Braço
Segura estou nos braços
Daquele que nunca me deixou
Seu amor perfeito sempre esteve repousado em mim
E se eu passar pelo vale
Acharei conforto em Teu amor
Pois eu sei que és aquele que me guarda
Queria ser seu violão
ter os seus braços envoltos em mim
e no tocar de sua mão ,vibrar em notas de felicidade
e gozo .
queria ser seu violão ,te acompanhar no botequim
e lhe emprestar uma canção , um dueto de amor e paixão
Não me leve a mau amor
você me inspira
a querer ser bom ,a fazer poema gostoso
não me entenda mau ,foi você que provocou
com esse olhos profundos e belos meu alvoroço
não me queira mau amor ,sei que seu sorriso pode me levar
em minutos do céu ao inferno
Sim me queira bem ,você que me faz tão bem
que me tira do meu inferno ardiloso
sim me faça o bem ,o bem de me resgata ,me alegra
de me bastar ...
me basta te olhar ?
me basta ??
Você simplesmente me basta ....
não sei !
Mas eu quero mais desse perfume ,desse sabor ,dessa visão
dessa mulher com o violão , e por enquanto essa felicidade basta .
Cavalo
O cavalo amarrado banhou-se no suor de minha fronte.Músculos. Coragem. Força. Braços. Coxas...Menino moleque, deixei a escola para mendigar trabalho.De que matéria sou? Que metáfora serei?
Li de tudo. Nada estudei.
Não estudei matérias. Males do tempo abstrato, me abstraio do livro.
Tirei purê de osso. Sou duro.
Sou caroço.
Sangue derramado de outros tempos.
Nada sei dizer. Nada ouço.
Sou ignaro. Não sou isento. Piso forte a vida.
Ganho na palavra. Não ganho no grito.
Não tenho cascos.
Tenho medo do homem mudo. Tenho medo dos tempos modernos.
Perigo por aí, alheio.
Tudo semeio. Muito nada sou.
Meio que sou meio. Sou inteiro.
Absoluto. Botei luto. Luto em tudo.
Minto. Minto muito. Minto aberto. Minto ralo. Sinto muito. Sinto nada.
Resvalo vivo morrendo inventando coragem.
Morto, não ancoro.
Perdi as certezas de tudo.
Nada aprendi. Fiquei cego de nada entender. Mas sou forte.
Tenho sorte. Sou Falo. Nada falo. Tudo leio. Tudo vejo.
Sexo. Suor. Sou bolas. Sou Texas. Africano, sou Angola.
Sou vulcão. Sou Cancão onde há perigo de fogo. Sou Letal.Sonoro, sou metal.
Fundeei navios de mouros.
Não vim brincar de Dom Sebastião.
MEU SALVADOR
E no teus braços estou senhor
E teu nome eu sempre clamarei
Fiz morada no meu coração tirando a dor
Dos pecados que eu causei
Não corro perigo, tu és meu salvador
Você me deu a salvação
Me libertou dos males do ódio
Me dando seu grande amor, como proteção
Sinto sua a voz ecoar dentro de mim
Me dando seu perdão
Para me salvar dos perigos
Pagou o um preço com seu sangue
Pela minha liberdade
Minhas lágrimas misturada a Seu sangue
caiu sobre o chão
Carregando a grande cruz
Por mim e por todos, fiz Jesus
A grande salvação.
Quero te abraçar
Quero te acolher
Quero desabafar
No teus braços quero viver
Sei que você vai me intender
Quero aliviar as lágrimas...
E enfim poder dizer estou
Sentindo a falta de você
Uma saudades incontrolável no
meu coração...
"Não importa a idade e tampouco os erros do passado ou do presente nos braços da mãe encontramos compreensão, conforto, carinho, amor e paz.
Você é o Sol !
Você é o Sol,
que ilumina a minha vida.
Que bom tê-la em meus braços,
meu amor, minha querida.
Vale a pena o sacrifício !
Quero tê-la em meus braços,
e afogar-me em teus beijos,
para saciar a minha fome e
matar os meus desejos.
Não importa o caminho,
que eu venha percorrer.
Ainda que eu ande muitas milhas,
morena para ti ver.
Pois vale a pena o sacrifício,
do caminho percorrido,
para tê-la em meus braços,
me chamando de querido.
Vou mudar-me para curva dos teus braços
Vou mudar-me para curva dos teus braços
Onde a calmaria se faz presente
Onde o carinho é o que se sente
Onde a saudade seja morta
Onde meu coração se conforta
Vou mudar-me para curva dos teus braços
Onde o calor faz morada
Onde me sinto desejada
Onde me encaixo perfeitamente
Onde meu sorriso é permanente
Vou mudar-me para curva dos teus braços
Onde seu cheiro se encaixa ao meu
Onde eu te sinto meu
Onde te quero sempre para mim
Onde o afeto nunca terá fim!
TRISTE QUIETUDE
As árvores cansadas da dor
Deixavam cair seus braços tão tristes
E o sol castigava as pedras do chão
Como ferro quente a marcar o gado,
Na tarde já morta de sede.
Só uns cabelos de oiro
Esvoaçavam loucos na brisa infernal...
Eram os teus procurando os meus,
Na triste quietude da tarde defunta.
Fugiram os pássaros e tudo o que é vida
Da vida que tem sangue nas veias.
Dolorosamente, em prantos de cinzas
As árvores tornaram-se pó
E os ramos partiram-se numa chuva
De mil pedaços queimados.
O sol escondeu-se amedrontado;
A tarde e a brisa quente
Feneceram de saudade.
Só ficaram os teus cabelos de oiro
Sempre à procura dos meus,
Revoltos na triste quietude...
Mas tudo tão inútil.
(Carlos de Castro, in Poesia Num País Sem Censura, em 27-08-2022)
Corroído Sonho
As colinas descansam
nos braços estéreis da madrugada.
No sono das mágoas perdidas
das memórias estranguladas
pela escuridão desgastada
rompe-se a voz do crepúsculo matinal.
Desço os degraus das rememorações
defronto-me com a miragem incandescente
e gravitada de um sonho inacabado.
Agarro-me aos densos fios da alucinação
que a demência expulsou na sentença da mente.
Nos confins do aguçado silêncio
respiro a luz viva do teu olhar.
No beco das horas esmagadas
dissolvem-se os anseios das quimeras.
Na enorme e robusta vontade de tocar-te
dispo os meus versos no teu corpo.
Num acto inconsciente de paixão e desejo
as nossas bocas envolvem-se enfeitando o nosso abraço
- sigo este sentimento-
desnudo a felicidade: escondida neste corroído sonho.
Alcançámos as Nossas Almas
Faremos um poente
numa porção de mar
e de braços abertos
deixaremos entrar a canção
desenhada no alaranjado céu.
O luar de boca aberta
narra a melodia das amoras,
deitados na cristalizada areia de jasmim
os nossos desnudados corpos
amaram-se até as estrelas adormecerem
e entre o céu e a terra
alcançámos as nossas almas.
