Braço
Desjejum Virginal da Poesia
A metodologia de braços abertos
anota a edição narrativa do silêncio
pautando-se pelo som das ideias.
O desjejum virginal da poesia
alimenta-se dos meus dedos
e do prurido dos meus pensamentos.
O estrume das amórficas palavras
arranha o suor ébrio da memória
e aconchega-se ao sintético sonho.
A urgência de transbordar o Sol
ultrapassar os limites do Amor
para sentir o peso da inexistência.
O rio desagua
no oceano
para encontrar
a sua eternidade.
Quero desaguar
nos teus braços,
meu amor,
porque é aí
que eu encontro
a minha eternidade.
Deus escolheu um dia para me entregar nos seus braços e também escolheu um sentimento para sentir todos os dias por você.
O tempo é um senhor de cabelos braços,observando a vida sentado em um banco,exercitando a paciência.
Faça ajustes,abra espaços,os braços,se for receber alguém,mas não deixe que achem que sua vida é casa de mãe Joana.
Uma hipérbole foi pensar poder ter-te em meus braços, minha paixão, admiração, amor era como metáfora de diamante, é fábula dizer que isso irá se desfazer no tempo, algo tão indelével como o sentimento que tenho por ti, o que me resta é as marcas das boas coisas que sonhei para nós.
Meu amor por você renasce todo dia em que os teus pequeninos braços me acolhem, me confortam e mostram-me que desistir nunca deve ser uma opção.
Os galhos de uma árvore representam os braços que te oferecem a beleza de uma flor, o sabor de um fruto, a sombra acolhedora nos dias ensolarados e a cobertura nos dias chuvosos.
Não separe esse braço de seu corpo com uma serra, porque assim, poderá vir dele a muleta que usará no dia seguinte.
Meus braços estão cansados; meu peito cerrado; minhas pernas em bases; meu coração se mudou... algo me diz: Tenha calma a tempo para os perdiz.
Dizem do descanso dos braços.
Reflito ao som de suas moléculas.
Há perfeição em que relaxo.
Bailado do meu amado.
Belo é o guiar das palavras, não caminhos sem bracos e gralhas, com certeiras de leituras sem rastros.
