Jean la bruyère
NÃO APRENDI A ESPERAR
Se o dia chegar
E o sol não estiver lá
Espera mais um pouco
Sei que as nuvens vão passar
O tempo vai caminhar
Para diante de nós estar
Novo rumo brilhará
Nova aurora ganhará
Esperança terá novas roupagens
Se você puder acreditar
Se já apareceu o fim da tarde
O sol já escureceu
E de mansinho o sou se escondeu
Pense que esse momento não é eterno
Logo surgirá manhã
Novas estradas a seguir
E nova vontade de voar
Se você puder acreditar
Casa minuto sem ti é como lança
Que fere meu coração
Que chora lágrimas de sangue
Contorcendo-se de paixão
Ferida que não cicatrizou
Desses momentos que não passou
Hoje sem ti nem lembro
Mais um dia quem eu sou.
Para um coração apaixonado
Um minuto se quer é uma longa espera
Não poderia fugir de ti
E o que posso fazer se não te esperar?
Não demoras,
A saudade me devora
Até chegar a hora
De fortemente de abraçar...
Anjo...
Não preocupe o seu coração! Nem tenha medo!
jamais deixarei algo ou alguém tocá-la...Pois cabe a mim saber cuidar do que é meu.
Você é minha!Assim como eu sou completamente, absolutamente...seu
Não desprezes o meu amor...
Me deixe cuidar de você, te amar, te proteger.
Eu te amo...eternamente.
AMOR DE BEIJA-FLOR
Lá fora, um beija-flor...
Um beija-flor esbanjando charme no ar;
De repente, ele encontra uma linda flor
E pergunta a ela se ele a pode beijar.
A flor não profere palavras,
Mas abana a cabeça dizendo que sim;
Suavemente, o beija-flor a beija,
Iniciando um namoro,
Que jamais terá fim.
A flor se sente rainha
Ao lado do belo beija-flor;
O beija-flor se sente soberano,
Beijando novamente
O seu lindo AMOR!
AUTOR: Sivaldo Prates Ribeiro
MEUS PASSOS
Por onde, neste mundo, ando
Os meus rastros deixo exarados lá no chão...
E os meus passos são contados, incessantemente
E os meus atos calculados, cuidadosamente
E minha vida se desdobra em dizer sim ou dizer não,
Emudecer ou querer falar, sair ou então ficar...
E o meu grito faz silêncio nesse instante,
E o meu silêncio grita alto incessante,
Perturbando, gradativamente, o sono
Dos que contam os meus passos
E calculam os meus atos, mas...
Me admiram mesmo sem querer!...
AUTOR: Sivaldo Prates Ribeiro
Lá fora a chuva cai
Fria, em uma manhã anti sonora
Em uma cidade que descansa
Do ronronar de feras terríveis
Cruéis sem coração, quente ou frio.
Ou melhor, coração têm.
Mas não sentem um só único sentimento
Bom ou mal interferindo, se ferindo.
Retroalimentando a ganância do capital
Ainda me lembro de como eram as manhãs
Manhas lindas de sol, desnudando tudo.
Ao alvorecer em todas as nuanças
Como um desenrolar de uma pintura
Que dos mais pasteis dos tons possui; Agora não!
Vem uma fera sem coração
Como um míssil maquinal maquiavélico
Composto de fluidos e metal.
De cores berrantes, como antes havia os matizes.
Mais perfeitos de todo tipo, borboleta, Flutuantes calmas anti- sonoras
Agora só o estrondo da fera desembestada
Em um poste elétrico tirando uma vida
Com o caos sonoro já não mais se dividia as vísceras
De quem era o mestre daquela pobre fera
Sangue e carne se retorcem em metal
O capitalismo retroalimentando
Ferindo interferindo quente ou frio, Coração, cruéis.
Ferindo interferindo quente ou frio, Coração, cruéis.
O capitalismo retroalimentando
Sangue e carne se retorcem em metal
De quem era o mestre daquela pobre fera
Com o caos sonoro já não mais se dividia as vísceras
Em um poste elétrico tirando uma vida
Agora só o estrondo da fera desembestada
Mais perfeitos de todo tipo, borboleta, Flutuantes calmas anti- sonoras
De cores berrantes, como antes havia os matizes.
Composto de fluidos e metal.
Como um míssil maquinal maquiavélico
Vem uma fera sem coração
Que dos mais pasteis dos tons possui; Agora não!
Como um desenrolar de uma pintura
Ao alvorecer em todas as nuanças
Manhas lindas de sol, desnudando tudo.
Ainda me lembro de como eram as manhãs
Retroalimentando a ganância do capital
Bom ou mal interferindo, se ferindo.
Mas não sentem um só único sentimento
Ou melhor, coração tem.
Cruéis sem coração, quente ou frio.
Do ronronar de feras terríveis
Em uma cidade que descansa
Fria, em uma manhã anti-sonora
Lá fora a chuva cai
Então vai lá e me esquece
se tiver rancor não o leve
Contigo pro caminho
Apenas embrulhe o carinho
Para viagem
Élcio José Martins
O DESCARTE DE UMA VIDA
Nasceu na fazenda Descarte.
Seus avós moraram lá.
Seus pais da Europa pra cá,
Sua esposa também se instalou lá.
Na lida do campo foi campeão,
Cultivou o alimento do patrão.
Café, cana, arroz, feijão,
Tudo teve seu amor e os calos de sua mão.
Madrugada, já estava na lida,
O orvalho molhava sua pele cuspida.
Suor e lágrimas vendidas,
Pra levar o pão à família construída.
O trabalho era pesado,
Anos e anos de um tempo apagado.
Por certo tempo ainda teve respaldo,
Valeu da força e seu suor sagrado.
Mas nem tudo é permanente,
Sol nascente e sol poente,
Sorriso sorridente,
E lágrimas descontentes.
Como um animal para o descarte,
Que o tempo apagou sem arte.
Na fileira para o abate,
Triste espera de quem o remate.
Aposentadoria de pobre,
Apesar do tempo nobre.
Vê na família o desamparo,
O máximo que pode é um três no baralho.
A demissão cortou na carne,
Perdeu a classe pelo desarme.
A tristeza nas linhas da idade,
Vê no retrovisor os rastros de maldade.
Élcio José Martins
Élcio José Martins
UM OLHAR PRA DENTRO
De agora em diante olhe pra dentro.
Olhe bem lá dentro,
Enxergue que existe sentimento,
Não aumente o desalento.
Use a bússola do encantamento.
Faça uso do GPS do contentamento.
Radiografe sentimentos e
Ultrassonografias de ressentimentos.
O esforço da convivência que cada um trás,
Esconde do outro a tristeza fugaz.
O julgamento atroz,
Contempla a fúria do algoz.
Olhar pra dentro da gente,
Esquece o alheio de repente.
Frustra a alma contente,
Joga soda na aguardente.
Cada qual com seu problema,
Cada um com seu dilema.
Julgar faz a alma pequena,
Agiganta-se quem recebeu a pena.
As pedras nos caminhos e
Os espinhos das jornadas,
São gotas de roda moinhos,
Das lutas desesperadas.
A pena recebida no limiar da vida,
É pesada e às vezes atrevida.
Os desvios são raros e dolorosos,
Só se salvam os dons mais amorosos.
É preciso aprender a compreender,
Aceitar que deslizes vão acontecer.
Nem severo, muito menos masoquista,
Aceitar que é mais um na grande lista.
Respeitar a igualdade e a lealdade,
Rejubila a dignidade e a felicidade.
Condena-te de seus atos de maldade,
Encarcera os ditames da vaidade.
Construa alicerces de humildade,
Faça laços com os tecidos da caridade.
Busque afeto e o sustento da amizade,
Veja em Cristo o que é ter simplicidade.
Élcio José Martins
Élcio José Martins
MINHA RAINHA
Abraçá-la-ei com a ternura de meu abraço,
Beijarei seu retrato na pintura de Picasso.
Confortá-la-ei na candura de meus braços,
Amá-la-ei no orvalho do terraço.
Farei de ti moldura na parede,
Pintá-la-ei de azul e verde,
Repousá-la-ei no trançar da rede.
Temperá-la-ei com mel e azeite verde.
Costurá-la-ei com linho raro,
Dar-te-ei o zap do baralho,
Fechá-la-ei em copas e ouro,
Presenteá-la-ei com a ilha do tesouro.
Dar-te ei a estrela mais brilhante,
Ofuscarei a lua dos amantes,
Enfeitá-la-ei com pérolas e diamantes,
Exibirás com o seu charme provocante.
Farei conhecê-la o mundo inteiro,
Dar-te-ei a tranquilidade dos mistérios do mosteiro.
Dar-te-ei o luxo dos palácios de reis e rainhas,
Escolherei as estrelas mais belas como madrinhas,
Enfim,
Pedirei ao céu
Para cobri-la com o seu véu,
Élcio José Martins
Se colocar um brinco enorme na minha orelha e me der inspiração, então eu ponho e balanço para os lados.
A jornada da nossa vida no fundo é algo difícil e solitário, e só nós podemos vive-la, sós nós podemos passar pelas provas que ela impõe. E tem aquela frase que diz: Não adianta copiar as respostas pois as perguntas serão sempre diferentes. Ou seja; Não adianta tentar viver como o outro vive, fazer igual o outro faz, pois não levaria a nada não. cada um tem que passar o seu, achar seu caminho e viver nele da melhor forma que puder. Quem já não viu um filho chorando, o marido a esposa, um irmão, um amigo muito querido, passando por algo que se via estar doendo, e pensou: ah! se eu pudesse trocaria de lugar com você?....Está em nós essa vontade, mas infelizmente não podemos viver a do outro, o problema, o carma do outro. Porque cada um só passa o que tem que passar. Cada um leva consigo também o dom de melhorar sua jornada e torna-la menos sofrida. Quem dera pudessemos viver por alguém. Por mais que amemos, temos que ver as pessoas queridas passando suas provas sozinhas. Da mesma forma nossa dor, nossa alegria, nossas frustrações não podem ser transferidas. Cada um vive o seu. Causa dor ver os que amamos sofrer, mas o máximo que podemos fazer é ouvir, amenizando "talvez" um pouco da sua agonia, estar presente, oferecer olhos, ouvidos e ombro. A jornada é enfim solitária. É de muito aprendizado, temos que nos melhorar como seres humanos, até temos essa obrigação pra não causar dor em quem nos ama, que ao nos ver em sofrimento também querem estar no nosso lugar. Se eu amenizo minha dor com crescimento, facilito pro meu próximo que também me ama. Não causando essa angustia nele. Não podemos trocar de lugar com o outro, mas, podemos ser sim, solidários. Podemos nos dar mais sendo humanos.
Aqui amor,
Eu fiquei e fui pela manhã
Me arrumei rápido fui no quarto
E ela estava la dormindo
Não conseguir me controla
Pulei na cama dei nela um abraço
Bem forte e acordei ela
Só pra falar o tanto que eu a amo
Antes de ir
Beijei a testa dela e dei um abraço
Ainda mais forte.
A hora que eu entrei no taxi
A saudade ja começou a corroer
Mais obrigado por me proporcionar
Os momentos mais feliz da minha vida.
Te amo muito, my reason is my life.
POETISA COM PIOLHO
A poetisa... Lá da serra
joga palavras aos ventos
e juntos as suas entrega
as palavras lhe escorrega
e sem ter trava na língua
embola ai, os sentimentos.
Um dia os poemas deitaram-se
como se estivessem de molho
seus cabelos com seus charme
aos ventos pediram socorro!
e a poetisa em seu entrave
coçava os seus piolhos.
Meche molho, coça poema
coça o mundo na cabeça
nos dias de sexta a sexta
a poetisa ainda pequena
coça piolhos serena
e espera que vida cresça.
Vai coçando a sua ância
e enquanto o tempo inferniza...
Coça o tino do pensamento
e no coça a coça desatina
enquanto os piolhos d'ela...
Lhe traz poemas com rima.
Antonio Montes
Parece que eu estou dentro de uma bolha de coisas ruins e você está lá fora querendo me puxar com o braço.
"Seja o tipo de pessoa que você se orgulharia em conhecer. Não se deixe corromper pelo mundo lá fora. Faça a diferença e comece por si mesmo."
Algumas coisas estão destinadas a acontecer - precisamos apenas de algumas tentativas para chegar lá.
