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Lembre-se: a luta sĂł termina de verdade quando vocĂȘ perde a vontade de lutar. E, se um dia vocĂȘ realmente parar... parabĂ©ns. Acabou.
Me elogiaram falando que eu sĂł vejo o lado bom e que sou tĂŁo alegre que contagio.
Sabe por que eu vejo o lado bom das coisas? Porque eu sempre penso no lado ruim quando estou sozinha com as vozes da minha cabeça, e esse elogio me faz olhar o que eu estou transmitindo para a sociedade.
VocĂȘ deveria, de vez em quando, se olhar com mais calma. NĂŁo sĂł para arrumar o cabelo ou conferir algum detalhe, mas para perceber a beleza que existe em cada pedacinho de vocĂȘ. HĂĄ algo em sua presença que transforma o ambiente: o seu sorriso tem um jeito de iluminar atĂ© os cantos mais apagados, como se fosse um convite para que o mundo ficasse mais bonito. VocĂȘ Ă© a parte que faltava em muitos momentos, a inspiração que deixa qualquer histĂłria mais interessante. Ă impressionante como vocĂȘ consegue completar o que parecia impossĂvel de se completar, simplesmente sendo quem Ă©. Seu jeito Ășnico de existir Ă© um presente raro que deixa a vida de quem te encontra muito mais bela.
đč Sistema Podre đ”đč
(Intro)
Yo⊠sem maquiagemâŠ
Sem filtro⊠sĂł verdade na batidaâŠ
Sistema em ruĂnas, mas vendem televisĂŁo,
Povo sem comida, banqueiro com mansĂŁo,
Prometem mudança, mas é sempre igual,
Roubo com gravata Ă© crime legal.
Portugal cansado, mas ainda de pé,
Jovem sem futuro, fuga é cliché,
Trabalho mal pago, vida sem valor,
Ministro no luxo, povo no suor.
(RefrĂŁo)
BoomBap na rua, verdade no vocal,
Sem filtro, sem mentira, retrato de Portugal,
Sistema podre, nĂŁo dĂĄ pra confiar,
Se o povo nĂŁo falar, nada vai mudar.
Hospitais sem camas, filas no corredor,
Velhinho a esperar, governo a prometer amor,
PolĂtico sorri, fala bonito no ecrĂŁ,
Mas por trĂĄs da cortina Ă© sĂł jogo e manhĂŁ.
Casas viram ouro, salĂĄrio nĂŁo acompanha,
FamĂlia despejada, dono enche a panha,
Corrupção é lei, justiça é piada,
Se tens nome grande, a culpa Ă© apagada.
(RefrĂŁo)
BoomBap na rua, verdade no vocal,
Sem filtro, sem mentira, retrato de Portugal,
Sistema podre, nĂŁo dĂĄ pra confiar,
Se o povo nĂŁo falar, nada vai mudar.
MĂŁo no ar, resistĂȘncia no som,
Voz do gueto ecoa, verdade Ă© o tom,
Sem medo, sem freio, na cara do patrĂŁo,
Portugal é do povo, não da corrupção.
YeahâŠ
Sem filtro, sem truque, rima frontal,
BoomBap Ă© a arma contra o sistema em Portugal.
-
As falsas expectativas sĂł provam que vocĂȘ deveria ter mais vergonha na cara e nĂŁo confiar em palavras bonitas.
Querido defunto
No velĂłrio, nunca pode faltar
o que grita num desespero sĂł...
Dizendo, eu quero ir junto... Deus, me leva...
Talvez, o Ășnico momento
em que o pobre do defunto
mais se sentiu importante e amado
em toda sua vida.
OLIVEIRA, Marcos de.Querido defunto.In: OLIVEIRA, Marcos de. Tristeza
por Borboletas. Porto Alegre: Alcance, 2012. p. 29.
đč Verdade No Beat đ”đč
(Intro)
Yo⊠sem mentirasâŠ
Sem filtro⊠sĂł verdade na batidaâŠ
(RefrĂŁo)
Portugal sem filtros, verdade no beat,
BoomBap na rua, nĂŁo podem fugir.
Sistema corrupto, chegou o final,
A rima Ă© do povo, poder popular.
Ministro promete, mas nunca tĂĄ lĂĄ,
Povo na fila, a fome Ă© que dĂĄ.
Banqueiro enriquece, ladrĂŁo com gravata,
Justiça é piada, sentença barata.
Jovem emigra, futuro Ă© distante,
PatrĂŁo enriquece, salĂĄrio Ă© humilhante.
Sistema é podre, não tenta disfarçar,
O povo acordado nĂŁo vai perdoar.
(RefrĂŁo)
Portugal sem filtros, verdade no beat,
BoomBap na rua, nĂŁo podem fugir.
Sistema corrupto, chegou o final,
A rima Ă© do povo, poder popular.
Deputado discursa, mas vive no luxo,
Povo a contar cĂȘntimos, fome no bucho.
Prometem futuro, vendem ilusĂŁo,
Mas tiram do pobre pra encher o patrĂŁo.
Escola sem verba, hospital sem doutor,
Mas sobra orçamento pâra pagar ao senhor.
Portugal desperta, jĂĄ nĂŁo vai calar,
O rap Ă© a arma que vai disparar.
(RefrĂŁo)
Portugal sem filtros, verdade no beat,
BoomBap na rua, nĂŁo podem fugir.
Sistema corrupto, chegou o final,
A rima Ă© do povo, poder popular.
YeahâŠ
Sem filtrosâŠ
Sem mentirasâŠ
A verdade ecoaâŠ
Do povo, pra ruaâŠ
Portugal.
-
HĂĄ dias em que o peito aperta,
e o mundo parece pesado demais.
Mas existe alguém que, só de estar ali,
faz o fardo se tornar leve,
como se dissesse sem palavras:
âVocĂȘ nĂŁo precisa carregar tudo sozinho.â
Ă bonito ver como a vida coloca
certas pessoas no caminho.
Pessoas que te lembram
que sentir nĂŁo Ă© fraqueza,
que ser vocĂȘ Ă© suficiente,
que chorar também é um jeito de respirar.
Amizade assim Ă© como raizÂ
segura firme,
mesmo nas tempestades.
Ă promessa silenciosa
de que, mesmo quando o chĂŁo tremer,
vai haver alguĂ©m para segurar vocĂȘ
até tudo voltar ao lugar.
E Ă© por isso que, em meio ao caos,
eu respiro fundo,
e agradeço.
Porque ter alguém assim
Ă© um dos maiores presentes da vida.
Era sĂł uma voz
ecoando na minha mente,
dizendo mil coisas
que eu nĂŁo queria ouvir.
Quando olhei,
a figura nĂŁo tinha rosto,
nem boca,
apenas o silĂȘncio rindo de mim.
Que sonho estranho,
que pesadelo besta.
E antes que eu despertasse,
alguém sussurrou:
âVai mesmo ferir
quem sempre esteve por vocĂȘ?
Vai despedaçar sua própria alma
sĂł por medo do que virĂĄ?
Deixe-se viver,
deixe-se sentir,
pare de temer
o pior que possa existir.â
O relĂłgio Ă© justo: ele dĂĄ 24 horas a todos, mas sĂł os sĂĄbios transformam cada segundo em coisas importantes.
