Branco
Meu Namorado.
Ele não tem cavalo branco, mas sou princesa ao seu lado.
Com ele meu riso é certo, nada discreto.
Ele me faz brilhar o olhar e em suas palavras acreditar.
Parece um sonho. Algo surreal, suponho.
Ele se dedica, e em cada gesto me conquista.
Estar com ele me traz sensações maravilhosas.
Coisas que não são possíveis definir, somente sentir.
Seu olhar revela o quanto me aprecia, e retribuo demonstrando minha alegria.
Gosto de quem sou ao seu lado, de quem ele me faz ser com seu cuidado.
Com ele não tem tempo ruim: pode ser na fila do mercado, ou qualquer coisa assim. Ele está ali por mim. Me fazer feliz é o seu desejo. E um sorriso meu ele busca em cada beijo.
Ele é um presente de Deus! E a prova de que Ele conhece e realiza os sonhos meus!
Multidão
Pessoas vestidas de branco , pessoas suadas por um dia árduo , pessoas vestidas de sonhos . Olho a multidão e cada indivíduo se dirige a lugares diferentes , cada qual com teu pensamento . Um se envolve com a música , outro olhando para trás na esperança do teu ônibus estar tão atrasado quanto ele.Tem aqueles que não mudam de caminhos à anos , conhecem os buracos das calçadas e até os carros que sairão das garagens . Nessa multidão de brancos , negros , fadas , príncipes , escravos e plebeus existe somente um único ser que faz meu corpo tremer , minhas mãos suarem , meus olhos brilharem e meu sorriso desabrochar .
Em tons de solidão pinto esse quarto,
Seis paredes sem saída, e é branco, vermelho, preto.
Simultâneo rabisco as marcas do infeto
Desprovidas de sentido aos que acaso pudessem ver,
A profundidade que uma vida dita bela pode se arrefecer.
Hoje eu prefiro minhas palavras do que você.
Equívoco pensar ao ler que por isso quero voltar,
Mesmo não julgando tudo tua culpa,
Tudo se fez posterior a esses momentos descompassados
A se formar medos e receios que fogem do passado.
É só meu fim quando acabar a tinta,
E tudo de ti de mim expulsar também poderei ir
A lugares impossíveis de se aludir
Por dentro de mim e nunca voltar,
Subscrever o que me faz retorcer, e corroer.
O talvez me abraça forte de incerteza,
Aos futuros passados enquanto escrevo palavras vagas,
Ao desalento da inexistência de possibilidades
Tudo se repete e o que importa a idade, a cidade?
Eu sou meus erros sob a visão do fracasso.
Boa noite, Ouro Branco, cidade serena,
teu silêncio é canto, tua paz é plena.
Nas ruas tranquilas, o vento passeia,
a lua acarinha cada centelha.
As luzes brilham feito estrelas no chão,
refletindo sonhos, carinho e união.
Que o descanso venha suave e profundo,
renovando as forças pra encarar o mundo.
Que cada morador encontre sossego,
na noite macia que traz aconchego.
Boa noite, Ouro Branco, jóia reluzente,
teu nome já guarda um brilho presente.
A borboleta e o lirio
O lírio ergue-se, altivo,
como templo branco no jardim das eras.
Enraizado no mistério,
não se curva ao vento,
não se rende ao efêmero.
A borboleta o busca,
peregrina das auroras,
traz no voo a lembrança dos mundos,
na cor das asas —
o sopro das almas que já se amaram.
Ela pousa,
e em silêncio o universo desperta:
pétala e asa não se tocam apenas,
se reconhecem.
É a paixão que não se mede em carne,
mas em eternidade.
O lírio permanece,
irredutível em sua pureza,
e a borboleta dança,
abandonando o tempo a cada batida de asa.
São diferentes como raiz e vento,
mas unidos como chama e oxigênio.
Na eternidade, não há fronteira.
O amor deles não é desta vida —
é um cântico gravado na alma do cosmos,
onde o lírio espera,
e a borboleta retorna,
sempre, sempre.
Fones no ouvido, silêncio absoluto no quarto, olho para o teto branco, as batidas do meu coração, o som da minha respiração e gritos internos.
Dou play no tocador, fecho os olhos, sinto meu coração se juntar a melodia. Tudo parece tão simples, tão fácil.
Escrevo e escrevo e nada faz sentido, nada nunca faz sentido, mas eu sei, ela também sabe.
Eu sinto saudades de 2015, sinto falta dela também, das conversas e de como tudo se mostrava tão leve.
Penso em muitas palavras das quais não posso pôr no papel, como parte disso, guardar num potinho que parece casa, enterrar a chave e mudar de bairro.
Passei na frente algumas vezes, gostava de olhar a imensa e linda árvore que tinha na frente da casa, colhia algumas rosas do jardim, bem, outras já estavam mortas, e eu nunca mais plantei nada, não podia, o que eu colheria? Espinhos.
Faz um tempo que não passo em frente aquela casa, não sei se a árvore morreu, se o jardim foi coberto por folhas secas e sem vida, se a tinta da parede ja perdeu a cor, não sei. As vezes sinto vontade de ir lá, mas já não mora mais ninguém que eu conheça naquela casinha. Guardo uma foto, uma única foto de quando tudo era lindo, feliz e colorido. Prefiro essa lembrança as que tenho agora...
Abro os olhos, dou uma leve risada, coloco os fones ao lado da cama e adormeço. Mas meu coração nunca dorme, ele sente saudades de ir naquela casinha. Ele sente saudades dela.
A vida é tela em branco, sem moldura,
Colorida pelos riscos da aventura.
Quanto mais coragem, o traço se aprimora,
E mais bela e vibrante ela aflora.
A expressão "cheque em branco" no sentido figurado, descreve uma situação em que se confere autoridade ou liberdade total a alguém para agir como quiser. Ontem, 17/09/2025, os deputados assinaram um cheque em branco, sem aspas, para o vandalismo, a depredação, abuso
“O racismo mais perigoso é aquele que já não precisa de branco para existir: é o racismo plantado na mente dos próprios negros.”
A vida é uma tela em branco,
Que pintamos com nossas aventuras. Quanto mais coragem
Mais vibrante e bela ela se torna.
POEMA DA NOIVA (2021)
Véu branco;
era branco.
Vermelho está!
Embalado está;
com a morta está;
para sempre estará.
No livro da vida, há corações que são poesia viva; outros, páginas em branco que jamais quiseram ser escritas.
Ser negro, ser branco, ser todas as cores, é ser a síntese viva da humanidade.
Em cada cor habita um reflexo do divino, e na pluralidade se revela a essência da existência.
O homem é um espelho do universo: múltiplo, mutável, eterno na luz do Senhor do Tempo e da Vida.
Reconhecer-se em todas as cores é libertar-se das fronteiras da matéria e compreender que o ser é, antes de tudo, unidade.
🕊
Sentava-se no chão, e respirava fundo com o caderno aberto à frente, um branco de silêncio. Branco de tudo o que não conseguia dizer, um branco que ameaçava engolir o resto de tudo que construiu. Ele olhava para aquela página como quem olha para o próprio fim. Sabia que nunca se entra duas vezes na mesma história, mas naquele dia não conseguia entrar em história nenhuma.
"O dia é um livro barulhento; a manhã é a página em branco onde só escrevemos a verdade."
Dollber Silva
