Jean la bruyère
MADRUGADA
Fábio P. Oliveira
O vento frio entra pela janela
Lá fora barulhos de carros rasgam a madrugada...
O silêncio fala outra vez
E se mostra em doces palavras
Meu coração não bate como batia antes...
Não vejo sorrisos
Não sinto o amor
Só as lagrimas me consolam...
Meu olhar é distante
Tento procurar no vazio algo
Minha respiração está lenta...
Inspiro o ar gelado da madrugada
Sinto meus pulmões se enxerem
Fecho os olhos e solto o ar lentamente...
Abro os olhos
Vejo Izadora sorrir dizendo oi!
Ela fala de um amor desaparecido e da sua grande alegria em poder ver eu outra vez...
O relógio nesse momento é nosso inimigo
Estamos sendo conduzidos pelo vento do silencio das doces palavras!
A exuberância e o esplendor estão contidos nas curvas deste ser angelical...
Um vício difícil de largar depois que já se sabe o sabor...
Hoje pensei em tomar uma cerveja, ai parei pensei mais de que adiantaria toma-la se o que importa é bebe-la, pensei mais um pouco vi que na ilusão procuramos desilusões para afagar nossas reais necessidades principalmente de ser livre.
Aquela manhã de aula nada reservava. Eu fiquei na janela. Observava você dar aula lá embaixo na quadra. Quanto mais eu te observava, mais eu sabia que te amava. (21-08-14)
Tanta saudade
eu sinto...
De um tempo que ficou
lá atrás...
De quando eu era
criança ...
E no mundo eu via mais Paz..
Tristeza é coisa pra se encarar. Não adianta tentar fugir, sem olhá-la, sem reconhecê-la, sem chamá-la pelo nome, porque ela costuma nos alcançar de novo quando cansamos de correr. Não adianta enxotá-la porta afora, sem ouvir o que quer nos contar. Ela finge que vai embora, mas fica lá no cantinho da gente, escondida, sem dar um pio, deixando que continuemos a mentir um bocado para nós mesmos. E quando a gente está todo prosa achando que ela já foi, ela surge diante de nós e nos pergunta se já podemos lhe dar um pouco de atenção.
Tristeza é coisa pra se assumir. Não adianta colocar-lhe à força um nariz de palhaço para disfarçá-la. Enchê-la de purpurina, confete e serpentina, e exigir que sambe no pé o último samba-enredo da escola do coração. Não adianta tentar embriagá-la, porque, depois da ressaca, ela costuma acordar ainda mais chata. Chatíssima, aliás. Não adianta tentar seduzi-la com rodízios de pizza, feijoadas e churrascos. Ela vai comer tudo, empanturrar-se, e depois do café e da soneca vai bater em nosso ombro, a pança cheia, e nos dizer que ela não é boba nem nada.
Tristeza é coisa pra se olhar. Não adianta fazer de conta que ela não está lá, olhando pra gente com aquele olho comprido de quem quer colo. Com aquele ar de passarinho com dor de garganta. Com aquela cara de dia cinza em que não bate sol no nosso quintal. Podemos não gostar do clima que ela tem. Das coisas que nos revela. Dos medos que desperta. Do itinerário dos seus dedos, que apontam dores que ainda não foram curadas. Não dá para ignorarmos que também faz parte da vida. Que, querendo ou não, em algumas circunstâncias vamos mesmo encontrá-la.
Muitas vezes eu me flagrei tentando fugir da tristeza com os recursos mais absurdos. Alguns, até patéticos. A nossa maneira de lidar com as emoções, de vez em quando, é realmente cômica. É claro que a gente só ri depois que passa. Sobretudo, depois que entende. E rirmos de nós mesmos, dos nossos disfarces, das armadilhas, das limitações, tem lá o seu lado positivo, desde que a gente não exagere nessa prática como uma forma a mais de escapar do sentimento.
Tentamos abafar a voz da nossa tristeza em diversas circunstâncias. Da tristeza e também do medo, da carência, da raiva, da sensação de que estamos separados das coisas. Tentamos fingir que não estamos percebendo. Que não é com a gente. Dispomos de uma série de fórmulas testadas e aprovadas para fazer isso com eficiência. Algumas ainda dão certo; outras, não mais. O problema é que quando ignoramos a tristeza ou algum desses outros sentimentos embaraçosos, conseguimos apenas potencializá-los em nós.
A única coisa que a tristeza quer é que criemos espaço para ouvi-la e acolhê-la. Para saber porque está doendo. Para lhe oferecermos olhar e cuidado. É assim que ela começa a esvaziar e a se transformar na ação às vezes necessária. A coragem de assumir que estamos tristes, quando a tristeza chega, não implica permitir que ela nos escravize, a não ser que essa seja a nossa escolha. Ela é uma nuvem que passa, somos o céu que fica.
SIMONE SANTIAGO BERNARDO
De lá pra cá
De cá pra lá
Cá pra nós
Isso é enlouquecedor
De lá menor para um cá sustenido
Decalque luminoso estendido com sétima
Capas e contratempos mixados distorcidos
Entorpecidos, perdidos, comprados, controlados
Isso é enlouquecedor
Enchendo caras pra lá
Esquinas semi-circulares
Circundam o escolher dos acasos
Bebendo, bebendo
Baby, oh baby
Sax on phones
Saxofonista del Little
A lua sobre nossos passos
Sobe dentre as nuvens
Somem pegadas
E eu só, ando
Um, dois, três
Na espiral do moinho
Ventos demoníacos
Me transforma em cacos
Me corto, sangro
Me seguro em teus cabelos
Asseguro-me de tua fala de dor
Sua falta doce como o mel...
A guerra
Meus heróis viciados
Mil vidas
Tantos caminhos
São 22:02 ..,..
O vento sopra lá fora
E junto um frio incessante
Mas aqui em meu quarto
Entre beijos e abraços
Nos deliciamos como Amantes...
Y decía el ciego…
deberían envidiarme todos. Pues tengo la ventaja de amar a las personas por lo que son y no por lo que aparentan ser...
22-07-2012
Sei lá, parece que aquela dor, aquela saudade, aquele sentimento de culpa toma conta de você...
Podia ser diferente, né?
Por que tem que ser assim?
Aquela tristeza invade sua alma e você só tem vontade de chorar e não consegue desabafar com ninguém...
Você guarda tudo no coração, e seu coração grita, não aguenta mais sofrer...
Quando isso vai passar? A gente se pergunta isso todos os dias, deitada no travesseiro com aquelas lágrimas, com vontade de sumir, sair sem rumo sem hora de voltar.
Vontade de não sentir nada, vontade de esquecer de tudo.
As pessoas falam que vai passar, mas quando?
Tá demorando muito?
Você sabe que ninguém merece suas lágrimas, mas então por que você chora?
Por que isso é mais forte que você?
Por que quando você se dá conta as lagrimas já estão rolando?
Você procura qualidades, mas não encontra, sendo que você tem e muitas...
Você é perfeita do jeito que é, e será mais feliz do que imagina.
Como em um filme, no final tudo vai dar certo.
"Pra-lá e pra-cá encadeando movimentos e ritmos aflora o dançar".(Educabilidade Corporal/ E.Avelino).
Arriscar-se é se jogar do abismo e pagar para ver o que tem lá dentro... é ver de fato se tudo que você precisa está mesmo lá embaixo.
Em busca de um lugar as vezes para não dizer sempre me sinto em busca de Anápolis é verdade lá ñ é assim sem desigualdades pois todos já nascem com um proposito e seus corações já estão dispostos a cumprir sua missão e são felizes pois o bem estar de todos é prioritário e não se vive em busca do direito a propriedade pois todos são donos de tudo uma sociedade completa com valores pétrios, mas a unica coisa de ruim em tudo que Anápolis não existe só em meus textos só a conhecem quem os lêm.
A lã é distribuída conforme a capacidade do carneiro. Sua lã esta pesada mas só você pode carregar ela!
A chuva cai lá fora, profunda nostalgia, ainda com o tempo feio existe a luz do dia.
Sinto gotas no meu rosto como se fossem lágrimas a me refrescar.
Mesmo com o tempo nublado há belezas a reparar.
