Bonito Mesmo
Não preciso dizer pra você continuar brilhando, porque estrelas brilham, seria o mesmo que pedir para a água não molhar, ao fogo não queimar, ao vento não soprar, e à terra não girar.
O siri mesmo sendo arrastado pelas ondas e andar de lado, corre para o seu objetivo: as águas mais profundas.
A vida se escreve a caneta, cada hora é uma vírgula, e mesmo com falhas e borrões, borracha nenhuma consegue apagar.
Eu não gosto de pássaros engaiolados, mesmo aqueles criados em cativeiros. O canto deles nunca me pareceu um canto alegre, mas cheio de tristeza e saudade do que lhes foi um dia arrancado.
Todo dia
Caminhamos
a mesma calçada
Toda manhã
A mesma risada
O mesmo banho
O mesmo espelho
O mesmo ar
Que respiramos
em todas as tardes
Em tantos finais de tarde
Todos os pores do Sol são iguais
Além do mais
As mesmas dores sentimos
Intuímos os mesmos sonhos
Vivendo assim
Todos os dias as mesmas vidas
As mesmas mesmices
Que nos disseram
Afinal
Não serem tantas
Mas a cada fim de noite
Não podemos
Ser os mesmos
Tanto assim
Amanhã de manhã
Nada muda o caminho
E novamente
Você pela sua
E eu pela minha
Caminhamos
as mesmas calçadas
Apesar de tudo
Nada muda tanto assim
Edson Ricardo Paiva.
Todo dia
Caminhamos
a mesma calçada
Toda manhã
A mesma risada
O mesmo banho
O mesmo espelho
O mesmo ar
Que respiramos
em todas as tardes
Em tantos finais de tarde
Todos os pores do Sol são iguais
Além do mais
As mesmas dores sentimos
Intuímos os mesmos sonhos
Vivendo assim
Todos os dias as mesmas vidas
As mesmas mesmices
Que nos disseram
Afinal
Não serem tantas
Mas a cada fim de noite
Não podemos
Ser os mesmos
Enfim
Amanhã de manhã
Nada muda o caminho
E novamente
Você pela sua
E eu pela minha
Caminhamos
as mesmas calçadas
Apesar de tudo
Nada muda tanto assim
Edson Ricardo Paiva.
Uma coisa bonita
E mesmo assim
Difícil de aceitar, às vezes
É o fato de envelhecer
Ver as gerações passando
E conforme se sucedem
Incontáveis passamentos
A gente vai cedendo
Os nossos lugares
Na vida e no mundo.
Passam-se os anos,
Semanas...os meses
Segundo a segundo
Todos
Invariavelmente vivendo
De maneira meio desordenada
E cada um vai deixando
Ou não
Suas lembranças
Suas marcas
Retrados da gratidão
E pode ser que também não
As coisas acontecem
Como tem que acontecer
Histórias tristes e alegres
Consumado o tempo
Que por mais que seja
Sempre expira
A vida e o novo tempo
Entregues
A quem quer que chegue
Como quem passa um bastão
Algo assim, que simboliza
Uma vida corrida
Numa eterna disputa
Onde deveria ser
Desnecessário
Disputar nada
Ela passa depressa demais
Deveria ser somente bem vivida
Por isso eu sempre digo
A quem me escuta
Que a nossa curta viagem
Neste chão
Repleto de miragens
Não passa de mera ilusão
Portanto
Guarde consigo
Abraços de amigos
Lembranças de paisagens
E a certeza de que neste lugar
A gente somente passa
Ninguém fica
E é somente esta
A triste e alegre graça
desta vida
De tudo que se guarda
Nada resta
Além das lembranças
dos momentos
Que esta curta e grande graça
Pode ser bem dividida.
Edson Ricardo Paiva
O Mundo se move
A vida passa
e nada fica no mesmo lugar
Se olhar direito
Pro dia de ontem
Talvez a gente reconheça
Em sombras que se escondiam
Muito mais coisas ocultas
Nas dobras da escuridão
Pensamentos se cruzam
Qual se arroios fossem
E o tempo que passou-se ontem
Hoje nos trouxe
Um pouco mais de força
Talvez energia nova
Um certo apoio
Um abrigo no peito
O trigo apartado do joio
E que prova valer a pena, ainda
Prosseguir de alguma maneira
Pode ser que à margem do caminho
Pisando leve e pelas beiras
O nosso breve tempo
Que a cada dia se prolonga
Mais e mais
Um barco no rio
Quem sabe um dia frio
Onde não cabe um abraço
Um espaço de tempo
Antes que a tempestade desabe
Talvez uma vida sem paz
Um sonho um tanto pesado
No sono, a cada dia mais suave
Enquanto o tempo a vida leva
E talvez a gente nunca entenda
A estupidez ilógica
Que determina
Se existe uma vida de verdade
Com a qualidade
E a opção de ser feliz
Ou então
Se o mundo é somente
Uma ferida aberta
E não existe um lugar
E nem hora certa pra nada
Portanto
A gente vai pisando à margem
Andando pela beira pra sempre
Felicidade
Somente uma lenda
Até que o mundo compre o corpo
de quem não pôs a alma à venda.
Edson Ricardo Paiva.
O Mundo se move
A vida passa
e nada fica no mesmo lugar
Se olhar direito
Pro dia de ontem
Talvez a gente reconheça
Em sombras que se escondiam
Muito mais coisas ocultas
Nas dobras da escuridão
Pensamentos se cruzam
Qual se arroios fossem
E o tempo que passou-se ontem
Hoje nos trouxe
Um pouco mais de força
Talvez energia nova
Um certo apoio
Um abrigo no peito
O trigo apartado do joio
E que prova valer a pena, ainda
Prosseguir de alguma maneira
Pode ser que à margem do caminho
Pisando leve e pelas beiras
O nosso breve tempo
Que a cada dia se prolonga
Mais e mais
Um barco no rio
Quem sabe um dia frio
Onde não cabe um abraço
Um espaço de tempo
Antes que a tempestade desabe
Talvez uma vida sem paz
Um sonho um tanto pesado
No sono, a cada dia mais suave
Enquanto o tempo a vida leva
E talvez a gente nunca entenda
A estupidez ilógica
Que determina
Se existe uma vida de verdade
Com a qualidade
E a opção de ser feliz
Ou então
Se o mundo é somente
Uma ferida aberta
E não existe um lugar
E nem hora certa pra nada
Portanto
A gente vai pisando à margem
Andando pela beira pra sempre
Felicidade
Somente uma lenda
Até que o mundo compre o corpo
de quem não pôs a alma à venda.
Edson Ricardo Paiva.
Tua vida, uma ilusão.
Se refaça
Procure
por um pouco de graça
Em sua vida
Olhe pra si mesmo
e responda
Se o caminho que trilhais
Não estará te levando
Pra demais distante
da alegria de viver a vida
Mira-te a ti mesmo
Diante do espelho
Reflita
Se a velha receita que jamais deu certo
E o infarto constante
Aquele que vem tentando derrotar-te
a cada instante
Na curta viagem indecisa e dividida
Será que tem visto
Miragens no espelho
Em vez da mesma imagem refletida?
Isso, é você quem deve decidir
Mas...
Decida
Talvez essa existência
Seja mesmo uma ilusão
Um tanto rude
Mas, até onde se sabe
É sua ainda
Portanto
Talvez seja sua hora de escolher
A ilusão
Que mais e melhor
Te ilude
Edson Ricardo Paiva
Por mais que a verdade doa
Nunca minta pra si mesmo
Como quem mente
Com tanta desenvoltura
Que chega a crer
Na verdade das próprias mentiras
E jura que viu o não visto
Quando nega ter feito o malfeito
Insiste em não ver o que vê
Mas o tempo vai passando
E desvenda o oculto
A verdade mal contada
Um dia destoa na orquestra da vida
A lágrima contida
Com certeza um dia vai rolar
Se quiser, aproveite a hora pra chorar
Todo mundo sabe
Não existe um choro reprimido
Que um dia não doa
E dor, se muito guardada
Quando manda uma notícia
Não costuma ser notícia boa
Nem sempre sorriso é alegria
Assim como rotina
Não precisa ser igual todo dia
Alguma coisa acontece
Não há nada que se faça
Ou se possa fazer, quanto a isso
Existe um compromisso
Selado, assinado e não-escrito
Aproveita o teu tempo bonito e sorria
Mais dia, menos dia
A vida acontece
E quando acontece
O igual não é mais igual
Pra bem ou pra mal
As coisas mudam
São mudanças que se queria
Quando se queria que nada mudasse
Que bom seria
Se o mundo soubesse sonhar
Pois a vida acontece
E às vezes acontece
De um jeito que ninguém
Nem sequer sonhou que aconteceria.
Edson Ricardo Paiva
Pensamentos
Momento a momento
Um novo pensamento
Um mesmo velho pensamento
É como eu puxasse a algo
Que voltasse sempre ileso
E amarrado em um barbante
Monoideista
Coração egoísta
Lealdade insistente
Isso foi ontem
Tudo aquilo foi antes
Mas eu não posso ser eu mesmo
Sendo apenas eu somente
Se o dia de ontem
Não estiver lá amanhã
Nada vai restar de mim
Além desses pensamentos
Instante a instante
Presos insistentes
A um barbante
Invisível
Sempre ileso.
Edson Ricardo Paiva
