um pássaro muito belo, logo ali. Parece trazer uma mensagem, paracere me dizer algo.
Talvés esteja anunciando o próximo dia. Eu e meu livro, na solidão do outono quase congelante.
Passaro Azul
Um dia minha vida estava noite, e no meio da escuridão vi a lua amarelada não tinha o mesmo brilho, mais ao seu lado vi uma estrela gigante, quando a vi quis aprender a voar, só para poder chegar até lá , tudo que queria era ficar perto da estrela, isso porque quando a vi já sabia que a amava, mais nem sempre as estrelas são o que parecem, já tinha nascido com asas desde cedo, sabia que podia voar, mais nunca liguei para isso tudo que eu queria era estar sempre com os pés no chão, mais nem sempre o chão eh seguro, imaginem o céu..
Passaro Azul
Um dia minha vida estava noite, e no meio da escuridão vi a lua amarelada não tinha o mesmo brilho, mais ao seu lado vi uma estrela gigante, quando a vi quis aprender a voar, só para poder chegar até lá , tudo que queria era ficar perto da estrela, isso porque quando a vi já sabia que a amava, mais nem sempre as estrelas são o que parecem, já tinha nascido com asas desde cedo, sabia que podia voar, mais nunca liguei para isso tudo que eu queria era estar sempre com os pés no chão, mais nem sempre o chão eh seguro, imaginem o céu..
Voei o mais alto que pude e vi grandes coisas, visitei planetas e estrelas mais o único lugar que retornaria seria na estrela brilhante por quem me apaixonei...
Um minuto e mais algumas horas de insônia. Lá fora o céu azul, aqui dentro uma chuva negra.
Garganta seca, olhos quentes, meus pensamentos vagando em um cabeça parada, gestos oscilando de ótimo para o estável em segundos, um cinzeiro cheio de memórias, uma madrugada convidativa para bons pensamentos e reflexões, a vida agora me ensina somente o que tenho que aprender, coisas efêmeras, coisas que sei lá, tenho que aprender.
Rodopiei no azul
Espreguicei-me no anil
Emergi do caos
- Pairei sob o teu corpo -
Atenta ao brilho das estrelas
A lua me observava, porém eu não conseguia enxergá-la.
O céu escuro e sombrio expelia uma luz azul-marinho em meu rosto; Uma lágrima jorrou.
Meus olhos refletiam a lua, as estrelas; Meu olhos refletiam o céu.
Um céu que me cercava aonde quer que eu fosse; Um céu que me rodeava.
Mesmo eu não vendo este glorioso céu, ele continuava me encarando, deixando o meu olhar recaído.
No fim daquela noite, o vento ressecou minhas lágrimas; As estrelas se afastaram de mim.
A lua queria sumir, dando espaço ao sol; Eu resolvi me esconder...
Uns gostam de amarelo, outros de vermelho, outros de azul, o que seria das outras cores se todos so gostassem de uma cor, pois apenas com a união delas nasceram as outras cores.
Se eu pudesse descrever o azul do céu,
Com a mesma intensidade da minha dor,
Talvez pudesse entender o segredo,
O verdadeiro significado da vida,
Pois hoje o que sinto é apenas um vazio,
Escondido por entre as linhas deste poema.
No anonimato da minha existência,
Sinto seus olhos fechados a me procurar,
Mas o que vejo são apenas trevas,
E eu nunca vou entender o que é o amor,
Se você continuar a fugir dele também.
Um dia todos vão entender comigo,
O que eu sempre tentei omitir,
Só que a grande verdade sobre você,
É que talvez você nem exista,
E é isso que venho tentando anular.
Prefiro continuar na estrada a sua procura.
Procura-se
A aurora desperta pelo azul do mar,
A quietude outonal que rasga o dia,
a vida que ressurge rara após noite escura.
Procura-se
a esperança que saiu voando sem rumo,
uma alma alada como pássaro,
que desapareceu entre o céu e o mar.
Procura-se
sonhos pássaros perdidos na névoa tardia,
ventos leves, leves como o pensamento.
Procura-se
uma chance, uma sorte, uma nova saída,
uma ilha, um pouco de paisagem,
um verso capaz de descrever o instante.
Labirintos ... corredores que se estreitam...falsas sendas
O mar azul que jaz negro sem o seu sol resplandecente
Rios vermelhos que correm debaixo da pele... velhas lendas
Madeixas de cabelo ao vento ... sulcadas pelo olhar inocente!!!
A rede que te cerca num emaranhado de incertezas...
Tentas no sono fintar aqueles nefandos espinhos
As feras que acossam as inocentes presas...
Presas nas algas que lhes vedam os caminhos!!!
O medo a atravessar a fronteira do desconhecido...
Vidas cruzadas no passado de cor escura
Exaltadas no canto do guerreiro de sorriso perdido...
Com a calma esquecida... mas de atitude madura!!!
Com a espada do espírito ceifa as âncoras por outros jogadas...
Que te sepultam nos sonhos sem luz... letargia
Acredita na fé que te move nas escolhas realizadas...
Existência que te tornas a dor em luz... pura magia !!!.
A Infância,
Tenho saudade dela. De quando as paredes do quarto eram cor azul marinho,
De quando o guarda roupa era arrumado pela minha mãe, modéstia parte muito bem, diga-se de passagem, as roupas pela qual vestia eram escolhidas por ela também, e os sapatos na época eram engraxados em casa mesmo.
De quando o horário de ir para cama era pré- determinado e não havia ato rebelde que o reprimisse, 22:00 no máximo, isso nos fins de semana, claro.
Saudade de quando acordava às sete da manhã de um domingo, pegava as cobertas da cama, e corria para ver os desenhos na parabólica nova que meu pai comprara.
De quando “refri”, sempre coca- cola, como de costume, era coisa rara, isso para não sair da dieta. Só nos fins de semana, especialmente nos domingos, quando íamos almoçar na casa de minha avó, feijoada nesse tempo era clichê piegas.
Saudade de quando conversas forjadas virtualmente pela internet não chegavam nem perto de substituir as tardes de brincadeiras incansáveis, afinal, computador nem sequer existia em nosso vocabulário.
Saudade de quando nas raras vezes meu pai comprara os potes de sorvete , geralmente nas férias, quando meus primos de Curvelo vinham com mais freqüência para cá, e corríamos para o antigo salão de festas no segundo andar da casa, que passara a ser agora utilizado como refúgio de brinquedos e nosso humilde “parque de diversões” onde também deliciávamos o pote inteiro, que variava de napolitano com chiclete, ou puramente chocolate com creme.
Saudade de quando andar de bicicleta demorava para ser aprendido, mas deste tal já se tornava regra obrigatória para todo final de semana, e não nos cansávamos.
Confesso, joelhos ralados ou roupas sujas de terra não ‘doíam” tanto como decepções, corações partidos e ilusões atuais.
Saudade de quando ler era aventura completa, quando se tratava de heróis e princesas, cavaleiros e suas espadas. Admito. Na época tinha louca admiração e fanatismo por Rei Arthur com sua espada de Excalibur tirada da pedra e dada pela Dama do Lago.
Saudade de quando levávamos Bob, nosso cachorro, para passear, e quando as brincadeiras de polícia e ladrão substituíam as brigas de irmãs de hoje.
Eu tenho saudade de tudo que é puro, e ficou eternizado.
Nossa infância marca, e jamais pode se dar ao direito de ser esquecida tampouco desprezada.
É única, excepcional, exclusiva e sem outra definição menos merecedora.
Eu me recordo muito bem desses tempos, desde os divertimentos até os dolorosos “puxões de orelha” do meu pai .
Um tempo em que APROVEITAR era princípio básico de sobrevivência da espécie, e que não havia muita importância em seguir regras ou padrões de sociedade já impostos, pois estávamos bons e felizes como estávamos.
Saudade de quando o “ser” era mais importante que o “ter”,
De quando os amigos se contavam nos dedos,
De quando lágrimas eram verdadeiras e não apenas borravam maquiagens. Saudade tranqüila mas um pouco dolorosa, pungente.
Saudade sim.
Saudade que lhe diz: “Olha, não faça-me apenas uma mera boa lembrança. Me faça um marco. Um fato. Uma história que você, jovem adolescente louca, é e foi o sujeito principal.
Não me faça substantivo, mas um verbo intransitivo.
Não me esqueça, mas eternize-me.”
Tal como ela é, e sem mais delongas, infância é infância e não há como negar.
Blog: http://bolgdoano.blogspot.com/
O sol alto e o céu azul contradizem a sensação de frio sentida agora. Parece que estou em estado febril.
Acredito que seja a ausência do amado, do toque, abraços e do corpo que me enlouquece...
