Brilho nos Olhos
O mundo lá fora pode ser barulhento e exaustivo, mas quando vejo o brilho nos teus olhos ao me receber, tudo se organiza. Você é o meu intervalo favorito, a poesia que aparece no meio da prosa de um dia comum.
Enzo Ruchell
Meus olhos conquistadores estão sem cores e acinzentados, perdendo o brilho quando a alma se cansa de lutar por beleza.
Estive entre ossos secos e almas já sem brilho, um cemitério de olhos que não mais ardia. Corvos pousavam nas minhas falhas, cravando olhares como pregos, aguardando o instante em que eu iria finalmente ceder. O vento cheirava a metal e pó, passos distantes soavam como facas nas paredes do peito. Como um carvalho retorcido pela tormenta, segurei o que restava de mim. Juntei raízes como dedos enegrecidos, afundei-os na terra estilhaçada e bebi, com avareza, o pingo de água que sobrava. A umidade tinha gosto de lembrança e sangue seco. Numa fenda da planície estéril, meu cárcere aberto ao sol, apareceu uma lâmina tão pequena que quase se escondia, uma promessa miúda, de luz, como se a aurora tivesse voltado com as unhas quebradas.
Cada fibra do meu corpo lutava contra o esquecimento, contra a areia que roçava os tendões e tentava sepultar a centelha final. A areia não era neutra: sibilava, entrava pelas gengivas, raspava a língua. Sobreviver não bastava. Havia que coagular a dor, transformá-la: o peso da solidão, o sussurro venenoso da desistência, tudo virou húmus amargo para uma vontade que recusava morrer.
O solo rachado não ofereceu descanso, ofereceu lições. Rachaduras cuspiam pó que cheirava a ossos e foi nelas que aprendi a perfurar, a furar a crosta do desespero com unhas encravadas. Busquei, com um fervor áspero, uma nascente que se escondia debaixo do olhar dos mortos, uma força profunda, mútua com a escuridão, que não se entrega ao alcance.
As sombras permaneceram comigo, não como inimigas, mas como mapas invertidos: eram faróis que apontavam para onde eu jamais devia olhar de novo. E então, o tronco que antes dobrava sob o sopro do mundo começou a endireitar, não por graça, mas por insistência, por teimosia sórdida. Mesmo naquele deserto que parecia ter consumido até a fé, a vida voltou, torta e obstinada, rasgando a casca do nada para cuspir, por um instante, seu próprio clarão, sujo, ferido, impossível de apagar.
O brilho nos olhos de quem sofreu muito não é luz, é o reflexo da lâmina que a vida usou para nos lapidar até que não sobrasse nada além do essencial. Somos diamantes feitos de pressão e escuridão, brilhando apenas para quem tem a coragem de olhar para o abismo.
O brilho nos olhos de quem já perdeu tudo e começou do zero tem uma intensidade diferente, um fogo que não depende de combustível externo, mas de uma brasa interna que aprendeu a queimar mesmo debaixo da chuva mais torrencial que a vida pôde enviar.
O brilho nos olhos de quem recomeçou do zero carrega uma intensidade singular, uma força silenciosa, independente das circunstâncias, sustentada por uma determinação interna que transforma desafios em evolução e consistência em resultados.
Vejo os teus olhos tristes,
sem brilho,
como um céu sem estrela,
e mesmo assim encontro neles
um universo inteiro que ainda me chama.
Há um silêncio aí dentro que me dói,
como se o amor tivesse sussurrado e partido, mas eu fico…
Fiico porque acredito
que até a noite mais longa
aprende a amanhecer.
Se me deixar,
eu acendo luz em teus caminhos,
te empresto o calor do meu abraço cansado, e te lembro,
em cada batida do peito,
que teu coração ainda sabe amar
— só está ferido.
Então olha pra mim mais uma vez…
não como quem perdeu,
mas como quem recomeça,
porque se teus olhos voltarem a brilhar, eu juro…
faço deles o meu lar pra sempre.
TUDO ME LEMBRA DE VOCÊ
Olho para o céu branco e iluminado pelo brilho do sol e logo me recordo de você, me recordo de seu olhar...
É como se eu visse seu olhar castanho e iluminado através do infinito céu, é como se eu pudesse ver a sua alma, como se eu já te conhecesse...
Olho para o sol e imediatamente lembro-me de teu sorriso, lembro-me da razão da minha vida, vejo teus lábios, tua face, tua alegria que é o brilho que ilumina minha vida e aquece meu coração dia após dia...
O vento é te Abraço a me afagar carinhosamente, é tuas mãos a deslizar lentamente entre meus cabelos, é teus beijos a sentir entre meus lábios...
A natureza é teu perfume, teu encanto, teu brilho...
O cantar dos pássaros é tuas canções a sonar, é tua voz a sussurrar em meus ouvidos.
O mundo é meu oração onde tudo que ouço, vejo e sinto, tudo me lembra você...
Seu olhos brilham como o brilho das estrelas
seu corpo é quente como os raios solares
sua lagrima é como a chuva que cai no meu corpo
eu caminhando pelo seu corpo capotei no seu coração
a sua boca é doce como mel, e eu gostaria de beija-la
Quando o brilho dos teus olhos se encontraram com os meus eu me apaixonei, isso só pode ter vindo de deus.
"Olho para o meu interior e tento me encontrar, pois me perdi no brilho do teu olhar, no encanto do teu sorriso e no calor dos teus abraços tentando encontrar razões que me fizessem acreditar que a vida ainda vale a pena, mas acabei descobrindo que tudo só faz sentido quando voce está por perto... Preciso de voce!"
Quem me escura falando de você nota que o tom da minha voz muda, que o brilho dos meus olhos mudam ao pronunciar o teu nome.
Mas isso não é o suficiente, é bem mais complicado do que parece.
A noite chega, olho para o céu e vejo o brilho do seu olhar espalhado na imensa escuridão, a noite é curta mas adormeço em meu quarto, no dia seguinte vejo que o céu esta nublado, fico triste, mas uma voz me diz '' volte e veja o fenômeno que vai acontecer'' Deus deu um dia de folga para o sol e permitiu que você iluminasse o meu dia o dia todo, o fim de tarde está próximo vou te perdendo no fim do horizonte, meus olhos enchem de lagrimas imaginado como viverei sem você, mas um milagre acontece, você na minha frente aparece e diz: Aqui estou, aqui eternamente estarei para caminhar e viver ao seu lado...
