Andre guide
Lá na vila do mingau tem
só uma casinha onde moram 12 criancinhas.
Na porta da casinha tem uma cesta de sentimentos
em forma de camisetas. Tem roxo invocado,
amarelo feliz, verde emburrada, vermelho de amor,
branco carinho, marrom zangado e muito mais,
uma cesta cheia.
E todo dia quando cada criança sai pela
porta da casa da vila do mingau, coloca uma camiseta.
Às vezes até coloca duas ou três.
Coloca a camiseta e sai pelo mundo.
E você quer saber?
As camisetas funcionam assim:
A criança que sai com uma camiseta
verde, sai emburrada arrastando
uma tromba de elefante por onde passa.
Ninguém chega perto. Mas quando ela veste
uma camiseta verde emburrado com uma
amarelo feliz por cima, não fica feliz da
vida porque às vezes dá para ver o verde
emburrada por baixo, mas as pessoas vem
conversar com ela e perguntam o que ela tem,
o que ela está sentindo e tentam trocar a
camiseta de baixo. E também as vezes a
camiseta verde está por cima da uma
marrom zangada e de uma roxa invocada.
Quando está assim só uma azul da paz com uma vermelha de muito amor mesmo para resolver.
Mas também em gente no mundo cheia de camisetas
azuis da paz, elas distribuem para os zangados
e carrancudos e eles ficam azuizinhos, tranquilos
e até podem vestir uma amarela feliz, se quiserem é claro.
É verdade meus amiguinhos, quando as criancinhas
da vila mingau que fica lá num coração derretido
saem de casa elas podem vestir a camiseta
de sentimentos que quiserem, uma por
cima da outra e a outra por baixo da uma.
Mas também podem trocar na hora que quiserem.
E eu aconselho a trocarem, principalmente
uma tromba por um sorriso porque é
muito mais fácil de carregar.
“Queria acreditar em astrologia para colocar a culpa no inferno astral. Ou então tudo isso que estou vivendo não passa de ficção barata. Mas quem sabe a vida não seja isso mesmo: uma ficção barata, ordinária, classe B. E sou apenas um personagem mal escrito tentando descobrir o seu lugar neste enredo de desilusões e acontecimentos estranhos.”
Não existe mulheres de poucas palavras. Não falo das que elas pronunciam, mas das que tentam defini-las.
Porque eu gosto de caminhar na chuva, não tenho guarda-chuva. E penso que este artefato é um tanto mentiroso. Ele me guarda da chuva, mas não guarda-chuva. Não tem reservatório, não tem calha, enfim não tem vocação nenhuma para usar este nome. Sugiro mudar o nome para repelente de pingos de chuva.
Amor dance comigo nesta noite,
o céu estrelado canta para te ver dançar,
a luz brilha para poder te ver.
Sim amor,esta noite seremos eu e você,
misturamos os nossos passos,
nossas mãos se encaixam,
há romance entre nós dois.
O céu pertence a nós,
a terra está a nosso favor,
O mundo para,tudo para somente para te ver dançar.
Com você eu me elevo as alturas,
pois você é o meu love,
minha amda,
a peça preciosa e me faz sorrir,
me faz sentir amado,alegre e completo
você é minha alma gêmea,meu lado oposto
É a estrela que possuo entre os céus,
o brilho belo,
a dança perfeita do amor.
Olhei para o relógio e ele estava parado. Mas mesmo que os ponteiros não marquem as horas, o tempo está passando, rápido, devagar, silencioso, barulhento, ele vai embora arrogantemente sem se preocupar com ninguém, apenas cumprindo seu ofício: passar. E nós dividindo opiniões por vezes achando que uma hora é muito e outras, muito pouco. Lembro a primeira vez que beijei, foi só uns 10 segundos, mas aquela sensação de medo e alegria durou uma eternidade, aliás, ainda dura. Lembro também da demora que a ambulância levou para chegar durante um acidente, mas também como passou rápido e de repente estavam todos bem. Lembro quando fui buscar uma filhotinha de labrador que nos encheu de alegrias e de repente passaram-se quase 12 anos e ela virou aquela estrelinha lá no céu, a da direita que está piscando de saudades. O tempo passa, passa, passa mas a duração dos segundos, dos minutos e das horas, depende da nossa capacidade de aproveitarmos, nossa iniciativa de fazer e na nossa vontade de viver.
A vantagem da desvantagem é por ninguém esperar nada dela, ela pode alcançar seus objetivos no tempo certo, sem nenhuma pressão.
Não se deve ler por obrigação, tão pouco por capricho ou aparência. Devemos ler somente algo que nos certifique de que o tempo se tornará mais rico com aquela leitura. Algo que supere, em beleza, harmonia, contraste, pavor, loucura, em suma, o lugar que o momento nos presenteia. E que, acima de tudo, possamos ter os nossos próprios pensamentos depois de entregar nossas cabeças às palavras alheias. O que o beija-flor faz com as flores, devemos fazer com o livro: sugar o seu líquido doce e necessário e com sutileza e elegância não deixar jamais de mover as asas.
Vivemos uma época escorregadia. Nada se prende, tudo caminha numa tal velocidade que não dá tempo de fincar raízes na existência. Não estamos no trem que corre sobre os trilhos do progresso, como acreditamos um dia. Junto do trem, foram-se também as utopias, os sonhos da modernidade.
Restou-nos a desilusão; onde havia caminhos, há agora um deserto infindável. As pegadas foram apagadas e no lugar ficaram os rastros do esquecimento. Como um cavalo, a galopes vai a humanidade, e vai sem poder enxergar uma referencia de movimento. O passado é poeira e o futuro a linha a ser traçada, não importando que para isso tenha-se que viver uma cegueira do presente.
Neste mundo inconstante, um herói é o que sabe usar seu conhecimento e imaginação, para construir sonhos que durem mais que a própria vida, pois o difícil não é encarar a certeza da morte, mas as realidades de uma vida incerta.
- Verão 2013
